quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
um dia quando morrer heide dar a vez a uma criança nascer...
sábado, 1 de Agosto de 2009
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terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009
"Quelhas" convida-o para ler “Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, história com histórias...”

Criação sempre de “Quelhas” autor povoense, natural de Sobradelo da Goma, Póvoa de Lanhoso
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, história com histórias...
Logotipo: Concelho de Póvoa de Lanhoso
Foto: Maria da Fonte, in, arquivo do autor, de fotos da Póvoa de Lanhoso dos anos 2000
Autor: "Quelhas", João Carlos Veloso Gonçalves
(4 FOTOS DAS MARIAS DA FONTE)
1.a (Maria) da Fonte na Póvoa de Lanhoso, Franzina

2.a (Maria) da Fonte na Póvoa de Lanhoso, Robusta

3.a Maria da Fonte, ainda em Lisboa - Elegante

4.a Maria da Fonte, ainda em Luanda - Estilosa

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Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 02-03
Um livro é uma liberdade de expressão,
que nos dá direito de dizermos o que sentimos,
para te dar testemunho da realidade da vida…
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
(Bandeira da Póvoa de Lanhoso)
Um Brasão de localidade é: Escudo, Armas, Insígnia, Emblema, Timbre. Identificação.
in, João Carlos Veloso Gonçalves, O livro da criança, 2007, p. 112.
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 04-05
in, João Carlos Veloso Gonçalves, Inspiração do Compositor, 2006, p. 01.
Hino nacional da Maria da Fonte alterado
Aí vem Maria da fonte,
A cavalo sem cair,
Com a corneta na boca,
A tocar e reunir.
Eia avante portugueses,
Eia avante não temer,
Pela santa liberdade,
Triunfar ou parecer."
"As sete mulheres do Minho,
Mulheres de grande valor,
Armadas de fuso e roca,
Correram com o regedor."
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os Cabrais
Que são falsos à nação
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
(Foto de Fundo - in, arquivo do autor, de fotos da Póvoa de Lanhoso dos anos 80)
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 06-07
História com histórias, as diversas versões de autores que escreveram sobre a(Maria) da Fonte, a lenda do povo, as músicas e letras dos compositores, sobretudo a idealidade do “inspirador” e as críticas construtivas em forma de humor...
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Nota introdutória:
Para mim escrever sobre a “Maria” da Fonte foi bastante complicado, sendo que é um artigo polémico e poderá não acentuar bem na ideia e pensamento de alguém, embora esteja a ser muito sincero quanto à questão em causa. Tendo pesquisado este assunto em diversos livros de autores locais e nacionais, e, todos eles controversos, assim como a minha idealidade e pensamento. Bem não me interpretem mal! Pois estou a fazer o melhor que sei; pesquiso; leio; oiço; interrogo; exclamo; reticencio; crítico; aplaudo; baseando-me em factos morais, escritos e históricos e no meu ponto de vista. Estou a ser o mais correcto possível comigo mesmo, espero que consigo também! Se tiver beneficio de dúvida, procure ler todos os livros de autores, que estou a referir nas diferentes obras e ainda em outros tantos livros, e, todas elas um pouco diferentes. O tal momento que se aumenta um palmo, um ponto, mas o que interessa é que todos eles falam da nossa “Maria” da Fonte, a nossa heroína, seja ela verídica ou um mito! Seja como for, eu não desvio as atenções e hei-de sempre lutar por esta causa; que eram várias mulheres heroínas e não uma só, eram todas elas, “Marias”!?
E ninguém tira o benefício à Terra das “Marias” da Fonte. Alguns autores queixam-se de gentes da Póvoa de Lanhoso esconder a verdadeira história, e mais, outros até mesmo determina-la como um mito. Alguns deles fizeram dela um conto romântico, e Theatro, e tantos outro fizeram dela manipulação. Pois quero aqui tentar dar a perceber aos leitores a confusão, que fizeram todos aqueles que escreveram sobre a nossa “Maria”. Uns relataram-na como mulher franzina, outros como mulher robusta. Dizem que ela é da freguesia de Fontarcada, outros de Oliveira, Galegos ou Verim. Também a contestaram noutras freguesias do concelho. Uns tantos outros dizem que quem deu o nome à revolução da “Maria” da Fonte, foi uma taberneira da vila da Póvoa de Lanhoso. Também a reclamaram; na capital em Lisboa e na cidade do Peso da Régua, e, noutros pontos do país. Polémico! Por isso e outros mais, juntei o útil ao agradável, com a minha parte cómica. Humorista! E não tirando à Póvoa de Lanhoso por direito o que lhe pertence! As Heroínas da; Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário; Às sete mulheres do Minho; ou às mulheres d´armas da Póvoa de Lanhoso?! …
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 08-09
(Maria) da Fonte, verdadeira ou falsa!?
Pois ela não está cá para se defender!
Coitada, ela anda sempre na valsa…
E, não se livra de o Zé-povinho contradizer.
Seja verdade, meia verdade ou mito,
Infeliz Maria da Fonte és nossa,
Os historiadores persistem, conflito!
Lutemos por ti, nem que seja na roça.
Seja verdade, meia verdade ou mito,
Pois algumas ficaram pelo caminho,
Elas eram mesmo muitas, admito…
Contam-se, as sete mulheres do Minho.
As sete mulheres do Minho,
A galopar n´uma égua cheirando a suor,
Na tasca da Balaio bebiam vinho.
De saias pretas e vermelhas em furor.
Saltitando pontes, vales e montes,
Mulheres de grande valor!
Todas elas eram (Marias) das Fontes,
Sejam elas, lá de onde for.
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário...
história com histórias
(Foto: Sete mulheres do Minho)
in. Foto, Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Ofic. Gráf. PAX, Braga, 1956. p. 135
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 10-11
Gosto de criticar e ser criticado, sendo a crítica construtiva igual à destrutiva, no que diz respeito, apenas, à promoção...
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
(Recorte de jornal- in, arquivo do autor de jornais povoenses)
“As sete mulheres do Minho,
Mulheres de grande valor,
Armadas de fuso e roca,
Correram com o regedor.”
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 12-13
2.a (Maria) da Fonte na Póvoa de Lanhoso, Robusta
3.a (Maria) da Fonte, em Lisboa - Elegante
4.a (Maria) da Fonte, em Luanda - Estilosa
(Quatro imagens - duas fotos, in, arquivo do autor, e duas retiradas da Net)
A revolta popular, enigmática, foi reconhecida, digamos, designada como a Revolução da (Maria) da Fonte, onde há várias versões em simultâneo. “De facto existem quatro estátuas da (Maria) da Fonte”, na Póvoa de Lanhoso a primeira (Maria) franzina, foi retirada pelo poder local e substituída pela segunda (Maria) robusta. A terceira (Maria) fidalga, está em Lisboa, e, a quarta (Maria) estilosa, está em Luanda. Todas diferentes!? Apenas, e, unicamente para os mais desatentos, estou a fazer, história com histórias, e não a dizer mentiras.
