terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

"Quelhas" convida-o para ler “Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, história com histórias...”

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Este livro está dividido em partes, tem imagens e acaba nas musicas das (Marias).
Criação sempre de “Quelhas” autor povoense, natural de Sobradelo da Goma, Póvoa de Lanhoso, Braga, portugal...
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, história com histórias...
Logotipo: Concelho de Póvoa de Lanhoso
Foto: Maria da Fonte, in, arquivo do autor, de fotos da Póvoa de Lanhoso dos anos 2000
Autor: "Quelhas", João Carlos Veloso Gonçalves
(4 FOTOS DAS MARIAS DA FONTE)
1.a (Maria) da Fonte na Póvoa de Lanhoso, Franzina
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2.a (Maria) da Fonte na Póvoa de Lanhoso, Robusta
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3.a Maria da Fonte, ainda em Lisboa - Elegante
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4.a Maria da Fonte, ainda em Luanda - Estilosa
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TUDO NO NOVO SITE
http://quelhas.no.comunidades.net/

Metáfora

Um livro é uma liberdade de expressão,
que nos dá direito de dizermos o que sentimos,
para te dar testemunho da realidade da vida…

João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”

Hino nacional da Maria da Fonte alterado

Aí vem Maria da fonte,
A cavalo sem cair,
Com a corneta na boca,
A tocar e reunir.

Eia avante portugueses,
Eia avante não temer,
Pela santa liberdade,
Triunfar ou parecer."

"As sete mulheres do Minho,
Mulheres de grande valor,
Armadas de fuso e roca,
Correram com o regedor."

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os Cabrais
Que são falsos à nação

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Terra das Marias da Fonte ou fontanário...

Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, história com histórias...

História com histórias, as diversas versões de autores que escreveram sobre a(Maria) da Fonte, a lenda do povo, as músicas e letras dos compositores, sobretudo a idealidade do “inspirador” e as críticas construtivas em forma de humor...

João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”

TUDO NO NOVO SITE
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Poemas das 7 mulheres do Minho

Maria da Fonte, verdadeira ou falsa!?
Pois ela não está cá para se defender!
Coitada, ela anda sempre na valsa…
E, não se livra de o Zé-povinho contradizer.

Seja verdade, meia verdade ou mito,
Infeliz Maria da Fonte és nossa,
Os historiadores persistem, conflito!
Lutemos por ti, nem que seja na roça.

Seja verdade, meia verdade ou mito,
Pois algumas ficaram pelo caminho,
Elas eram mesmo muitas, admito…
Contam-se, as sete mulheres do Minho.

As sete mulheres do Minho,
A galopar n´uma égua cheirando a suor,
Na tasca da Balaio bebiam vinho.
De saias pretas e vermelhas em furor.

Saltitando pontes, vales e montes,
Mulheres de grande valor!
Todas elas eram Marias das Fontes,
Sejam elas, lá de onde for.

João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”

Terra das Marias da Fonte ou fontanário...
história com histórias

(Foto: Sete mulheres do Minho)

in. Foto, Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Ofic. Gráf. PAX, Braga, 1956. p. 135

Metáfora

Gosto de criticar e ser criticado,
sendo a crítica construtiva igual à destrutiva,
no que diz respeito,
apenas, à promoção...

João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”


A Vila no Coração do Minho

Póvoa é um horto, um jardim;
Uma estátua de foice na mão;
Um castelo no cimo de um montão;
Uma montanha e barbeitos de encantos sem fim...

Uma Câmara iluminada;
Um amontoado de granizo no Castelo de Lanhoso;
Uma capela branca entre calçada;
Uma Igreja de culto grandioso...

Uma mata de arbustos e animais selvagens;
Um várzea lá no fundo com ramada;
Um rio com duas margens;
Uma romaria afamada...

Um campo de milho e trigo;
Uma ramada de verde vinha;
Um pintassilgo cantando no cultivo;
Um forasteiro que caminha...

Um rio com praia fluvial no Verão;
Uma barragem d’água límpida que abastece o Município;
Um pescador de trutas num pontão;
Uma torneira de água fresca num precipício...

Um tanque num quintal;
Uma rotunda com chafariz;
Um canto de pardal;
Uma corrida de perdiz...

Uma piscina de água potável;
Uma estrada comprida de rectas e curvas;
Uma cerveja afável;
Um perigo constante na afinidade das chuvas...

Um ambiente calmo ao fim de semana;
Um dia de Verão quente que na praça acontece;
Uma celebridade que se afama;
Um bêbado que não sabendo beber esmorece...

Um rancho em traje regional;
Um ar puro e ameno no sol poente;
Uma visita de um Cardinal;
Uma nuvem cristalina em noite de lua crescente...

Uma cerveja fresca na praça;
Uma conversa da treta;
Um amigo que se encontra e abraça;
Um emigrante que se enfia na greta...

Uma manhã de calor que volta a nascer;
Um bar que começa a abrir e trabalhar;
Um homem embriagado que começa a beber;
Uma fotografia para mais tarde recordar...

in, João Carlos Veloso Gonçalves, Inspiração do Compositor, 2006, p. 81.

Metáfora

Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, história com histórias...

Um escritor por mais que medite,
Escreva e pense,
Nunca;
Jamais se lhe esgotam as palavras,
Não é por acaso que ele é um literato e um sábio,
Pois enquanto houver letras,
Ele apenas brinca com elas e não as deixa acabar,
Simplesmente constrói mais palavras.

João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”

Metáfora

Um livro é um momento,
Um estilo próprio de aperfeiçoamento de vida,
De cultura e de sabedoria,
Sobretudo de aprendizagem.

João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”

Hino da Maria da Fonte – versão popular

“Viva a Maria da Fonte,
De nome tão majestoso,
Em Fontarcada nascida,
Do concelho de Lanhoso.

Eia àvante portugueses,
Eia àvante! Sem temer!
Pela Nossa querida Pátria,
Ou triunfar ou morrer!

Lá vai a Maria da Fonte,
A cavalo sem cair,
Com a corneta na mão,
A tocar a reunir.

Eia àvante, portugueses,
Eia àvante! Sem temer!
Pela nossa querida Pátria,
Ou triunfar ou morrer.”

Hino Nacional - Maria da Fonte – hino esquecido

“Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os Cabrais
Que são falsos à nação

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer”

Maestro: Ângelo Frondoni

Metáfora

Um livro é um contexto de muitas cenas heróicas da vida,
Que te divulgo através do meu pensamento,
E da minha sabedoria para sempre.

João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”

Adapte a Música da Maria da Fonte ou fontanário...

Maria da Fonte,
nascida e criada,
num fontanário
em Font’Arcada.

A lenda é antiga,
mas há quem a conte,
que descia um monte,
uma rapariga,
chamada Maria da Fonte,

para beber naquela fonte,
onde foi nascida.
E aquela hora por ela marcada,
juntou multidões de paus,
foices/roçadoras, chuços, forquilhas e enxadas.

O povo na encruzilhada,
esperava a Maria,
seguiam depois bem juntos,
ao longo da estrada,

para matar o regedor e as gentes dos Cabrais,
para deixar registada,
a fonte sagrada,
onde tivera nascido.

Lutaram aquela hora marcada,
puseram o governo fora com a revolução.
E quando tudo acabou,
um certo dia,
como era esperado,

Maria desapareceu, na encruzilhada,
não veio mais à fonte,
seus olhos divinos p´ra sempre fechou,
mas somente às vistas do povo.

Aldeia falou,
tocaram os sinos e Maria voou!?
E aquela hora,
por ela marcada,
juntou multidões na encruzilhada.

Mas oh santo Deus,
escureceram-se os céus,
fugiu a beldade,
e diz-se na encruzilhada,
que Maria da Fonte fugiu desesperada.

E, o fontanário vai ter saudade...
Têm piada esta balada?!...

Quelhas

E-mails e Blogues

E-mail:
inspiracaodoautor@sapo.pt
loja.inovalar@gmail.com

HI5:
Maria da Fonte – mariadafonte@sapo.pt
O livro da criança – olivrodacrianca@sapo.pt
Gazeta Lusófona – quelhas@gazetalusofona.ch
Inspiração do Compositor - inspiracaodoautor@sapo.pt
Casa do Benfica da Póvoa de Lanhoso – casadoslbdapvl@sapo.pt

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Musicas da Maria da Fonte...

Maria da Fonte - Vitorino









As Sete Mulheres Do Minho (The Seven Minhos Women) - Mawaca

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Terra da Maria da Fonte e da Filigrana.

No bom sentido da palavra, seguem-se as críticas sociais construtivas...



O coração do Minho é D´Ouro ou Verde!?
Castelo de Lanhoso ou da Póvoa de Lanhoso!?
Concelho situado no coração do Minho ou da Serra!?
Póvoa de Lanhoso terra do Ouro ou do Granito!?
Maria da Fonte é de Fontarcada ou da Póvoa de Lanhoso!?
Póvoa de Lanhoso Vila das artes ou do artesanato da filigrana!?

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A Vila no Coração do Minho.
O Coração do Minho é D´Ouro.
Póvoa de Lanhoso é Terra do Ouro e da Filigrana.
Castelo de Lanhoso e Maria da Fonte, são definitivamente Povoenses.