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário...
história com histórias
Póvoa de Lanhoso, terra da (Maria) da Fonte, figura discutida, até aos dias de hoje, pelo seu nome verdadeiro e pela sua lenda. Onde permanece a sua estátua um tanto, quanto, robusta, de roupa envelhecida, não fosse de mulher trenga e mal-parecida, focinhuda, tosca, mais parecia um cavalheiro! Com a foice e a pistola na mão, exibindo a sua coragem de mulher guerreira, que antigamente fez frente aos Cabrais que eram falsos à nação. Dizem que a revolta deu partida em Fontarcada e está datada no famoso ano de 1846 – MDCCCXLVI.
Assim reza o hino e as estátuas, alteradas, da (Maria) da Fonte
(Duas fotos, in, arquivo de autor)
1.ª (Maria): Feminina na PVL
2.ª (Maria): Robusta na PVL
“Aí vem Maria da fonte,
A cavalo sem cair,
Com a corneta na boca,
A tocar e reunir.
Eia avante portugueses,
Eia avante não temer,
Pela santa liberdade,
Triunfar ou parecer.”
1.ª Maria referente: (Maria) da Fonte – (Maria) Angelina Lage
2.ª Maria referente: (Maria) da Fonte – (Maria) Luíza Balaio
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 14-21
(Documento: recorte de livro)
- Escolho apenas 7, As 7 Mulheres do Minho
In, História da Coragem feita com o Coração, Actas do Congresso, “Maria da Fonte – 150 Anos” 1846/1999
Monografias e estudos diversos
dos intervenientes seguintes:
ALVIM, Maria Helena Vilas Boas e
Achegas para a história da Maria da Fonte. “O Tripeiro”, Porto, 7.a série, 15 (9), Set. 1996, p. 277-282, il.
ALVIM, Maria Helena Vilas Boas e
Discursos sobre a educação da mulher no Portugal de Oitocentos in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 245-248.
Apontamentos para a historia da epocha. Guimarães, Typographia Bracharense, 1847.
BARREIROS, Eduardo Montufar
Os papeis de meu pae: II vol. – A correspondência. Lisboa, M. Gomes, 1904.
BASTOS, Paixão
Maria Luíza Balaio ou Maria da Fonte. Lisboa, Tip. Moderna, 1945. Edição fac-similada: Póvoa de Lanhoso, 1996.
BONIFÁCIO, Maria de Fátima
Seis estudos sobre o liberalismo português. Lisboa, Estampa, 1991 (Imprensa Universitária, 89).
BONIFÁCIO, Maria de Fátima
História da guerra civil da Patuleia. Lisboa, Estampa, 1993.
BRANDÃO, Maria de Fátima da Silva
Maria da Fonte: uma história ainda por contar in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 33-49.
CABRAL, Alexandre
A lenda de “Camilo Guerrilheiro”. “Boletim da Casa de Camilo”, V.N. Famalicão, 3.a série, 2, 1983, p. 7-39.
CABRAL, João de Pina; FEIJÓ, Rui G.
Um conflito de atitudes perante a morte: a questão dos cemitérios no Portugal contemporâneo in “A morte no Portugal contemporâneo”. Lisboa, Querco, 1985.
CABRAL, José Bernardo da Silva
Habitantes da Província do Minho. Porto, Ty. de Gandra & Filhos, 1846. (Proclamação apelando aos habitantes do Minho para não participarem na revolta).
CABRAL, Manuel Vilaverde
O desenvolvimento do capitalismo em Portugal no século XIX. 2ª ed. rev. e acresc. Lisboa, A Regra do Jogo, 1977.
CALAZANS, Fernando
A Maria da Fonte como inspiradora musical: algumas facetas in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 97-110.
CALDAS, José
Historia de um fogo-morto: 1258-1848. Vianna do Castello. Porto, Livraria Chardron, 1903.
CAPELA, José Viriato; BORRALHEIRO, Rogério
A “Maria da Fonte” na Póvoa de Lanhoso: novos elementos para a sua história. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996.
CAPELA, José Viriato
A Revolução da Maria da Fonte e a aplicação das leis da saúde no arcebispado de Braga “Theologia”, Braga, 33 (2) 1998, p. 537-567.
CAPELA, José Viriato; Borralheiro, Rogério
A Revolução do Minho de 1846 e as reformas da administração in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 169-184.
CAPELA, José Viriato
A Revolução do Minho de 1846: Os difíceis anos de implantação do libera¬lismo. Braga, Governo Civil de Braga, 1997.
Carta II de Maria da Fonte aos senhores ministros de 19 de Julho. Lisboa, Imprensa Nevesiana, 1846.
CARVALHO, Joaquim de
Da restauração da Carta Constitucional à “Regeneração”. in PERES, Damião (Dir.) “História de Portugal”, vol. 7, Barcelos, Portucalense Editora, 1935.
CARVALHO, Jorge Brandão de
Braga e a revolta da Maria da Fonte. “Diário do Minho”, Braga, 22 Abr. 1996, p. 2.
CARVALHO, Jorge Brandão de
A Maria da Fonte nas “Memórias de Braga” do Dr. Chasco in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 111-130.
CASIMIRO, Padre
v.
VIEIRA, Casimiro José
CASTELO BRANCO, Alipio Freire de Figueiredo Abreu
Repertorio ou indice geral alfabetico e remissivo de toda a legislação portuguesa publicada desde Julho de 1840 até Dezembro de 1848. Lisboa, Imprensa Nacional, 1848.
CASTELO BRANCO, Camilo
Maria da Fonte: a propósito dos “Apontamentos para a história da revolução do Minho em 1846”. Porto, Liv. Civilisação, 1885.
CASTELO BRANCO, Camilo
Maria da Fonte. Lisboa, Ulmeiro, 1986.
Prefácio de Hélia Correia.
CASTELO BRANCO, Camilo
Memorias do Carcere. Porto, Casa de Viuva Moré, 1862. 2 vol.
CASTRO, Francisco Cirne de
A Patuleia no Alto Minho: alguns pormenores da sua história. Viana do Castelo, Junta Distrital, 1964.
COELHO, José Abílio
Algumas notas sobre a revolução das mulheres de Fontarcada in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 263-269.
COELHO, José Abílio
Maria da Fonte: 150 anos da revolta. “Tribuna de Lanhoso”, Póvoa de Lanhoso, 55, Fev. 1995 a 77, 6 Jan. 1996.
Série de artigos em publicação quinzenal.
Combate que tiverão as mulheres da freguezia de S. Torquato, contra as authoridades. Lisboa, Typ. de Viuva Rebello e Filhos, 1846.
CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996
História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, 333 p.
COSTA, João E. Barreto Caldas da
Inácio Lopes Barreto: na Guerra Peninsular, no governo de Lindoso, em Ponte de Lima. “Arquivo de Ponte de Lima”, Ponte de Lima, 6, 1985, p. 155-171.
COSTA, Luís
Para a história de Braga. Braga, APPACDM, 1995.
COUTINHO, Azevedo
História da Revolução da Maria da Fonte. “Maria da Fonte”, 2.ª ed. Póvoa de Lanhoso, Ave Rara, 1997.
CRUZ, Maria Antonieta
Direito de voto no tempo da Maria da Fonte in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 249-262.
DANTAS, Luís
A revolta da Maria da Fonte. S.l, Ceres, 2001
DANTAS, Luís
A administração cabralista e a revolta da Maria da Fonte in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 219-227.
DOCUMENTOS
Documentos historicos relativos aos ultimos acontecimentos politicos de Portugal que não veem mencionados no livro azul. Lisboa, Typographia de Borges, 1848
DÓRIA, A. Álvaro
Maria da Fonte. In SERRÃO, Joel (Dir.) “Dicionário de História de Portugal”, vol. 4, Porto, Livraria Figueirinhas, 1984.
DÓRIA, A. Álvaro
Movimentos políticos do Porto no século XIX. Porto, Câmara Municipal, 1957.
DÓRIA, A. Álvaro
Padre Casimiro. in SERRÃO, Joel (Dir) “Dicionário de História de Portugal”, vol 1, Porto, Livraria Figueirinhas, 1981, p. 519.
FEIJÓ, Rui G.
Mobilização rural e urbana na “Maria da Fonte” in “O liberalismo na Península Ibérica na primeira metade do século XIX”, vol. 2, Lisboa, Sá da Costa, 1982, p. 183-193.
FEIJÓ, Rui G.
Vieira, Pe. Casimiro José in “PEREIRA, José Costa (Coord.) “Dicionário enciclopédico da história de Portugal”, vol. 2, Lisboa, Alfa, 1990, p. 330.
FERNANDES, Maria Fernanda Barros
A revolta da Maria da Fonte e algumas fontes para o seu estudo. “Gil Vicente”, Guimarães, 30, Jan.-Dez. 1995, p. 149-154.
FERREIRA, Maria de Fátima Sá e Melo
Formas de mobilização popular no liberalismo: o “cisma dos mónacos” e a questão dos enterros nas igrejas in “O liberalismo na Península Ibérica na primeira metade do século XIX”, vol. 2, Lisboa, Sá da Costa, 1982, p. 161-168.
FERREIRA, Maria de Fátima Sá e Melo
A luta contra os cemitérios públicos no século XIX. “Ler História”, Lisboa, 30, 1996, p. 19-35.
FREITAS, Paulo Alexandre Ribeiro
Maria da Fonte: a heroína e o mito... Póvoa de Lanhoso, Associação Cultural da Juventude Povense, 1991.
FREITAS, Paulo Alexandre Ribeiro
Maria da Fonte: a heroína e o mito. O movimento e a revolução in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 131-139.
GAVIÃO, Manuel Lobo da Mesquita
Collecção de Documentos Eneditos para a historia da Guerra Civil em Portugal no anno de 1847. Porto, Typographia do Nacional, 1849.
GAVIÃO, Manuel Lobo da Mesquita
Exame historico e critico da sessão parlamentar no anno de 1846. Lisboa, Na Imprensa Nacional, 1846.
GERALDES, Alice
Maria da Fonte: uma abordagem antropológica in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 231-243.
GIEDROYC, Romuald
Résumé de l'histoire du Portugal au XIXe siècle. Paris, Librairie d' Amyot, 1875.
GOMES, João Augusto
A revolução da Maria da Fonte. Lisboa, Companhia Nacional Editora, 1889.
JUSTINO, David
Conjuntura económica e “Maria da Fonte”: algumas notas. “Bracara Augusta”, Braga, 35 (79) 1981, p. 467-474. Sep.
MACEDO, António Teixeira de
Traços de história contemporânea 1846-1847. 2.a ed. Lisboa, Rolim, 1984
MAGALHÃES, Justino Pereira de
A instabilidade da política educacional em Portugal no séc. XIX. O caso da Póvoa de Lanhoso in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 91-95.
Maria da Fonte ou a sua correspondencia politica, dedicada a todos os Portuguezes, e Portuguezas liberaes d'aquem e alem mar do nosso bom e velho Portugal. Lisboa, Imprensa Nevesiana, 1846.
MARQUES, A. H. de Oliveira
História de Portugal: desde os tempos mais antigos até ao governo do sr. Pinheiro de Azevedo. vol. 2, 5.a ed. Lisboa, Palas, 1978.
MARQUES, Fernando Pereira
Maria da Fonte, in PEREIRA, José Costa (Coord.) “Dicionário enciclopédico da história de Portugal”, vol. 1, Lisboa, Alfa, 1990, p. 436-437.
MARTINS, Guilherme de Oliveira
Maria da Fonte: símbolo e pretexto in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 87-89.
MARTINS, Oliveira
Portugal contemporâneo.
9.a ed. Lisboa, Guimarães Editores, 1986.
MENDES, Fernando
História contemporanea de Portugal de 1815 a 1912. Lisboa, João Romano Torres & C.a, 19 ?
MONTEIRO, Nuno Gonçalo
Conflitos e mobilizações na sociedade rural in REIS, António (Dir.) “Portugal contemporâneo”, vol. I. Lisboa, Alfa, 1990, p. 235-242.
MOREIRA, Manuel António Fernandes
Do cisma clerical à Patuleia em Viana. “Cadernos Vianenses”, Viana do Castelo, 24, 1998, p. 43-56.
NEIVA, Manuel Albino Penteado
Repercussões da revolta da Maria da Fonte em terras de Esposende – 1846//1846 in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas, Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 69-77.
NETO, Maria Margarida Sobral da Silva
Motins populares na Gândara em 1778 in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 185-193.
A Nova Heroina Maria da Fonte natural do Minho; Quadras ao Costa Cabral. Lisboa, Typ. de Viuva Rebello e Filhos, 1846.
OLIVEIRA, Américo Lopes de; VIANA, Mário Gonçalves
Dicionário mundial de mulheres notáveis. Porto, Lello & Irmão, 1967.
OLIVEIRA, Aurélio de
Maria da Fonte no contexto das revoltas e motins populares em Portugal in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas, Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 49-57.
OLIVEIRA, Luísa Tiago de
A Maria da Fonte e a Patuleia: alguns problemas. “Ler História”, Lisboa, 16, 1989, p. 159-174.
PEREIRA, Miriam Halpern
Livre-câmbio e desenvolvimento económico: Portugal na segunda metade do século XIX. 2.a ed. Lisboa, Sá da Costa, 1983.
PEREIRA, Miriam Halpern
A Maria da Fonte: entre o saber e a dúvida in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 23-30.
PILOTO, Adelina
Maria da Fonte: a sedição popular em temas de marinheiros, poetas e rendilheiras. Vila do Conde, 1998.
PINTO, Manuel – A Igreja e a insurreição popular do Minho de 1846: a acção do P. Casimiro Vieira. “Estudos Contemporâneos”, Porto, 0, 1979, p. 83-134.