Inspiração do Compositor

(pode ler-se o tema das (Marias), por favor lêem e comentem, para o autor é gratificante…)

O Castelo de Lanhoso...

De castillo a castillo...

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De castillo a castillo...
de Montalegre a Lanhoso,
en el uno sonrisas…
en una bella llanura
con islotes y albuferas;
y desde esta singular altura
con una escultura mariana,
¡oh poesía! Exclamo tu palabra
como el aire que se expande
entre árboles, prados y casas
y con el nombre proprio
del verde futurista…
que el poeta siempre ama.

in, ediciones Cardeñoso, J.M. Dimas – Horizontes de Lenda, Vigo - Espanha, 2003. p. 029


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Castelo de Lanhoso...

A inscrição «Crastinus aedificavit», aberta numa pedra que, segundo se dizia, existiu na torre de Menagem do roqueiro castelo de Lanhoso, podia induzir-nos, pelo menos aparentemente, a supor que a altiva construção era de origem romana. Isto viria, portanto, a dar à histórica fortaleza – quando não aparecessem documentos a destruir tal hipótese – uma respeitável vetustez, nem sempre fácil de concretizar, de momento, em monumentos daquela natureza, pelas sucessivas alterações, por vezes desde os alicerces, a que estiveram sujeitos no decurso dos séculos.

Realmente, se, como se julga, este Crastino foi o tribuno que apareceu, após a bárbara conquista de Numância por Cipião Emiliano, o vencedor de Cartago, a defender ardorosamente o domínio romano nesta parte ocidental da Península, temos de admitir que, de facto, remontam a mais de um século A.C. os primeiros fundamentos do castelo de Lanhoso.
É certo haver, também, sem que saibamos com que bases, o diga fundado no ano 75 da era actual, portando, ainda no tempo de Vespasiano. Outros, porém, o julgam simplesmente restaurado por este imperador.
De uma forma ou de outra, nunca deixaria de ser da mesma época.
Mal se diria, contudo, que as obras de restauro a que o submeteu a benemérita Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais haviam de confirmar plenamente o que da lapidar inscrição se inferia.
De facto, durante as escavações a que se procedeu na parte compreendida pela antiga praça de armas – então, pelo seu completo abandono de muitos anos, transformada em verdadeiro sarçal – a par de restos de construções antiquíssimas apareceu o envasamento de carácter nitidamente romano da torre de Menagem. Estava, assim, confirmado o que a tradição garantia.

Qual o pensamento a que teria obedecido esta construção em tão remotas? È de supor, uma vez que se julga coeva da ponte do Porto, não muito distante dali, que pela sua magnifica localização servisse de atalaia a parte da zona incorporada na antiga via militar, mais conhecida pela «Geira», que ligava, por Orense, a cidade de Braga à de Astorga.
Possivelmente outros povos que dominaram o noroeste peninsular utilizaram este castelo, como depois o fizeram, com a mesma confiança, os que fundaram a nacionalidade portuguesa. Assim, entre os demais que se erguiam em terra portucalense, inclusive o de Guimarães que se gozava da preferência de D. Teresa, ou para disfarce das suas leviandades de mulher com famigerado Conde de Trava, ou para maquinações políticas que tinham por base as ambições de independência já reveladas por seu defunto marido e por ela mantidas com notável e persistente firmeza; ora, ainda, para despacho de muitos e importantes actos que visavam a consolidar a sua posição como senhora do território que herdara.
Foi neste castelo que se estabeleceu a paz entre D. Teresa e D. Urraca, quando esta invadiu o Condado Portucalense, por motivo das desmedidas ambições da irmã. Como também a ele se recolheu D. Teresa quando, após o desastre de S. Mamede, seu filho Afonso assumiu as rédeas do governo.
Depois disso, são as lendas a povoar os muros da fortaleza.

Ali teria ocorrido um episódio romanesco, possivelmente exagerado, mas que a tradição se esforçou por manter até aos nossos dias.
Foi o caso do alcaide-mor D. Rodrigo Gonçalves Pereira, quarto avô do que viria o ser o beato Nuno de Santa Maria, ao ter conhecimento da infidelidade de sua primeira mulher D. Inês Sanches, haver planeado bárbara vingança em defesa da ultrajada honra.
Dirigindo-se a Lanhoso, encerrou, numa das dependências da fortaleza, sua mulher, o cúmplice, homens de armas, serviçais, enfim, todos os que ela julgava conhecedores e encobridores de tão ilícitas relações. E num acesso de mediato castigo lançou fogo ao castelo, ali perecendo culpados ou não e até os inocentes animais que faziam parte da economia doméstica.
Sem factos notáveis a ilustrá-los, assim permaneceu o castelo pelo rodar dos anos até que as inovações introduzidas na arte da guerra começaram a diminuir-lhe a importância de outrora. Isto fez com que muitos dos seus materiais fossem utilizados, em 1690, na construção de parte de um santuário que André da Silva Machado, rico negociante do Porto, ali mandou erguer em honra de Nossa senhora do Pilar. Já, então, além das depradações, a ruína o minava.
Eis como Crasbek o descreve, na sua linguagem simples mas expressiva, que já lhe conhecemos do castelo de Arnoia:
…Conçerva em pouca distancia do dito logar da povoa para a parte do Norte hum grande castello edificado sôbre um penedo em hua imensa altura que pellos vestígios que ainda conserva de muralhas e duas portas, hua de nascente, e outra do poente junto à Torre se reconhece ser inconquistavel, para o tempo em que fora fabricada assi o diz a Monarchia Lusitana cuja sobida era só por hum carreiro, em que hua só pessoa podia hir e só pella parte do naçente: sendo que hoje por devoção de algumas pessoas, se tem aberto hua estrada no mesmo rochedo, e posto por ellas varias Ermidas, com seos Torreões para os sette passos: obra em que ainda se trabalha nesta presente anno de 1724. A torre deste castello he de seis palmos de grosso, e quadrada, de 46 palmos por cada banda e tem de alto outros 46 e toda coroada de Ameias de 5 palmos de altocada hua: na face do Norte levantada do chão 16 palmos tem hua porta de 10 palmos de alto e 5 e meio de largo, por onde entrámos dentro della.
Agora restaurado no que ele tinha de mais sugestivo, lá continua a desafiar os tempos do alto do enorma rochedo que lhe serve de base e que o tornava inexpugnável. A seu lado, vêem-se os restos de uma povoação pre-romana postos a descoberto durante a abertura da estrada que serve.

Desta obra fez-se uma tiragem especial de vinte e cinco (25) exemplares
em papel <<>>, numerados e rubricados pelo autor

in, Ofic. Gráf. PAX, – Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Braga, 1956. p. 143

O Mosteiro de Fontarcada...

O Mosteiro de Fontarcada...
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SERVIDA pela estrada de Braga a Cabeceiras de Bastos, encontra-se, passada que seja a Póvoa de Lanhoso, a cujo conselho pertence, a freguesia de Fontarcada, de sobejo conhecida pela sua história política e religiosa. Aquela, a recordar-nos as lutas fraticidas do século passado, com todos os espectaculosos desvarios da populaça amotinada à voz da famigerada «Maria da Fonte» – dali natural; a outra, a evocar-nos, em toda a sua irradiante espiritualidade, a beleza de uma era confiada, simplesmente, ao domínio da fé e da arte.
Falemos desta, por menos divulgada, se bem que represente uma das mais expressivas antiguidades do concelho.
Na segunda metade do século XI, o ardoroso cavalheiro D. Godinho Fafes, filho do Conde Dom Fafes Sarracim de Lanhoso, que morreu próximo de Coimbra lutando pelo rei D. Garcia contra as hostes do irmão D. Sancho, lembrou-se de fundar um mosteiro sujeito à Ordem de S. Bento.

Preferia, no entanto, que ficasse nas vizinhanças da casa paterna, em S. Martinho de Galegos, mas como não encontrasse lugar asado optou pelo fértil vale de S. Salvador.
Para esta decisão teria também influido a distância relativamente pequena a que se erguia o altivo castelo de Lanhoso, a cuja protecção, portanto, o futuro cenóbio podia ficar entregue, como se impunha naquele tempo de constantes sobressaltos, originados pelas ambições mais desmedidas.
Em 1067, mandou então ali construir uma igreja, com residência anexa, modesta, é certo, mas que de inicio satisfaria, tanto mais que não se destinava a comunidade numerosa.
Tudo isto foi entregue conforme seu propósito, aos monges de S. Bento, que imediatamente elegeram para seu superior a Frei D. João, tido e havido como de grande virtude e saber. Durou o seu mandato até 1082, ano em que, chorado por todos, faleceu com cheiro de santidade.
Entretanto, o convento progredia a olhos vistos, graças às doações que tinha e às esmolas que recebia da gente do lugar e de outras localidades, que ali acorria a assistir aos actos religiosos. Foi assim que, no século seguinte, os frades puderam enfrentar os encargos resultantes da construção do novo templo.

Tratava-se, agora, de um edifício de certo vulto, ao qual as ogivas iriam imprimir o carácter artístico da época, embora de transição. Patentear-se-iam, sobretudo, na entrada principal – cujo tímpano ostentaria a simbólica representação do Agnus Dei –, onde os arcos assentariam em seis colunas, quatro cilíndricas e as outras oitavadas; e igualmente nas portas laterais, cada uma dotada de quatro colunas cilíndricas. Por sua vez, os capiteis e bases, de variados e sugestivos recortes, onde a figura predominaria, seriam caprichosamente lavrados em granito da região. Uma formosa rosácea, do mais belo efeito decorativo, abrir-se-ia na monumental fachada deste soberbo templo, interiormente de uma só nave, elegante, extensa e inundada de luz.
Foi uma construção simultaneamente bela e sólida, destinada a projectar-se no futuro como símbolo de uma época de indesmentível espiritualidade artística e religiosa. E assim chegou aos nossos dias, se bem que alterada num ponto ou noutro mais por capricho dos homens do que propriamente pelas necessidades do culto. Um exemplo basta: – a incaracterística torre que desde há um século, por teimosia do pároco de então, prejudica tão formoso conjunto arquitectónico.

A par da igreja, também a residência se ampliava e melhorava, de maneira a poder comportar, em condições de amplo desafogo, todos os que a procuravam como refúgio da vida terrena. Uma frondosa mata com interessantes motivos decorativos, de entre os quais sobressaíam fontes jorrando abundância de água, completavam a grandiosa fundação de D. Godinho Fafes.
O convento de Fontarcada permaneceu com religiosos até ao tempo do Arcebispo Primaz D. Fernando da Guerra, que governou a Arquidiocese de Braga desde 1416 a 1467.
Ora, em consequência das guerras e do Cisma do Ocidente, muitas igrejas empobreceram e, por sua vez, o clero desmoralizou-se bastante. Era uma situação deveras crítica, que manifestamente se reflectia no prestígio da religião.
Então D. Fernando da Guerra, levado por notável zelo apostólico, entendeu começar pelo clero, tanto secular como regular, a reforma que se impunha. Assim, logo no princípio do seu governo obteve autorização do Papa Martinho V para converter em igrejas seculares muitos mosteiros onde já se não vivia regularmente. Os restantes seriam dados a Ordens diferentes daquelas a que pertenciam ou, então, unidos às respectivas casas maiores.

No tocante a mosteiros beneditinos, parece que o prelado foi excessivo em demasia, pois Frei Leão de S. Tomas queixa-se na Beneditina Lusitana de ele não ter unido às casas maiores nenhum dos que extinguira. Isto – acrescenta Frei Leão – permitia suspeitar que D. Fernando da Guerra convertia os mosteiros em igrejas para ter mais que dar, sendo preferível castigar os delinquentes por suas faltas de que extinguir aquelas instituições, sepultando-as para sempre.
È certo que, para muitas destas extinções ou uniões, o Arcebispo invocava sempre, como causa canónica, a pobreza ou a falta de recursos, resultantes das epidemias e guerras que tinham assolado o país.
Com respeito ao mosteiro Fontarcada, vemos D. Fernando da Guerra confirmar, 18 de Março 1424, como abade, Frei Gonçalo Borges, por renúncia do abade Vasco Martins. Em 4 de Setembro do ano seguinte, aquele foi exercer idênticas funções no mosteiro de S. Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Bastos, por morte do respectivo titular. Decorridos dois dias, o Arcebispo confirmava para Fontarcada, Frei Gonçalo Pereira.
Sabemos, depois que em 1437 era abade Frei Fernando, que em 1455 renunciou. Foi este o último superior de Fontarcada, pois em 10 de Maio daquele ano D. Fernando da Guerra reduzia o mosteiro a igreja paroquial.
Em 1465, o Arcebispo criava, na Sé Primaz, o Arcediagado de Fontarcada, com a obrigação de cantar missa no dia de S. Pedro e S. Paulo. Os seus rendimentos eram avultados.
Esta decisão do prelado levou o já citado Frei Leão de S. Tomás a comentar: «Bendito seja Deus, que por uma só missa se trocaram tantas, quantas os religiosos diziam no seu mosteiro».
Fontarcada foi couto, que tinha como donatário o próprio Arcediago. Este apresentava Juiz do Cível e dos Órfãos, um Procurador e um Ouvidor.
Compreendia além da de Fontarcada as freguesias de S. Gens de Calvos, Santa Maria de Rendufinho, Santo Estevão de Gerás, Santa Tecla, S. Martinho de Ferreiros, S. Julião de Covelas, Santa Maria de Moure e S. Martinho de Aguas Santas.
De tudo, como evocação preciosa duma instituição que foi grande, resta o artístico templo, considerado monumento nacional desde 16 de Junho de 1910.

Desta obra fez-se uma tiragem especial de vinte e cinco (25) exemplares
em papel <<>>, numerados e rubricados pelo autor

in, Ofic. Gráf. PAX, – Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Braga, 1956. p. 135

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A Freguesia de Sobradelo da Goma

A Freguesia de Sobradelo da Goma
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Situada a cerca de vinte e cinco quilómetros da sede de distrito, Braga, e dez quilómetros da sede do concelho da Póvoa de Lanhoso, Sobradelo da Goma com uma área superior a onze quilómetros quadrados, possui um relevo muito acidentado, descansando no sopé da Serra do Merouço. A paisagem é granítica e verde, frescas e cristalinas as águas. Assim é a zona rural de Sobradelo da Goma. O Ribeiro Queimado, que tem nascente e foz na freguesia, constituiu, desde sempre, um motivo de fixação da população junto das suas férteis margens, propicias à agricultura.

Hoje em dia, com um terço dos seus naturais espalhados pelos quatro cantos da emigração, os residentes dedicam-se, na sua maioria, à arte do fabrico da famosa filigrana povoense.

O turismo tem também aqui fortes motivos de interesse e razões de desenvolvimento, com destaque muito especial para a Aldeia Turística de Carreira.

Constituem a freguesia os lugares de Alcouce, Berraria, Cabanelas, Carreira, Duquezas, Ferrador, Igreja, Igreja-Velha, Lameiras, Outeiro, Penas, Pinhel, Souto-Velho, Várzeas, Varzielas, Vilarinho De Baixo, Vilarinho de Cima e Vinha.


ARTESANATO
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Travassos é, hoje em dia, o centro que mais preservou esta arte, embora também persistam alguns artistas em Sobradelo da Goma.
Apesar da industrialização crescente no trabalho do ouro, persistem ainda algumas oficinas tradicionais.

A técnica do trabalho do ouro, que remonta à nossa proto-história, persiste ainda hoje com um cunho puramente artesanal, neste pedaço de Minho.
Oliveira, Travassos e Sobradelo da Goma, no concelho da Póvoa de Lanhoso, formaram um núcleo importantíssimo na arte do ouro.
Os objectos típicos e exclusivos dos nossos ourives são as argolas batidas e as contas de colar ocas que podem ser "cobertas" ou "torcidas". A filigrana é unicamente produzida em Travassos e Sobradelo da Goma. No entanto também se produzem outros objectos de ourivesaria tradicional como brincos e argolas, cruzes de Malta, terços de contas e muitos outros que saem das mãos destes mestres do trabalho do ouro.


A FILIGRANA
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A filigrana, a arte de trabalhar finíssimos fios de ouro ou prata e, soldando-os ou enroscando-os, obter com eles os mais variados desenhos, é uma arte verdadeiramente popular, de características puramente artesanais. Dois tipos de filigrana são conhecidos, a filigrana de aplicação, utilizada na decoração de formas tradicionais, e a filigrana de integração em que a jóia, de forma tradicional ou não, é composta unicamente por filigrana.

O oleiro, o ourives na filigrana, o feitor de jugos principalmente, para citar só os três, revelaram-se os mais seguros e fiéis adeptos da arte nacional. Eles nos conservaram o alfabeto de formas decorativas mais rico, mais variado, mais puro, mais genuíno que uma nação pode apresentar." (Joaquim de Vasconcelos, 1908)

O Norte de Portugal é, desde há séculos, o local preferido pelos ourives para instalarem as suas oficinas, o que poderá estar relacionado com a existência de minas de ouro nesta região, algumas exploradas pelo menos desde a Romanização.

A riqueza aurífera do Noroeste da Península Ibérica é testemunhada pelos relatos de autores clássicos e confirmada pelos vestígios arqueológicos de antigas explorações mineiras, espalhadas um pouco por todo o Norte do País. Autores como Estrabão e Plínio falam da abundância de ouro nos rios da vertente Atlântica como o Tejo, Douro, Lima e Minho.
A abundância de metais preciosos permitiu que aqui se desenvolvesse uma rica ourivesaria, fazendo destas terras uma das regiões privilegiadas de todo o Mundo Antigo.

A técnica de trabalhar o ouro, que remonta à nossa proto-história, persiste ainda hoje, em Travassos, com um cunho marcadamente artesanal.