PORTUGAL. Junta Provisória do Governo Supremo do Reino
Manifesto. Porto, Typ. de Faria Guimarães, 1846.
PORTUGAL. Junta Provisória do Governo Supremo do Reino
Ordem Geral. Braga/Porto, 1846-1847.
PORTUGAL. Leis, decretos, etc.
(Carta régia que atribui poderes extraordinários a José Bernardo da Silva Cabral para combater a rebelião do Minho). “Diário do Governo”, Lisboa, 93, 22 Abr. 1846, p. 77.
PORTUGAL, Rainha, 1834-1853 (Maria II)
Portugueses. Lisboa, Imprensa Nacional; Porto, Typ de Gandra e Filhos, 1846.
Proclamação que anuncia a abolição das Leis de Saúde Pública e da Reforma do Sistema Tributario.
Le Portugal avant et après 1846: notes pour servir à l'histoire contemporaine de ce pays. Paris, Jules Renouard et C.ie, Librairies-Éditeurs, (1847).
RIBEIRO, António dos Reis
O Padre Casimiro e Camilo. Lisboa, Editorial Enciclopédia, 1936.
RIBEIRO, Aquilino
O romance de Camilo. vol. 1. Lisboa, Bertrand, 1961.
RIBEIRO, Maria Manuela Tavares
A nova ordem liberal (1834-1851): reformas, dificuldades e sobressaltos político-militares in
MEDINA, João (Dir.) “História de Portugal: dos tempos pré-históricos aos nossos dias”. Amadora, Ediclube, 1994, p. 229-235.
RIBEIRO, Maria Manuela Tavares
A insurreição académica e revolta popular in: CONGRESSO DA MARIA DA FONTE, 150 ANOS, Póvoa de Lanhoso, 1996, História da Coragem Feita com Coração: Actas. Póvoa de Lanhoso, Câmara Municipal, 1996, p. 57-67.
RIBEIRO, Maria Manuela Tavares
Portugal e a Revolução de 1848. Coimbra, Livraria Minerva, 1990.
RIBEIRO, Maria Manuela Tavares
A restauração da Carta Constitucional: cabralismo e anticabralismo in MATOSO, José (Dir.) “História de Portugal: 5.° vol. – O Liberalismo (1807--1890)”. Lisboa, Estampa, 1993, p. 107-119.
RIEGELHAUPT, Joyce
Camponeses e estado liberal: a revolta da Maria da Fonte. “Estudos Contemporâneos”, Porto, 2/3, 1981, p. 129-139.
ROBY, João de Faria Machado Pinto
Exposição analytica do Pronunciamento do dia 17 de Maio em Braga... Porto, Typographia Commercial, 1846; 2.a ed. Lisboa, Antígona, 1983. (Prefácio de José de Sepúlveda Macedo).
SÁ, Victor de
A crise do liberalismo e as primeiras manifestações das ideias socialistas em Portugal (1820-1852). 4.a ed. Lisboa, Livros Horizonte, 1978.
SÁ, Victor de
Época contemporânea portuguesa: I – Onde o Portugal velho acaba. Lisboa, Horizonte, 1981.
SANCHES, Julio Gomes da Silva
Algumas inexactidões do additamento à curtissima exposição d'alguns factos. Lisboa, Typografia da Revolução de Setembro, 1847.
SANTOS, Manuel Magalhães dos
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NOTA - Esta bibliografia foi originalmente publicada na revista "Forum", Bragam 23, Jan.-Jun. 1998, p. 101-116
Última actualização: 20 de Setembro de 2001
Seguido de:
COELHO, José Abílio, Maria Luísa Balaio ou A Maria da Fonte, Editora Ave Rara, Póvoa de Lanhoso, 2004
N. A., FREITAS, Paulo Alexandre Ribeiro – Referencia do livro de: Paixão Bastos, 1945
“QUELHAS”, GONCALVES João Carlos Veloso,
Cartas, Sugestões sobre a “Maria da Fonte” artigo, jornal Terras de Lanhoso, 2007
PINTO, Ana Sofia, O mistério da Maria da Fonte, Edições Sílabo, LDA, Lisboa, 2007
Livros consultados pelo autor:
Revolta popular, Maria da Fonte, Póvoa de Lanhoso, 1846…
Camilo Castelo Branco, Maria da Fonte, IAG – Artes Gráficas, LD.A Lisboa, 1886
– Reeditado, Edição Frenesi, 2001
– Referencia de Padre Casimiro: Apontamentos para a História da Revolução do Minho em 1846
ou da Maria da Fonte finda a Guerra em 1847, 1883
Paixão Bastos, Maria Luíza Balaio ou A Maria da Fonte, Edição Tip. Moderna, LDA. Lisboa, 1945
– Reeditado, João Tinoco de Faria – Edição C.M. Póvoa de Lanhoso, 1996
– Reeditado, José Abílio Coelho, Editora Ave Rara, Póvoa de Lanhoso, 2004
Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Edição, Ofic. Gráf. PAX, Braga, 1956
Joaquim Palminha Silva, A Revolução da Maria da Fonte, Subsídios para a sua História e interpretação, Edições Afrontamento, Porto, 1978
António Feliciano de Castilho, Crónica Certa e Muito Verdadeira de Maria da Fonte, A regra do jogo Edições, LDA., Lisboa, 1984
DINO de Sousa, A revolução da Maria da Fonte: Banda desenhada, de Domingos Silva, Compolito, Edição C.M. Póvoa de Lanhoso, 1996
João Tinoco de Faria, Luísa Balaio ou A Maria da Fonte, Edição, Câmara Municipal Póvoa Lanhoso, 1996
Referencia do livro de: Paixão Bastos, 1945
Azevedo Coutinho, História da revolução da Maria da Fonte, Editorial Ave Rara, Póvoa de Lanhoso, 1997
Prefacio: Paulo A. R. Freitas – Referencia no jornal Maria da Fonte, Apontamentos históricos, 1886
José Abílio Coelho, Maria Luísa Balaio ou A Maria da Fonte, Editora Ave Rara, Póvoa de Lanhoso, 2004
N. A., Paulo Alexandre Ribeiro Freitas – Referencia do livro de: Paixão Bastos, 1945
Ana Sofia Pinto, O mistério da Maria da Fonte, Edições Sílabo, LDA, Lisboa, 2007
“QUELHAS”, GONCALVES João Carlos Veloso,
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário,
A21>> Blog Archive >> Maria da Fonte – hino esquecido, 2008
Edições 1/7, jornal, Gazeta Lusófona, 2008/2009
Edições, jornal, Fri-luso, 2009
Edições, revista, Lusitano de Zurique, 2009
Série de artigos resumidos em publicação mensal.
NOTA: As pesquisas foram feitas sob referências nos livros descritos em cima – em diálogos sob pesquisa com pessoas do concelho da Póvoa de Lanhoso e arredores – gentes de todas as idades e familiares vivos e já falecidos.
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 22-23
Póvoa é um horto, um jardim;
Uma estátua de foice na mão;
Um castelo no cimo de um montão;
Uma montanha e barbeitos de encantos sem fim...