Há duas hipóteses, ambas carecendo de investigação, para a justificação do desenvolvimento da ourivesaria nesta região. Seria o Ave um rio com areias auríferas, já que as freguesias de Travassos e Sobradelo da Goma (concelho da Póvoa de Lanhoso) e Castelões (concelho de Guimarães) se dispõem nas suas margens? Ou será um túnel existente em Travassos (que se pensava ser uma mina de água desactivada, mas que se descobriu possuir respiradouros), afinal uma antiga mina de exploração aurífera?

in, Sit de freguesia


Encenação de Cristo,
Associado às festas da Senhora da Goma

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A encenação de Cristo é ao fim ao cabo uma peça de Theatro, que se realiza ao vivo pelo Grupo Desportivo da Goma à mais de meia dúzia de anos consecutivos. Este cenário é dos poucos eventos bons, que se fazem em Sobradelo da Goma e na Póvoa de Lanhoso. Os primeiros passos desta iniciativa começou no centro da freguesia no dia de Páscoa, mas como era preciso mais espaço mudaram para o campo de futebol, pois ali naquele local podiam e podem fazer mais e melhor, e têm capacidade de ter muita gente a assistir nas bancadas do polidesportivo. Bem quanto à localização os mais velhos não estão de acordo, e muito menos quanto ao dia, pois também trocaram o dia de Páscoa pelo dia da Senhora da Goma. Mesmo assim e apesar da contradição de muitos paroquianos, o Senhor Padre Aquilino Pereira deu abertura à cerimónia.
Porém a Encenação de Cristo esteve à altura das expectativas, bem organizada e com dinamismo apesar da chuva e o sol andarem a palrar massa, a chuva fez-se sentir principalmente quando (Cristo) estava no Monte das Oliveiras. Dizia-me o Senhor Pitães, que aquela chuva vai ajudar ao filme, pois fica mais original, foi pena por outro lado, sendo que teve menos gente e alguma dela foi mesmo embora. Na encenação quando os reis abrigavam (Cristo) a levar a cruz às costas, o povo gritava; - Crucificai-o, e eu, com a voz mais hostil, dizia: Matai-o… Vale a pena voltar sempre para ver a Encenação de Cristo para os anos que se esperam. Em nome do Grupo, agradeço a todos aqueles que participaram e assistiram ao êxito. Um abraço.

“Quelhas”


Festividade N` aldeia
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O Vira, o Malhão e o Corridinho,
São musicais populares do Minho,
Sobradelo da Goma não fica indiferente,
Desde o lugar da Vinha, Várzeas e Vilarinho.
E em qualquer outro cantinho.

Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, enfim,
Para alegrar pela noite dentro.
As festividades que se advinham.

O Folclore, o Desafio e o Popular,
São musicais populares da região,
Sobradelo da Goma não fica indiferente,
Desde a serra da Cabreira, Carvalho e Marão.
Ou da Pedra que fala então.

Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, enfim,
Para alegrar pela noite dentro.
As festividades que se advinham.

Vem a festa da aldeia e os arraiais,
A Senhora da Goma;
A festa do Senhor, o St. António e a S.ª do Pilar,
Os Mordomos e o povo da aldeia;
Asseiam,
A Igreja, as Capelas e os Andores;
Não faltando Foguetes pelo ar.
E o Abade vai na procissão;
Com o Pregador e os Populares.

Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, enfim,
Para alegrar pela noite dentro.
As festividades que se advinham.

O coração do Minho é D’ouro,
Onde Sobradelo da Goma se integra;
Afinal…
A Barragem das Andorinhas e a Filigrana em ouro,
O percurso pedestre e a aldeia turística de Carreira,
O grupo desportivo da Goma e o Conjunto musical.

Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, enfim,
Para alegrar pela noite dentro.
As festividades que se advinham.

O Vira, o Malhão e o Corridinho,
São musicais populares do Minho,
Sobradelo da Goma não fica indiferente,
Desde os Doces a Cerveja e o Vinho,
E o Fumado cazeirinho.

Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, enfim,
Para alegrar pela noite dentro.
As festividades que se advinham.

Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, então,
Para alegrar pela noite dentro,
As festividades a norte, a sul ou a centro;
Senão…
Hoje à Senhora da Goma de amor e coração.

Rua do (Quelhas)
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Joaquim Gonçalves
Sargento „Quelhas“


Da Vinha ao Outeiro,
De Várzeas e a Vilarinho,
Há muitas estradas,
Quelhas; E muitos caminhos…

Estas palavras vão para a Junta da Goma
Por seu neto querer por;
“Rua do (Quelhas) no lugar de Varzielas”
Por o Avô ter sido Sargento na Guerra Mundial, 1914/8
“Rua do Sargento Quelhas”

Porem caracterizava com alento.
Aqui fica meu pedido como herdeiro,
A Sobradelo da Goma e seu Presidente;
E à pessoa do Secretário e Tesoureiro.


HINO DA FREGUESIA DE SOBRADELO DA GOMA
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Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.

É Sobradelo da Goma
Começa no lugar da Vinha
Que fica mesmo encostado
Á Barragem da Andorinha

Nela há dezoito lugares
Um deles é Pioneiro
Que é o de Vilarinho
D’onde se vê o Sameiro

Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.

Tem um pouquinho de tudo
Do agricultor ao ferreiro
Também existe ourives
E até um marceneiro

Tem quatro festas no ano,
Uma delas em louvor
De Jesus Cristo Divino
Qu’é o nosso salvador

Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.

Tem o Grupo Desportivo
Que serve a freguesia
E para os nossos velhinhos
Existe Centro de dia

Fica entre quatro concelhos
Guimarães, Fafe e Vieira
E a Povoa de Lanhoso
Que é a terra de primeira.

Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.

Letra e da música: Abel Ribeiro Poças
Arranjos musicais: Paulo Gonçalves


Pontão, Sobradelo da Goma
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Há anos conversávamos muito enquanto almoçávamos.
Os temas eram diversos, sobretudo sobre a freguesia em que, o meu querido amigo era presidente de freguesia.
E dizia-me:
- “Hei-de conseguir fazer uma praia fluvial no Pontão”.
- “No pontão?”.
- “Sim no Pontão”.
- Já meti o projecto e estou á espera de candidatura seja aprovada. Vai ser no meu mandato que irei concretizar este sonho de fazer da nossa freguesia um lugar de laser e turismo…
Bem, não sei se este projecto que, o meu amigo Aristides Costa, presidente da junta de Sobradelo, viu aprovado, foi aquele de que, o nosso amigo David Oliveira Guimarães, já falecido, me falava tanto. Seja como for, quando tiverem este local aprazível e quando o inaugurarem, não se esqueçam de lembrar um nome que tanto amou a terra e honrá-lo, que, ele bem merece.

In, arquivo de colecção de jornais do autor
João Carlos Veloso Gonçalves “ Quelhas”


Evento Cultural: Ajudar a casa do Benfica a crescer...
Sobradelo da Goma

Comunicação à imprensa:
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EVENTO CULTURAL NA CASA DO BENFICA DA PÓVOA DE LANHOSO
Data: 09 de Junho de 2007
Horário: 20h00

No âmbito do seu plano de actividades a Casa do Benfica da Póvoa de Lanhoso, promove o 1º e 2º Evento Cultural denominado “AJUDAR O BENFICA A CRESCER”.
Conjuntamente com esta actividade realiza-se a Festa da 2ª edição do Livro “INSPIRAÇÃO DO COMPOSITOR” da autoria do escritor local Quelhas, pseudónimo de João Carlos Veloso Gonçalves que é ao mesmo tempo o mentor desta iniciativa.
Em paralelo decorre uma exposição colectiva que envolve várias sensibilidades de arte a convite do autor povoense. Desde a pintura NAIF, com trabalhos do multi-premiado Zé Maria. Artesanato com a assinatura de Loureiro, trabalhos em Robótica de Domingos Ferreira. Aguarelas de Amaro Lopes, Artes de Jorge Nascimento e Ana Barbosa. Escritores presentes, P.a Aquilino Pereira, Cunha de Leiradella, José Oliveira, Domingos Ferreira, Fotografia de Martinho de Sousa e Bárbara Raquel, som de teclado de Nelson Fernandes, Concertina de Manuel Vieira e claros textos de João Gonçalves “ Quelhas”.
Os presentes podem associar-se á festa integrando-se com a leitura de poemas do autor exposto.
Esta será a primeira grande iniciativa cultural da Casa do Benfica da Póvoa de Lanhoso, que assim procura desenvolver o gosto pelas artes dos associados da Casa do Benfica e das populações.

Vice Presidente da casa do SLB


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Foi aqui que eu nasci, a Norte – Nascente, na frescura do rio Ave

Fotos: autor das fotografias "Quelhas"

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Câmara da Póvoa de Lanhoso - Natal - Portugal
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Câmara da Póvoa de Lanhoso eluminada - Portugal
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Casa da Botica eliminada - Biblioteca P.V.L. - Portugal
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Monumento das Comemorações - Foral 150 anos - Portugal
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Monumento da Comemorações eluminado - Portugal
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Casa do Pai Natal eluminada - Taíde - P.V.L. - Portugal
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Pinheiro abstracto de Natal eluminado -P.V.L. - Portugal
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Capela de Àguas Santas -P.V.L. - Portugal
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Igreja de Garfe - P.V.L. - Portugal

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Pelourinho de Moure - P.V.L. - Portugal
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Coreto da Misericórdia - P.V.L. - Portugal
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Monumento ao António Lopes - P.V.L. - Portugal
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Santa Casa da Misericórdia - P.V.L. - Portugal
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Rotunda do Foral dos 150 anos da M. Fonte - Portugal

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Ponte do rio que dividia Fontarcada e Lanhoso - Portugal

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Chafariz espelhado 25 de Abril - Comt. L. P. Silva - Portugal

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Vista das piscinas antes dos museus em betão - Portugal

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Helicóptero abastecer nas piscinas municipais - Portugal

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Chafariz - espelho de àgua - centro da vila P.V.L. - Portugal

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Corredor do centro para a ponte do pontido - P.V.l. - Portugal


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Jardim António Lopes ao pé do Teatro Club - Portugal

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Jardim Ant. Lopes -Teatro - antigos bombeiros - Portugal

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Maria da fonte 1.a - antes do Chafariz - centro - Portugal

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Maria da Fonte 2.a - rotunda 25 Abril - Av. Rép. - Portugal

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Igreja de Sobradelo da Goma - Museu do Ouro - Portugal

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Minha morada terrena - aqui jaz Mãe & Pai - Portugal

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People - Pessoas
Sexiest - Mais sexy

Man - Homem
alive - vivo
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França - foto tirada em andamento - Igreja - França

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Igreja dos Clérigos -Porto - Portugal

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Imagem de nossa Senhora de Fátima - Fátima - Portugal

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Santuário de Fátima - Fátima - Portugal

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Penafiel - Bom Jesus - Penafiel - Portugal

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Caminho de S. Tiago de Compostela - Espanha

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A caminho de S. Tiago 1 - Espanha

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A caminho de S. Tiago 2 - Espanha

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S. Tiago - estátua em carne e osso - Espanha

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S. Tiago - Musico ambuante - Espanha

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S. Tiago - monumento pré-romano - Espanha

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S. Tiago - Catedral de S. Tiago - Espanha

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S. Tiago de Compostela a caminho de casa - Espanha

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Valença do Minho - o sexo da arvore - Portugal

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Amares - macaco solto em liberdade - Portugal

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Mosteiro da Batalha - Portugal

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Fátima - Arcebispo de Primás Braga- Portugal


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Nascer do Sol - França

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Anoitecer - França

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A caminho da Suíça - Espanha

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Onde moro - Zürich - Suíça


Youtube quelhasgoncalves

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livros passam também pela cultura

O livro da criança, histórias e imagens para os mais novos

O livro da criança, histórias e imagens para os mais novos
O livro da criança, para lembrares nele a tua infancia.

Autor/Jornalista "Quelhas"

Autor/Jornalista "Quelhas"
http://olivrodacrianca.blogspot.com/ http://inspiracaodoautor.blogspot.com/

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Apresentação de livro na LusoLivro. "Quelhas" e Cônsul em Zurique, Conselheiro das Comunidades Portuguesas na Suíça

"O livro da criança"

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Lancamento de livro no Cine Convívio Fura. "Quelhas" e professor escritor Bento Silva

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Festa do livro no SLB da Póvoa de Lanhoso. "Quelhas" e Zé escritor, Jorge artista plástico, Leiradella romancista, Domingos escritor e robotico

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1001 Desenhos Animados - Theatro


1001 Desenhos Animados
Theatro


«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Era uma vez uma menina que se chamava Alice, e gostava muito, muito de ler, escrever e pintar desenhos animados, dançar e cantar, era apenas divertida e alegre.
Alice andava na escola na terra de ninguém, sim de ninguém…

(Exclama)

- A terra era de todos!

Na turma de Alice havia muitos meninos e meninas e todos eles gostavam dela.
A menina Alicinha, era a melhor aluna na sua turma e na escola.
A Bela Adormecida era a menina mais fraca na sua escola.
Pois estava sempre desatenta, dormente.

A Bela Adormecida – (Pergunta)

- Alice como se escreve `h´istória? É com uma H ou com um I?

Alice no país das maravilhas – (Exclama)

- Bela não adormeça, está atenta às aulas!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Alice no país das maravilhas, era assim que ela designava a sua terra, apesar de haver pessoas do poder na terra dos Dinossauros.

(Exclama)

- Os grandes!

Que só eles faziam o que queriam, e ainda lhe sobrava tempo.
Embora o Rei leão na sua selva fosse o maior, assim como o Super-homem, o Homem aranha, o Obelix e Asterix, o Sandokan e Look & Look. Os cowboys.


Todos: (Exclamam)

Rei leão – Super-homem – Homem aranha Obelix e Asterix – Sandokan e Look & Look - Peter Pan - Tom & Jerry



- Menina linda e inteligente, se precisares da gente podes contar connosco!?

Alice no país das maravilhas – (Responde)

- Está bem, está bem, muito agradecida senhores.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

A Alice era um génio, talvez por isso tinha muitos amigos, Heidy & Pedro, a Pocahontas, a Cinderela e muitos mais meninos.

Todos: (Exclamam)

Heidy & Pedro – Pocahontas - Cinderela - Menina e os 7 anões)


- Amiguinha logo vem com a gente tomar um lanche que nós pagamos por todos!



Alice no país das maravilhas – (Exclama)

- Não, não, pois eu não quero incomodar e abusar da sorte que tenho!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

O pai de Alice nunca deu grande importância à sua filha, já a mãe sim, estava sempre do lado dela, só que esta morreu muito cedo.
Alice viu-se desamparada da mãe, o pai não lhe dava apoio moral, mas ela procurava algum refúgio nos amigos, para contar as suas mágoas, as suas aventuras e segredos.
Os colegas, Gasparzinho, o Principezinho e Aladdin eram amigos do sexo aposto, com quem ela podia contar para seu consolo, mais que as amigas apesar de serem de sexo igual, tinha mais confiança neles.

Alice no país das maravilhas – (Exclama)

- Meus amores, eu queria partilhar com vocês um segredo, que não consigo partilhar com meu pai, estou a ficar mulher e quero me preparar para quando isso acontecer!


Todos: (Respondem)

Gasparzinho – Principezinho e Aladdin

- Sim, claro que podes contar connosco e desabafares os teus segredos que serão inteiramente confiados.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Alice cresceu e saiu da escola, guardou todos os trabalhos árduos da escola para recordação, os testes, as pinturas de desenhos animados e trabalhos manuais.
Alice gostava muito de ler, escrever e pintar, dançar e cantar, era apenas divertida, e depois de sair da escola, sempre que podia, praticava sempre estas modalidades e estes prazeres.
A menina Alice no país das maravilhas, era assim que ela o designava a sua terra, enquanto andava na escola, que depois de sair da escola, e depois de ter perdido sua mãe, tudo deixou de ter sentido.

Alice no país das maravilhas – (Pedindo)

- Pai, quero preparar o jantar e não tenho nada para fazer, vá pelo menos buscar alimentos para eu cozinhar!

Pai de Alice – (Responde)

- Sim, sim, desculpa-me minha querida filha, eu sinceramente não sei bem a lida de casa, agora é que sinto a falta da tua mãe!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Mais tarde, Alice, arranjou trabalho como criada, os Palhaços faziam troça dela, a Bruxa má, enfeitiçava-lhe a vida, mas Alice venceu sempre os fracos, moralmente.

Todos: (Rindo)

Palhaços – Bruxa má - Transformas


- Há, há, há, há, há, há…

- Eh, eh, eh, eh, eh, eh…

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Alice enquanto trabalhava, quase todos os meninos da idade dela, ficavam por casa sem fazer nada, apenas brincavam, a Anastácia, a Branca de neve, a Cabelo dourado e a Bela Adormecida andavam sempre a saltar à corda, jogar à macaca e a cantar na rua, alegres e contentes.

Todos: (Perguntam)

Wien i puhn - Anastácia – Branca de neve – Cabelo dourado
e Bela Adormecida

- Anda brincar connosco Licinha?!

Alice no país das maravilhas – (Responde)

- Não posso, tenho que ir servir para ganhar algum dinheirinho para ajudar em casa, que agora só tenho o meu pai a ganhar!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Alice coitada trabalhava na patroa, para espantar a tristeza, cantava, depois ainda ia trabalhar para casa, perdeu toda a liberdade que tinha na escola, tinha pelo menos uma vizinha que lhe dava fraternidade, de vez enquanto ia até à casa dela à noite.

Alice no país das maravilhas – (Impõe-se)

- Pipi das meias altas, vem cá, limpa-me a loiça para depois irmos juntas ver os desenhos animados, Tom & Jerry.

Pipi das meias altas – (Refere)

- Nem precisavas de dizer nada, sabes que venho cá para te ajudar um pouquinho, e depois desfrutarmos as duas juntas o filme, 1001 desenhos animados!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Á medida que a Alice ia crescendo, tanto moralmente, como fisicamente, amadurecendo, começou a namorar com um amigo.

Namorado de Alice – (Pede)

- Amorzinho dá-me um beijinho…

Alice no país das maravilhas – (Responde)

- Mas ainda é muito cedo para isso!

Namorado de Alice – (Humor)

- Não é nada cedo, já são duas da tarde e mais já namoramos à uma hora…

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Alice quando começou a namorar apaixonou-se, e começou a inspirar-se nesse bem-querer, para escrever poemas d´amor.
Os Daltons, os ladrões de sonhos, queriam a todo o custo separar Alice do Namorado, o Pinoquio mentia com todos os dentes acerca da pequena, mas nunca conseguiram a proeza de os separar.
A Capuchinho Vermelho deu-lhe sempre força contra aqueles que lhe queriam mal.

Capuchinho Vermelho – (Exclama)

- Não ligues a ignorantes e houve só o teu apaixonado!