Uma Câmara iluminada;
Um amontoado de granizo no Castelo de Lanhoso;
Uma capela branca entre calçada;
Uma Igreja de culto grandioso...
Uma mata de arbustos e animais selvagens;
Um várzea lá no fundo com ramada;
Um rio com duas margens;
Uma romaria afamada...
Um campo de milho e trigo;
Uma ramada de verde vinha;
Um pintassilgo cantando no cultivo;
Um forasteiro que caminha...
Um rio com praia fluvial no Verão;
Uma barragem d’água límpida que abastece o Município;
Um pescador de trutas num pontão;
Uma torneira de água fresca num precipício...
Um tanque num quintal;
Uma rotunda com chafariz;
Um canto de pardal;
Uma corrida de perdiz...
Uma piscina de água potável;
Uma estrada comprida de rectas e curvas;
Uma cerveja afável;
Um perigo constante na afinidade das chuvas...
Um ambiente calmo ao fim de semana;
Um dia de Verão quente que na praça acontece;
Uma celebridade que se afama;
Um bêbado que não sabendo beber esmorece...
Um rancho em traje regional;
Um ar puro e ameno no sol poente;
Uma visita de um Cardinal;
Uma nuvem cristalina em noite de lua crescente...
Uma cerveja fresca na praça;
Uma conversa da treta;
Um amigo que se encontra e abraça;
Um emigrante que se enfia na greta...
Uma manhã de calor que volta a nascer;
Um bar que começa a abrir e trabalhar;
Um homem embriagado que começa a beber;
Uma fotografia para mais tarde recordar...
in, João Carlos Veloso Gonçalves, Inspiração do Compositor, 2006, p. 81.
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário… história com histórias
(Várias fotos de in, arquivo de autor e Net)
(Recorte Net - Sobradelo da Goma)
Foi aqui que eu nasci, a Norte – Nascente, na frescura do rio Ave
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 24-25
Um escritor por mais que medite,
Escreva e pense,
Nunca;
Jamais se lhe esgotam as palavras,
Não é por acaso que ele é um literato e um sábio,
Pois enquanto houver letras,
Ele apenas brinca com elas e não as deixa acabar,
Simplesmente constrói mais palavras.
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Apresentação
Olá, para os amigos foi sempre o “Quelhas”, herdei-o do meu avô, Joaquim Gonçalves, “Sargento Quelhas” na guerra mundial 1914/18, agora e desde então uso a minha alcunha como nome artístico e intelectual. Embora muitos me chamem “O inspirador” depois de lerem os meus livros…
Nasci no lugar de Varzielas a 19 de Outubro de 1966, baptizei e andei na escola em Sobradelo da Goma, de onde sou natural, terra do Ouro, freguesia a nascente do Concelho de Póvoa de Lanhoso, banhada à esquerda, pela barragem das Andorinhas das águas do rio Ave, no sopé do monte do Merouço, onde avisto a Cabreira, o Sameiro, e, o Castelo de Lanhoso.
Andei na escola primária e preparatória – TV até ao 6º ano de escolaridade, na freguesia que me viu nascer.
Casei com Rosa Maria, natural de Galegos, tenho duas filhas lindas, Bárbara Raquel e Ângela Ermelinda, e, habito na pacata e linda vila de Póvoa de Lanhoso, na província do Minho.
Completei o 9.º ano a 19 de Março de 2008 na vila e Concelho de Póvoa de Lanhoso, através do Processo de: (RVCC) “Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências”, vou brevemente ingressar num estudo de línguas, e, tirar um curso de jornalismo.
Agora que tenho o tempo a meu favor, e, tenho vontade de ser reconhecido como escritor e jornalista, a prova disso falam por mim, embora tudo se deva à minha consistência e coragem de lutar por isso.
Sou uma pessoa de coragem desde criança, e, logo se vê pelos trabalhos ou obras editadas com edição de autor, “Inspiração do Compositor” com poemas de vida, e, “O livro da criança” com histórias e pinturas para os mais pequenos.
Escrevo em Sites na Internet, tenho Blogues, Hi5 e MSN. Publicito.
Com lançamentos e festa de divulgação de livros, arrastando comigo outras culturas e artes, com artistas presentes nos meus eventos culturais, tais como escritores, artistas plásticos, e, músicos, para além de pessoas envolvidas nas comunidades.
Também escrevi imensos textos poéticos, teses e notícias sobre crítica construtiva, na Suíça e local, “peco talvez por dizer algumas verdades nos jornais, e, alguns deles foram censurados!”
Andei a fazer tournées culturais, por terras Helvéticas, principalmente em Zürich.
Na Póvoa de Lanhoso, fiz apresentação do livro “Inspiração”, no Cine Convívio Fura, e, Casa do Benfica da Póvoa de Lanhoso em Sobradelo da Goma.
Duas apresentações do livro “Infantil”, no Sporting Clube de Zürich e livraria LusoLivro em Zurique.
Seguidamente mais duas apresentações, no Teatro Clube da Póvoa de Lanhoso e no Grupo Desportivo da Goma.
Foi convidado pela Junta de freguesia de Sobradelo da Goma, para uma secção de autógrafos na escola EB, 1.
E pela escola de EB, 1 Garfe, para a participação no plano da literatura escolar.
Convidado para, aniversário, “Após 20 anos da morte de Zeca Afonso 2007!” na Hemeroteca de S. Torcato, com poema, com o mesmo titulo, que mereceu a melhor atenção.
Tenho estado atento e sempre que posso vou a apresentação de livros e outros.
Tenho participado em eventos culturais, na “Encenação de Cristo” e outros.
Fiz uma peça de Teatro, escrita, “1001 Desenhos Animados”, e, mais uma vez sobre crítica social construtiva, espero pô-la em prática.
Agora o tema a seguir intitulado: “Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário”, história com histórias… sobre as Sete Mulheres do Minho, são tema nos jornais, Gazeta Lusófona, virtual, Fri-luso e revista Lusitano de Zurique em capítulos reduzidos.
O slogan “Quelhas; com entrevistas ao mundo artístico, intelectual e social na Suíça” é evidente.
“Zürich cidade fantasma, da evolução e da parvalheira”, a visão de um recém-chegado à vida e à terra Helvética por Exa… está projectando.
Pois tudo vem ao encontro daquilo que sou capaz de fazer e diversificar, ter autoridade, coragem e inteligência, sobretudo gozo!
Contudo a tal, não sou indiferente a ninguém, e, vou dando testemunho de mim mesmo, com tudo aquilo que fiz pela cultura.
Esperem pelas próximas novidades, tenho muita matéria escrita, desde; biografia, contos, historial, metáforas, e, sobre tudo poesias de vida.
Pois confesso, que com a ajuda das casas culturais onde tenho feito tournées, e, pela passagem nas juntas de freguesia e escolas, tenho tido sucesso, e, por isso me dá gozo escrever sempre, mais e melhor.