Alice no país das maravilhas – (Responde)

- Pois é isso que eu faço, faço ouvidos moucos…

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Quando Alice não tinha ninguém para desabafar, brincava em casa com o Gato das Botas, com os cães Dropi & Pluto e com os ratos Mickey & Minie.

Dropi & Pluto – (Ladrando)

- Ao, ao, ao, ao, ao, ao, ao, ao, ao, ao, ao.

Gato das Botas – (Miando)

- Miau, miau, miau, miau, miau, miau, miau, miau.

Mickey & Minie – (Chiando)

- Chi, chi, chi, chi, chi, chi, chi, chi, chi, chi.

Simba – (Berrando)

Meeeee, meeeee, meeeee, meeeee, meeeee.

Alice no país das maravilhas (Exclama)

- Meus animaizinhos, vocês são a maior alegria quando estou sozinha!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Alice como todos os dias ia trabalhar arduamente, mas mesmo assim tinha sempre algum tempo para se dedicar à leitura, à escrita, ao desenho, aos gatos, cães e ratos, aos amigos e ao seu pai.
Certo dia, Alice entendeu comprar um computador, para digitalizar os seus 1001 desenhos animados, a sua escrita de poemas d´amor e também as fotos dos seus amiguinhos.



Alice no país das maravilhas (Pedindo)

- Gasparzinho meu fantasma, vem a minha casa instalar-me o PC e ensinar-me as coisas mais praticas sobre ele.

Gasparzinho - Princepezinho (Responde)

- Claro, Alice, sempre ao teu dispor, os amigos são para estas alturas e ocasiões.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Alice a partir daí aprendeu a teclar, colar imagens e imprimir, pelas suas próprias mãos e inteligência, apenas teve uma lição simbólica do amiguinho.
Um dia ao acaso, a Pantera cor-de-rosa foi lhe fazer uma visita a casa, surpreendeu-se com o que viu e gostou.

Pantera cor-de-rosa – (Exclama)

- Tu tens jeito colega Alice!

- Deverias fazer um livro!

- Tens aí muita matéria interessante, poemas, canções, histórias de vida e pinturas com desenhos animados!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Depois desse dia e após a amiga lhe ter proporcionado este momento agradável, foi um ápice da escrita ao livro.

Alice no país das maravilhas – (Exclama)

- Mas como eu vou fazer um livro se não tenho dinheiro!

- Não tenho um professor para corrigir!

- Se nem conheço uma tipografia!

- Se não tenho um editor!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Pus os neurónios a funcionar e pensou ir à procura de algo, perguntou a alguns escritores como era que se processava para concluir um livro, para vender nas livrarias, amigos e público em geral.
A amiga foi-lhe razoavelmente correcta.

Alice no país das maravilhas – (Pergunta)

- Pantera como se faz para lançar um livro?

Pantera cor-de-rosa – (Diz)

- Não é fácil, fácil é para os grandes escritores, que tem já uma editora para editar e distribuir os livros, mas como vivemos numa sociedade miserável que nos desprezava, enquanto autores regionais e desconhecidos é um todo difícil.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Procurou mais amigos, o professor Peter Pan, que lhe corrigiu o livro dos 1001 desenhos animados.
Uma editora regional, pertencente a Nemo, o peixe palhaço.
Duas editoras regionais, a do boneco Nody, este com pouco capital, talvez lhe interessasse o conteúdo do livro, pois o interesse era outro, a parte financeira, a Alice pagava os livros e a editora andava a vender a obra sabe-se lá quanto tempo, e o lucro era apenas uma mísera.

Nemo – (Promovendo)

- Alice vai buscar patrocínios e depois fazemos a obra na minha editora…

Alice no país das maravilhas – (Exclama)

- Ora essa, ora essa!?

Nemo – (Refere)

- Bem, se não queres vai à gráfica, a esta gráfica que te vou escrever neste papel, e diz que vais a meu mando.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Alice pensou, talvez aqui haja gato, será que ele vai ter comissão!
Se não ganha de uma maneira ganha de outra!
Pensou melhor, e para não se enforcar foi ter com uns conhecidos de confiança, que trabalhavam num centro de cópias.

Alice no país das maravilhas – (Pergunta)

- Olá, como estão meus caros amigos!? Bem?

Três Porquinhos – (Respondem)

- Claro que sim, estamos bem.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Os Três Porquinhos, perguntaram a Alice a que se devia aquela visita.
Licinha apenas lhe respondeu que queria fazer um livro e precisava de um apoio honesto e amigo, apenas simbólico.

E logo estes amigalhaços propuseram-se a ajudar a pequena e humilde Alice, levaram-na à tipografia e apresentaram-lhe os donos da instituição gráfica.

Três Porquinhos – (Apresentando)

- Apresento-vos a nossa conterrânea amiga.

Alice no país das maravilhas – (Apresentando-se)

- Sou Alice, muito prazer, tenho aqui o meu livro em PEN intitulado, 1001 Desenhos animados.

Aristogatos – (Agradecem)

- Muito prazer, só pela sua coragem vamos lhe editar o livro, mesmo sem editora, será com edição de autor.

Alice no país das maravilhas – (Exclama)

- Sim, pois claro, é um privilégio para mim!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

A partir desse momento o sonho começou a tornar-se realidade, só faltava dinheiro, embora estes empresários facilitassem os pagamentos, e só depois da venda do livro pagaria o custo deles.

A menina Alice pensou como havia de fazer, mas como era muito inteligente, lembrou-se de ir pedir novamente apoio, desta vez ao presidente da sua terra.

Alice no país das maravilhas (Saudando)

- Boa noite senhores Simpson’s, é com enorme prazer que os visito, e também por uma boa causa, a cultura pela leitura.

Simpson’s (Agradecendo)

- Obrigado, muito bem vinda menina Alice, bons olhos a vejam!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Os membros, que representavam a sua freguesia, imediatamente lhe deram ouvidos, apoio moral e financeiro, e para além disso mandaram-na ir a todas as freguesias do concelho, e à sede do município, no país das maravilhas.

A menina que queria ser escritora, arranjou uma artimanha, para que tudo funcionasse às mil maravilhas, e sem prejudicar ninguém, somente fazer chegar os seus livros a todo o concelho e escolas, divulgá-los.

Mas para seduzir as pessoas que estavam à frente do poder local, tinha que arranjar algo que as fascinassem, para além da escrita em si, os poemas d´amor, canções, histórias de vida e pinturas com 1001 desenhos animados!

Foi assim que Alice fez, foi à Internet e copiou, colou, todos os brasões de sede de freguesias do concelho e de freguesias vizinhas, na sub-capa do seu livro, que já tinha paginado e feito um esboço.

Dirigiu-se à sede do concelho, ao João Ratão e Carochinha, às juntas de sede de freguesia, e uma a uma, correu-as todas com muito sucesso.

Em todos os lados que passava, a conversa era quase sempre a mesma, Alice já levava a lição estudada de casa, e se levava.

Alice no país das maravilhas (Referindo)

- Boa tarde Ex.mos senhores Dinkuik´s, eu sou a Alice e venho cá para pedir a vossa colaboração no meu livro, 1001 Desenhos animados, com edição de autor, de poemas d´amor, canções, histórias de vida e pinturas com desenhos animados, assim como o brasão de vossa terra!

Dinkuik´s (Aprovam)

- Boa tarde menina Alice, penso ser de veras interessante, vamos participar no seu projecto e oferecer aos meninos da nossa escola.


Hansel & Gretel (Participam)

- Você não mora nestas bandas, mas pela cultura e já que ela é universal e transparente vamos apoiar o seu projecto.



Alice no país das maravilhas (Referindo)

- Boa tarde Ex.mos senhor Patinho feio, eu sou a Alice e venho cá para pedir a vossa colaboração no meu livro, 1001 Desenhos animados, com edição de autor, de poemas d´amor, canções, histórias de vida e pinturas com desenhos animados, assim como o brasão de vossa terra!

Patinho feio (Reprova)

- Boa tarde menina Alice, aqui não me parece ser a Santa Casa da Misericórdia, pois vou falar com os outros presidentes se eles aderiram ao livro!?

Alice no país das maravilhas (Referindo)

- Boa tarde Carochinha, boa tarde João Ratão, o assunto que me trás aqui são os livros com edição de autor e, venho tentar a minha sorte, pela cultura, pelo prazer e pelo convívio.

Carochinha e João Ratão (Aprovam)

- Pois podes contar connosco sempre.

- É um prazer ter-te por cá por uma boa causa.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

A quase todos participaram na aventura de Alice, menos alguns, poucos, que talvez não dessem valor à cultura ou então por desconfiança e mau feitio, por serem os Dinossauros da terra, que lhe deu o poder.

Todos: (Perguntam)

Dinkuik´s, - Simpson’s -
Carochinha e João Ratão - Patinho feio

- Quanto custa na participação do livro?

Alice no país das maravilhas (Responde)

- Gratuito, apenas podem adquirir alguns exemplares, quando a edição de autor estiver concluída e a um preço dentro do valor estético e artístico dos livros.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Assim foi, a Alice estava mesmo do país das maravilhas, onde nem tudo era maravilhoso, pois tinha-lhe faltado a mãe muito nova, o pai não sabia muito bem lidar com ela, nem com a lida da casa.