Porém nós todos juntos; colaboradores, presidentes, professores, crianças, pais e amigos, fazemos chegar longe as obras e o nome do autor, através das gentes da terra e arredores, e, de povos de todo mundo a falar e ler em português.
Obrigado aos jornais, e, a todos, pelo apoiado de divulgação, monetário, simbólico, aprazível e notável.
Um beijinho à minha mulher, Rosa, e minhas filhas, Bárbara e Ângela, pois sem o carinho delas, não me era possível ter tanto sucesso; Seguidamente ao meu talento, julgo eu, “evidentemente”. Obrigado, de coração... sim de coração… sim de coração…sim…
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 26-27
Um livro é um momento,
Um estilo próprio de aperfeiçoamento de vida,
De cultura e de sabedoria,
Sobretudo de aprendizagem.
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
“Servida pela estrada de Braga a Cabeceiras de Bastos, encontra-se, passada que seja a Póvoa de Lanhoso, a cujo concelho pertence, a freguesia de Fontarcada, de sobejo conhecida pela sua história política e religiosa. Aquela, a recordar-nos as lutas fraticidas do século passado, com todos os espectaculosos desvarios da populaça amotinada à voz da famigerada «Maria da Fonte» – dali natural; a outra, a evocar-nos, em toda a sua irradiante espiritualidade, a beleza de uma era confiada, simplesmente, ao domínio da fé e da arte.
Falemos desta, por menos divulgada, se bem que represente uma das mais expressivas antiguidades do concelho.”
In, Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Ofic. Gráf. PAX, Braga, 1956. p. 135
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 28-67
“Viva a Maria da Fonte,
De nome tão majestoso,
Em Fontarcada nascida,
Do concelho de Lanhoso.
Eia àvante portugueses,
Eia àvante! Sem temer!
Pela Nossa querida Pátria,
Ou triunfar ou morrer!
Lá vai a Maria da Fonte,
A cavalo sem cair,
Com a corneta na mão,
A tocar a reunir.
Eia àvante, portugueses,
Eia àvante! Sem temer!
Pela nossa querida Pátria,
Ou triunfar ou morrer.”
A revolta popular, enigmática, foi reconhecida, digamos, designada como a Revolução da “Maria” da Fonte, onde há várias versões em simultâneo.
Há também quem diga que a história da (Maria) da Fonte foi: verdade – meia verdade – mito – ficção – lenda ou história…
Esta revolta reza a história, que se deu devido ao descontentamento da população Lanhosense e contra as leis do governo, Costa Cabral, ministro do Reino, pois decretou os enterramentos fora dos templos e não dentro como seria nessa altura, designado para os populares como Leis Novas.
Esta manifestação eclodiu na Póvoa de Lanhoso e instalou-se em pouco tempo no país inteiro – Segundo Paixão Bastos. Juntando-se grupos de mulheres impondo machados, fouces e paus, caminhavam até onde tivessem um cortejo fúnebre, bastava tocar o sino a rebate aí estavam elas, as (Marias!...)
Daí resultou algumas prisões, onde na frente andavam as pioneiras da revolta, e que faziam justiça pelas suas próprias mãos, tomando de assalto as cadeias e os tribunais e correndo com o Regedor…
Uns dizem que a autêntica (Maria) da Fonte antevêem da freguesia de Font´Arcada e chamava-se (Maria) Angelina Laje, talvez por ser a mais corajosa entre as mulheres da revolução.
- Vamos nós lá agora saber!
Diz ainda a lenda que esta (Maria) foi abandonada na (fonte do vido), cito no (Barreiro) da mesma freguesia, e que se fazia acompanhar por um bilhete...
“Eis-me exposta junto à linfa
Que aqui mana deste monte,
Serei dela a clara ninfa,
Serei Maria da Fonte…”
Embora no suposto haja outras (Marias), todas elas envolvidas na revolução, e todas vestidas de saia vermelha.
- Será que não era de saia preta!?
Estas mulheres, eram provenientes de vários pontos do concelho, Póvoa de Lanhoso, Lanhoso, Covelas, Calvos, Oliveira, Fontarcada, Frades, Galegos, Vilela ou Sobradelo da Goma, etc…
Dizem ainda que, em Galegos, fez-se passar por (Maria) da Fonte, uma tal de Josefa Caetana da (Fonte.)
Aqui está mais uma mulher que queria ser a famosa (Maria) a todo o custo – segundo alguns historiadores!
A Josefa era uma mulher corajosa juntamente com mais seis delas, andavam sempre na dianteira…
Uma outra (Maria), veio ao de cima, mais tarde faleceu uma mulher em Verim – segundo a família, manifestaram, como sendo esta mulher, natural da casa do rio, ao pé d´uma (fonte) da freguesia de Nossa Senhora de Oliveira, (casa do rio), da mesma freguesia onde nasceu! Os Oliveirenses também a reclamam. De seu nome Joana (Maria) Esteves, que esteve também envolvida na guerrilha.
Também esta mulher encorajadora estava sempre presente, e foi sempre citada pelos cronistas como tal, a (Maria) da Fonte.
- Será que será!
Uma (Maria) Luíza Balaio, de alcunha (Maria) da Fonte, por e simplesmente morar ao pé do largo da (fonte), proprietária de uma hospedaria na vila de Póvoa de Lanhoso, acarinhava as revolucionadas e dava-lhes alimento e de beber, até cair de bêbadas, a qual esta chamava à atenção, e, lhes davam, (vivas), à (Maria) da Fonte – dizem os historiadores contemporâneos que esta mulher é que deu o nome, à revolução da (Maria) da Fonte.
Uns dizem que ela não participou no tal acontecimento, foi somente a mulher que deu o nome à revolução…
Vejamos a confusão, não é que a primeira estátua da (Maria) da Fonte, no local do chafariz existente, antiga cadeia-tribunal, era feminina!
Do género que relata uma das lendas que (Maria) Angelina Lage, natural de Font´Arcada, era uma beleza feminina e ao mesmo tempo guerreira.
Mas agora nos nossos tempos um movimento popular diferente, daquele, de (Maria) da Fonte, e sem luta corporal, mas sim racional, convencera que a (Maria) da Fonte para ter sido guerreira tinha que ser forte à semelhança de Joana (Maria) Esteves, musculosa, natural da freguesia de Oliveira.
- Talvez por isso mudassem de estátua!?
Entre estas duas mulheres reina a confusão, aquando com Josefa Caetana da (Fonte) natural de Galegos foi afastada a hipótese de não ser a verdadeira, mas os Galegos, contestam, embora fizesse parte da revolução da (Maria) da Fonte, mas sim (Maria) Angelina Lage de Font´Arcada.
- Agora pergunto! Qual das (Marias) é que deu o corpo ao manifesto e deveria ser a genuína (Maria) da Fonte?
Será (Maria) Angelina Lage de Font´Arcada, ou Joana (Maria) Esteves de Oliveira ou mesmo (Maria) Luíza Balaio de Póvoa de Lanhoso, com o nome de (Maria) da Fonte de alcunha?
Para mim estas, (Marias) teem a ver com as “Marias” da Fonte, dependendo da incerteza, se elas eram masculinas ou femininas…
A (Maria) Luíza Balaio morava ao pé de uma (fonte/fontanário) na vila de Póvoa de Lanhoso e, como tal tinha alcunha de (Maria) da Fonte ocasional.
De facto a (Maria) Angelina Lage, foi abandonada ao pé da (fonte do Vido/fontanário) em Font´Arcada e foi nomeada de (Maria) da Fonte.
E por último a Joana (Maria) Esteves, vivia na casa do rio ao pé da (fonte/fontanário) em Oliveira, que também não passou despercebida.
Ou seria outra (Maria) que ninguém falou, e que até poderia ser a minha Bisavó!!! Rita Rosa Pinto – Mãe da minha avó, que morava ao pé de uma (fonte/fontanário) em Barraria - Sobradelo da Goma.
Dizem que a Rosa, galopava por aí abaixo e também se juntava ao manifesto!
E era contada como uma das (sete mulheres do Minho), estando sempre na dianteira...
A Rosa, galopava por aí abaixo numa égua com algumas mulheres de Calvelos – Guilhofrei, de Castelões – Guimarães, e, também se juntavam à guerrilha!
Até podiam ser mesmo, qualquer (Maria) de Ferreiros, Rendufinho, Ajude, Friande, S. João de Rei, Esperança, Garfe, Travassos ou Geraz do Minho.
De qualquer ponto do baixo ou alto concelho!?
Pois na altura todas as mulheres com nome de (Maria) ou de (Fonte), e, com prenome de (FONTE), ou, moradoras ao pé de uma (FONTE/FONTANÀRIO), eram todas ou pelo menos queriam ser todas reconhecidas como tal, o mito ou a lenda, (Maria) da Fonte.
Então racionemos, se a revolução foi feita por várias mulheres, porque é que o símbolo do concelho não são como diz o lema!? A (estátua das sete mulheres do Minho.)
- Pense bem comigo e tire as suas conclusões!...
Cantado por: Estudantina Universitária de Lisboa
“As sete mulheres do Minho.
Mulheres de grande valor.
Armadas de fuso e roca.
Correram com o regedor.
Essa mulher lá do Minho.
Que da fouce fez espada.
Há-de ter na luza história.
Uma página dourada.
Viva Maria da Fonte.
Com a pistola na mão.
Para matar os Cabrais.
Que são falsos à nação.
Viva Maria da Fonte.
Com as pistolas na mão.
Para matar os Cabrais.
Que são falsos à nação.”
Todos os livros são duvidosos acerca da “Maria” da Fonte,
acredites naquilo que quiseres acreditar…
Pode ser ou não ser: verdade – meia verdade – mito – ficção – lenda ou história.
Conversava o Velhote, Zé Mendrinha para o Dino de Sousa:
“O Senhor Paixão Bastos recolheu tantos dados importantes para a história da Maria da Fonte, que publicou no seu livro. Porque não é afirmativo, como o título indica, em relação à mulher que deu o nome à revolução?
- Para que queres tu saber isso?
- Para te dizer isso, tinha que te contar muitas coisas, que tu por certo ainda não entenderias. Um dia, quando fores maior, pode ser que eu então te dê a resposta que procuras.
- O menino ontem queria saber do Paixão Bastos quem foi a Maria da Fonte, mas ele não lhe respondeu porque teve muita importunação, lá entre os da laia dele, por causa daquilo que escreveu. Ele sabe muito mais, como sabe também muita gente, mas há poderosos que não gostam que se falem dessas coisas…
- Poderosos? Perguntei eu.
- Sim senhor! Se quer saber, eu sei muitas coisas disso, embora lhe tenha dado pouco uso e a minha memória já não seja o que foi…”
In, Dino de Sousa, A revolução da Maria da Fonte,
Engenho Gráfico, Póvoa de Lanhoso, 1995, p. XI
Neste livro de: (A revolução da Maria da Fonte.)
O autor queixa-se de gentes da Póvoa de Lanhoso esconder a verdadeira história, e mais, outros até mesmo determina-la como um mito.
Mas o certo é que, “quase todos” os historiadores, nunca omitiram o facto de ser em Font´Arcada o ponto de partida para a revolução da (Maria) da Fonte. E onde foi enterrado o primeiro cadáver, no Mosteiro da mesma freguesia de Fontarcada, pois ainda nos dias de hoje existe tais túmulos! Que foi a partir de ali que se fez justiça e inicialmente correndo com as autoridades do governo à pedrada.
Tudo tinha a ver com o facto de os enterramentos das “Leis Novas” fora dos templos, atestavam eles e, quanto a mim, bem!
Que era prejudicial à saúde pública e estavam a ser construídos cemitérios em Portugal para se livrarem desses males.
No dia seguinte o Administrador pediu ao Juiz do tribunal para fazer cumprir a lei, no termo da mesma, retirar o cadáver e fazer enterra-lo no adro do Mosteiro.
Porém nessa altura vinham mulheres de todo o lado, os homens ficavam na retaguarda escondidos como enigmas, no qual correram com todos os grandes e poderosos dessa altura.
- Afinal qual dessas mulheres era a revolucionária e fazia tanta união entre as senhoras!?
Pois todas queriam ser a famosa (Maria), sim! Porque (Marias) há muitas, mesmo nos tempos de ontem e agora!
O certo é que nessa altura a conhecida (Maria) Luíza Balaio, comerciante na vila, já tinha a alcunha de (Maria) da Fonte, por viver ao pé de uma (fonte/fontanário), a mesma (Maria) de meia-idade que Távora pintou e…
(e bastante robusta-homada - mulher trenga e mal-parecida, focinhuda, tosca, que se encontra no salão nobre dos passos do concelho.)
- Aqui pergunto muitíssimo curioso!
Porque é que os nossos antepassados ou o artesão fez uma primeira (Maria) elegante, linda!?
E mais tarde substituiriam a estátua da primeira (Maria) feminina, por uma estátua da segunda (Maria) bastante masculina, feiosa!?
- E onde ela está? A maior parte dos povoenses não sabem!
É caso para afirmar, que o poder ou seja as pessoas do poder, indefinidamente, não estiveram de acordo com a verdadeira (Maria) da Fonte até aos dias de ontem e hoje.
Escreveu o poeta, Inocêncio, no seu pequeno livrinho esgotado em 1858,
tirado da escrita do mestre Manuel da Fonte,
Sapateiro, a viver no Peso da Régua, tio de Maria da Fonte,
também conhecida por Maria Atiça ou Maria da Fouce!
Reeditado por António Feliciano de Castilho.
Vocabulário: pseudocamponesa – pseudominhota
Diz o tio: Manuel da Fonte:
“O retracto de Maria da Fonte que nos veio de Lisboa, e que por lá se vende como verdadeiro, é uma coisa armada da ideia de quem a fez, porque ela não traz pistolas, nem nunca trouxe; nem anda descalça; é mais magra e alta; o nariz dela é em feitio de bizegre; e tem barbas e suíças que podiam dar sedas pra todos os sapateiros do mundo; e os pés dela são muito mais compridos.”