Alguns amigos faziam troça dela, quando ela foi trabalhar, mas podia contar sempre com alguém, a Capuchinho Vermelho, a Bela Adormecida, a Heidy & Pedro, a Pocahontas, a Cinderela, o Peter Pan, o Rei leão, o Super-homem, o Homem aranha, o Obelix e Asterix, o Sandokan e Look & Look, a Anastácia, a Branca de neve, a Cabelo dourado, a Bela Adormecida, o Gasparzinho e a escritora, Pantera cor-de-rosa e outros mais.

Então foi ter com os Aristogatos, e os Três Porquinhos, e estes copiaram-lhe o livro para um programa próprio.

No final foi levantar o livro, trouxe-o, sem pagar um tostão furado, pagava só depois quando vendesse os livros, e assim foi fácil.


Entregou então os livros nas terras que lhe disseram que sim, passou um recibo, fez uma dedicatória a cada membro de junta da freguesia, conversou, ganhou mais amigos.

Alice no país das maravilhas (Dialogando)

- Ofereçam os livros nas vossas escolas para incentivar as crianças a ler pela cultura da leitura.

Dinkuik´s, - Simpson’s (Dialogando)

- Claro, Alice, foi por esse motivo que nós colaboramos!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Alguns optaram por dar um livro a cada membro de sede de freguesia, a alguns amigos intlectuais, professores, médicos e padres.

Outros por sua vez, darem, um para cada sala de aulas, outros, um a cada criança da escola, e alguns por desmazelo deixaram-nos na sede de freguesia a ganhar pó.

Alice até foi ao estrangeiro vender livros, pediu ao seu conterrâneo, Bibip, que fazia transportes para o estrangeiro para lhe levar alguns pacotes de livros para vender por lá, onde viviam alguns dos seus irmãos, Barby, Bana & Flafe.

Também foi um sucesso grandioso, vendeu livros aos amigos e desconhecidos, que se tornaram amigos depois de comprarem o livro, Dumbo, Bambi, Madagáscar, a Dama e o Vagabundo, a Bela e o Monstro.

Vendeu praticamente livros a pessoas que eram emigrantes, mas de diferentes países do mundo, dos cinco continentes e a falar português, estudarem português ou trabalharem com portugueses, e casados com portugueses.

Todos: (Perguntam)

Dumbo – Bambi – Madagáscar -
A dama e o Vagabundo - A Bela e o Monstro

- Quais são as tuas habilitações literárias?

Alice no país das maravilhas (Responde)

- Apenas o sexto ano de escolaridade, ando agora a concluir o nono ano, está para breve.

Todos: (Reconhecem)

Dumbo, Bambi, Pato Donald, Madagáscar

- Parabéns pelo livro, está engraçado!

Alice no país das maravilhas (Agradece)

- Obrigado, muito obrigados.

Todos: (Apoiam)

A Dama e o Vagabundo, A Bela e o Monstro

- Bom sucesso menina escritora.

Alice no país das maravilhas (Agradecendo)

- Agradecido, mesmo de coração.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

O sucesso foi de tal forma que Alice teve que reeditar novamente o livro, 1001 Desenhos animados de sua autoria.

Este sucesso deveu-se à consistência de Alice, apesar de muitas dificuldades nunca desistiu, teimou sempre, foi honesta com os editores, Nemo e Nody.

Com os Três Porquinhos do centro de cópias, e com o Aristogatos da tipografia, e com os políticos, Patinho feio, Simpson’s, e Dinkuik´s, João Ratão e Carochinha.

Todos ficaram a ganhar, pelo menos pela cultura da terra que enriquecia, fazia do país das maravilhas mais uma escritora, mais um intelectual, apesar de ter a escola mínima obrigatória.

Nas terras que não vendeu, ofereceu um livro ao presidente, que agradeceu a proeza.

Mas a culpa foi da Pantera cor-de-rosa, que um dia ao acaso, foi lhe fazer uma visita a casa, e surpreendeu-se com o que viu e gostou, deu-lhe animo.

Os amigos escritores, Tintim e Pantera cor-de-rosa, fizeram a parte intelectual, a análise final, a crítica social e o prefácio de autor.

O professor Peter Pan corrigiu, fez a correcção ortográfica, foi aí que começou o sucesso espiritual.


Alice a partir dali começou a ver o seu nome e do seu livro a ser publicado nos jornais locais e mesmo no estrangeiro aquando pela sua passagem por lá.

Ficaram bem marcadas as suas inspirações, que estavam de certo modo esquecidas no tempo e que um certo dia a Pantera cor-de-rosa e o Peter Pan lhe deram luz e animo.

Então até aos dias de hoje, e porque gostava muito de escrever, Alicinha, tornou-se colaboradora de dois jornais, três, quatro!

Assiduamente, um no país das maravilhas, outro no estrangeiro, os outros esses raramente, Sites na Internet, hi5, MSN, E-mail, etc…

Alice como intelectual, começou a adquirir livros nas livrarias, a trocar livros com amigos, e até quando vendia os seus próprios livros, ofereciam-lhe um livro usado e, emprestavam-lhe livros para ela ler em casa.

Mais ainda, Alice para além de começar a ler muito e a testar a sua capacidade literária, soltar-se, também era solicitada a fazer tournées por instituições culturais, bibliotecas e escolas.

A pequena escritora também ia a eventos culturais, Teatro, exposições de pintura e lançamentos de livros.

(Exclama)

- Tornou-se um génio!

Graças aos seus colaboradores directos e indirectos, principalmente à Pantera cor-de-rosa e o Peter Pan, que lhe deram muita vida moral e intelectual.

Alice no país das maravilhas (Expondo)

- Amigos, tenho uma farsa escondida em mim, mais uma!

- Pois eu tenho guardado em gaveta, assim como tinha os poemas d´amor, muitos Desenhos animados, e quero fazer um livro infantil!

- No qual vou dar o nome de: Pai Natal, sim pai natal!

- Pois estamos a chegar à quadra natalícia e quero surpreender tudo e todos, dar a conhecer os meus dotes, para além da minha inspiração poética, lançar um livro para crianças.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Como Alice tinha muitos sonhos e inspirações de vencer, vencer o medo, aventurou-se mais uma vez, procedeu de igual modo como na primeira vez.

Passou pelas sedes de freguesia e município e, comunicou com os Simpson’s, os Dinkuik´s, João Ratão e Carochinha, e Patinho feio, mais a alguns amigos com pequenas empresas no país das maravilhas.

Desta vez surpreendeu ainda muito mais com o novo livro intitulado de: Pai Natal, que saiu pelo Natal, onde tinha a colaboração de meninos da escola onde andou a fazer tournées, e com desenhos animados de sua autoria, que tivera guardado quando andava na escola primária.

A Alice ainda tinha tantas inspirações naquela cabecinha louca, mas ao mesmo tempo inteligente!

Vejam lá a ideia dela, até recomeçou os estudos e quer completar o ciclo secundário obrigatório nos dias de hoje, para mais tarde se certificar como autora/escritora/jornalista, quem o sabe!

(Exclama)

- Só o tempo o dirá!

Bem, a Licinha voltou a ir ao estrangeiro com o seu amigo Bibip, que fazia transportes, desta vez lançou lá o livro infantil, o livro do Pai Natal, era assim que se intitulava!

Esteve em duas casas culturais, na livraria Leopoldina e não clube do Shorek, estiveram presentes 101 Dálmatas, Hansel & Gretel, Aladdin, a Bela e o Monstro e as Pequenas sereias, pois o livro era infantil e por isso apareceram por lá muita pequenada.

Passaram por lá alguns Dinossauros e alguns Super-homens do cônsul e das comunidades conselheiras do país, a rádio e o jornal das comunidades portuguesas com a presença de, Heidy & Pedro e Pato Donald que me entrevistaram com sucesso.

Alice no país das maravilhas (Envergonhada)

- Confesso que não estou à vontade para falar pela primeira, não segunda vez na rádio e em directo, sinto-me bloqueada, tímida.


«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

No regresso a casa, com o seu amigo Bibip, com uns tronquitos no bolso e quase sem livros, contente e a cantarolar, pensando no lançamento do livro de o Pai Natal na terra das maravilhas, na terra de: Alice no país das maravilhas, como havia de fazer o novo lançamento do livro.

Alice no país das maravilhas (Proclamando)

- No Theatro Madagáscar!

- Pois é mesmo lá que eu quero, mas com uma condição, tem que ser este ano!

- Pois se o livro foi feito este ano também tenho que o lançar este ano, certo!

Bibip (Exclamando)

- Bem pensado!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Quando Alice tinha os pés bem assentes em terra, foi a correr para a casa cultural, falou com o Zorro, já antes tinha falado com o seu superior, Carochinha, mas esta tentou adiar, estava de férias marcadas!

Mas como o livro foi feito este ano e já tinha sido lançado no estrangeiro, mal parecia ficar para o ano seguinte.

Acertou-se então o dia e a hora, ficaram de mandar notícia para os intlectuais e sedes de freguesia pelo correi electrónico e por carta, mas não funcionou muito bem!

Houve pouca gente a participar, pois a divulgação foi muito vasta, mas de facto algo falhou.

Os e-mail s e os convites que partiram da casa cultural e, mandados por Zorro e Mariquinhas, não funcionaram muito bem.

A Pequena Sereia menina com corpo de peixe e mulher e o Nemo peixe palhaço, deram a notícia em terra e em mar.

A Bibip ave voadora, o Rei leão e Simba, o leãozinho, deram notícia na selva.

O Dumbo elefante voador, Peter Pan menino voador deram notícia na Europa.

A Leopoldina, deu notícia no resto do mundo.

E por fim o Shorek o Ogre Verde deu notícia em Júpiter.

No dia, mais uma vez Alice fez surpresa, apresentou Look & Look no Theatro Madagáscar a tocar piano e teclado, enquanto se lia pela cultura, como fez em outros sítios, que fez tournées culturais, com músicos tocando, com artistas plásticos expondo, com escritores lendo, um génio sem igual imitação.

Alice no país das maravilhas – (Discursando)

- Eu sou igual aos outros mas diferente no pensar, pela cultura pelo convívio e pelo prazer.




«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Os grandes Dinossauros não apareceram, os intlectuais, João Ratão e Carochinha, os Simpson’s, e os Dinkuik´s, muito menos o Patinho feio, estes não receberam ou ignoraram os tais convites que partiram desde o Theatro Madagáscar.

Alice no país das maravilhas – (Discursando)

- Somos poucos, mas bons!

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

O funcionário Sandokan controlava as luzes e o som, som que faziam Look & Look enquanto Alice lia mais os colegas convidados.

Pantera cor-de-rosa – (Discursando)

- È com grande honra que estamos aqui a participar na festa do livro.

- A autora é de veras uma pessoa com coragem e capacidade, apesar de estudar somente a escolaridade obrigatória, mas quanto a mim, ela sabe muito mais, porque, tem uma cultura geral que se enquadra com facilidade seja qual for o tema.

- No livro do Pai Natal a autora apresenta propostas para ajudar a incentivar o hábito de ler.

- Mas, como isto não lhe chegasse em certas alturas de tanto pensar e meditar no que se está a ler, sentimos o desafio de também nós começarmos a escrever d’aquele tempo que já passou quando éramos criança.

- No incentivo a autora insiste na divulgação do livro.

- Alice, também contou com ajuda dos seus amigos e, das escolas, em que eles aqui retratam, representam e escrevem experiências das suas vivências.

Tintim – (Discursando)

- Pegando nas palavras da Pantera cor-de-rosa, a autora agora está a concluir o 9.º ano, agora, escrever não é fácil, escrever para crianças torna-se ainda mais exigente.

- Mesmo assim, a autora decidiu arriscar pondo a descoberto a sua alma de criança, a sua infantilidade.

- Posso acrescentar que a Alice é uma pessoa de coragem, determinado e persistente, caso contrário, não estaria já com o seu segundo livro editado.

- O entusiasmo com que sempre fala dos seus poemas, das suas coisas, são bem prova disso.

- Cumprimento-a e felicito-a pela ousadia, determinação em levar para diante e expor seus sonhos, os seus sentimentos, as suas fantasias, e com tudo isto proporcionar momentos de emoção aos que têm o privilégio de o saber ler.

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

A noite estava quente!

Havia muito calor humano dos poucos amigos que se fizeram representar, eram poucos, mas muito, muito bons!



Seguiam-se a leitura dos seus amigos, que colaboraram e das escolas da terra do seu pai e sua mãe, Wien i puhn – Transformas – Simba – Menina e os 7 anões.

Sandokan, para além de estar a fazer um bom trabalho de luz e som, também tirava fotos à autora, Alice, e convidados ilustres, aos músicos, Look & Look, aos intlectuais, Pantera cor-de-rosa e Tintim, e aos colaboradores das escolas, Wien i puhn – Transformas – Simba – Menina e os 7 anões, e por fim aos convidados amigos.

Todos: batiam palmas, aplausos,
enquanto os convidados liam!

Alice no país das maravilhas
A Bela Adormecida
Rei leão
Super-homem
Homem aranha
Obelix e Asterix
Sandokan
Look & Look
Heidy & Pedro
Pocahontas
Cinderela
Gasparzinho – Principezinho
Aladdin
Pai de Alice
Palhaços
Bruxa má
Anastácia
Branca de neve
Cabelo dourado
Pipi das meias altas
Namorado de Alice
Capuchinho Vermelho
Dropi & Pluto
Gato das Botas
Mickey & Minie
Pantera – cor-de-rosa
Nemo
Três Porquinhos
Aristogatos
Simpson’s
Dinkuik´s
0Hansel & Gretel
Patinho feio
Carochinha e João Ratão
Dumbo
Bambi
Madagáscar
A Dama e o Vagabundo
A Bela e o Monstro
Pato Donald
Bibip
Pantera cor-de-rosa
Tintim
Peter Pan
Tom & Jerry
Menina e os 7 anões)
Transformas
Wien i puhn
Simba



«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

- “O sucesso que eventualmente despertem não passa dum simpático sucesso de estima e tudo se esfuma na lousa do tempo que voa.”

- “Os autores mais teimosos mas mais céticos, depressa se apercebem que livros sem leitores valem tanto, ou menos, que leitores sem livros.”

- Um livro é uma cultura artística, que nos une mutuamente, numa sociedade miserável, que nos despreza…

- As crianças são como os rebentos: nascem, crescem e permanecem, ficam lindos! Envelhecem e morrem…

Todos: (Palmas)

Alice no país das maravilhas
A Bela Adormecida
Rei leão
Super-homem
Homem aranha
Obelix e Asterix
Sandokan
Look & Look
Heidy & Pedro
Pocahontas
Cinderela
Gasparzinho – Principezinho
Aladdin
Pai de Alice
Palhaços
Bruxa má
Anastácia
Branca de neve
Cabelo dourado
Pipi das meias altas
Namorado de Alice
Capuchinho Vermelho
Dropi & Pluto
Gato das Botas
Mickey & Minie
Pantera – cor-de-rosa
Nemo
Três Porquinhos
Aristogatos
Simpson’s
Dinkuik´s
0Hansel & Gretel
Patinho feio
Carochinha e João Ratão
Dumbo
Bambi
Madagáscar
A Dama e o Vagabundo
A Bela e o Monstro
Pato Donald
Bibip
Pantera cor-de-rosa
Tintim
Peter Pan
Tom & Jerry
Menina e os 7 anões)
Transformas
Wien i puhn
Simba

«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)

(Narrador)

Alice estava contente, mas pensou ter ali presente, alguns Dinossauros, os grandes, e intlectuais, mas como era tempo de férias e de fim de ano tolerou, pensando, que também deveria de ser, por o livro ser, com edição de autor.

A Bela Adormecida, adormeceu e não foi à festa, pediu desculpa pelo telefone à Alice.

O Pinoquio prometeu ir, mas não foi por ser um menino mentiroso.

O Pato Donald não pus lá os pés, somente porque não havia de comer à pato

E sem contar apareceu por lá o Rangeres do Texas, mas não queria entrar, por lá dentro ser proibido fumar.

No final tudo correu bem, foi um sucesso e diga-se de passagem mais vale poucos e bons.

Alice no país das maravilhas (Agradecendo)

- Agradeço a todos os presentes em nome do narrador desta peça de teatro.

- Agradeço a todos os personagens simpáticas e menos simpáticas desta peça e, a quem elas se dirigem ou referem.

- Agradeço o apoio simbólico a todos que colaboraram connosco, directo ou indirectamente, desde o Autor desta peça, o Técnico Teatral, o Professor, o Técnico de Luz e Som, os músicos, à Casa da Cultura de Póvoa de Lanhoso, e a vocês.
- Pois na minha personagem, só senti a falta da minha mãe.

- Esse, o meu pai agora com o tempo já aprendeu com a lida da casa.

- O meu namorado pediu-me em casamento.

- Continuo a escrever com edição de autor e os meus amigos continuam a colaborar comigo nos meus projectos, sem eles não era possível o meu sucesso. Obrigado.

- Os críticos continuam-me a censurar, apenas e unicamente, pelo facto de os meus livros não terem editora.

- Agora no que se diz sobre as edições de autor e, que são decerto muitas a nível nacional, não são piores nem melhores que aquelas que têm editorial!

- Vejamos, os livros publicados com edição de autor, se tivessem sido feitos através de uma editora da região, será que teriam outro valor!?

(Exclamando)

- Não me parece! Obrigados a todos, beijinhos.

(Todos: Palmas, berros e lenços no ar)

Recital de piano acompanhando a narrativa
(Musical - VERMELHO)

Pedido de Autógrafos

Branca de neve e os 7 anões

Distribuir balões

Palhaços

Anunciar quem vai falar
(Sem voz - VERDE)

Narrador
(Com voz - AZUL)

Personagem exclamativa junto do narrador
(Com voz - AMARELO)

Personagens
(Com voz - PRETO)

Minha Ilha Adormecida & LANHOSO TV


Do CD de Fados de Coimbra de Jorge Gago da Câmara e Guitarrista Alfredo Gago da Câmara denominado Açores Ondas de Fado.


AMOR DE ARTISTA - NATAL



Hino de Natal, Letra de Euclides Cavaco, Poeta

LANHOSO TV

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