Diz ainda o livro que a (Maria) da Fonte, apenas usava uma roçadora.
“E tornado à história de minha sobrinha, que já esta quasi no debrum, digo, que assim que se pôs lá na sua casa nova, que pra mal dos seus pecados nem foi na terra, foi lá prá Póvoa de Lanhoso, introu a pôr em prátega com toda a pressão plano dos seus padres: pró que num casarão grande que tinha, armou loja maconeca e orotoiro tudo junto, aonde, quando arrecebia as mulheres e os servos de Deus, fazia de trono altar; e quando arrecebia os pedreiros, fazia do altar trono.”
“E quando travalhavam na pedra bruta, que é lá dezer deles era ela que presedia: e quando era pra rezas e pregações esprituais, fazia tudo o padre Casimiro que se chamava o - o protector das cinco chagas, assim como ela se chamava a irmã Atiça; tudo comédias, que é o que mais há neste mundo.”
Quando no parágrafo cito anteriormente digo que, quase todos os historiadores não omitiram, ser em Font´Arcada o ponto de partida para a revolução da (Maria) da Fonte.
Manuel da Fonte, que se diz tio de (Maria) da Fonte, a viver no Peso da Régua, e descrito na pessoa de Inocêncio – o poeta, no livro, “Crónica Certa e muito verdadeira de Maria da Fonte”, e posteriormente reeditado, na pessoa de Feliciano de Castilho diz:
“Póvoa de Lanhoso povoação minhota a 18 km de Braga. Parece ter sido em Sto. André de Frades, no concelho de Póvoa de Lanhoso, que a 19 de Março de 1846, se deu a 1.ª revolta de mulheres contra a determinação da lei da saúde que obriga aos enterramentos nos cemitérios.”
E agora! Mais confusão; a história é definitivamente: verdade – meia verdade – mito – ficção – lenda ou história. Theatro…
In, António Feliciano de Castilho, Crónica Certa e Muito Verdadeira de;
Maria da Fonte, A regra do jogo edições, LDA., Lisboa, 1984, p. 090.
São controversos: Padre Casimiro – protagonista, Camilo Castelo Branco – romanceador, Dino de Sousa – jornalista, Inocêncio – poeta, António Feliciano de Castilho – escritor, Paixão Bastos – historiador, José Abílio Coelho – jornalista, Paulo Ribeiro Freitas – historiador – Quelhas um literato ocasional.
Para uns é a (Maria) Luíza Balaio, para outros a (Maria) Angelina Lage, ou a Joana (Maria) Esteves, etc...
Depende muito a quem se pergunta! Quem é, ou de onde é, a verdadeira (Maria) da Fonte?
Se fizermos esta pergunta aos populares a nascente do concelho da Póvoa de Lanhoso até Fontarcada, consistem em maioria na (Maria) Angelina Lage de Font´Arcada, e alguns na Joana (Maria) Esteves de Oliveira.
Se fizermos esta pergunta aos populares a centro do concelho da Póvoa de Lanhoso, consistem em maioria na (Maria) Luíza Balaio, da vila, e, (Maria) Angelina Lage, de Font´Arcada, e alguns na Josefa Caetana da (Fonte), de Galegos.
Se fizermos esta pergunta aos populares a poente, baixo concelho da Póvoa de Lanhoso, consistem em maioria na Joana (Maria) Esteves, de Verim, e não de Oliveira, e alguns na (Maria) Luíza Balaio, da vila.
Agora profiro claramente, que para além destas mulheres, existiram tantas outras e que não se sabe muito bem a morada/residência ou nascimento, e, muito menos para onde partiram e faleceram!
E que foram reclamadas em outras freguesias, como Garfe e Frades…
- Digo, pelo benefício da dúvida foram todas!
Então, se todos nós temos o benefício da dúvida, porque não fazemos uma (estátua às sete mulheres de armas?! …)
(Maria Luísa Balaio; Joana Maria Esteves; Maria Angelina Lage; Joaquina Carneira; Josefa Caetana; Maria Vidas; Custódia Milagreta.)
“As sete mulheres do Minho.
Mulheres de grande valor.
Armadas de fuso e roca.
Correram com o regedor.”
…Uma (Maria) já está situada e pela segunda vez mudou de sítio, robusta! Do género da Joana (Maria) Esteves de Oliveira, virou-se para a avenida 25 de Abril.
…Esta (Maria) é referência a (Balaio), figura que Távora pintou, mas podia ser, a Josefa Caetana da (Fonte), de Galegos, robusta! Já que está virada para a sua freguesia!
…No meu ver era mesmo aqui neste local central, nesta rotunda, que deveriam estar as sete magnificas mulheres da revolução, como diz o lema, (estátua das sete mulheres do Minho) e viradas em todas as direcções, dar o benefício da dúvida…
…Pois assim dava-nos razão à razão! E todos estávamos certos daquilo que pensamos e se escreveu no passado e presente, principalmente pelos nossos ante-queridos, e respeita-los, para não haver mais preconceito no futuro, haver harmonia entre os povos e a história…
“As sete mulheres do Minho.
Mulheres de grande valor.
Armadas de fuso e roca.
Correram com o regedor.”
- Se assim não servir, dou outra sugestão para colocar todas as estátuas:
…(Maria) Luíza Balaio, – tasqueira, que deu nome à revolução – segundo alguns escritores, tinha um sítio espectacular para embelezar a vila, coloca-la frontal à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso!
…Joaquina Carneiro – guerrilheira, já que não se sabe bem a sua residência, podia ficar na rotunda da entrada de Lanhoso!
…(Maria) Vidas – combatente, também não se sabe bem a terra que morava, podia ficar junto da estrada nacional, na entrada para a freguesia de Covelas!
…Custódia Milagreta – batalhadora, a sua morada também é desconhecida, podia ficar ao pé da igreja de Calvos!
…Joana (Maria) Esteves – lutadora, esta sim, com termo de residência, não ficaria mal ser situada a sua estatueta no cruzamento de Oliveira!
…(Maria) Angelina Lage – magnífica, esta senhora tinha um lugar junto do mosteiro de Fontarcada!
…Josefa Caetana da (Fonte) – surpreendente, embora confundida a morada entre duas freguesias, assentava-lhe bem a sua personagem na entrada para Galegos!
…Bem, quanto às minhas “bisavós”, essas não se preocupem, que elas compreenderão, pois também estavam mais distantes da revolução e talvez chegassem sempre atrasadas ao manifesto!
È caso para afirmar que a população ou seja, as pessoas do concelho, não estejam de acordo com a verdadeira (Maria) da Fonte até aos dias de ontem e hoje.
São controversos: Padre Casimiro – protagonista, Camilo Castelo Branco – romanceador, Dino de Sousa – jornalista, Inocêncio – poeta, António Feliciano de Castilho – escritor, Paixão Bastos – historiador, José Abílio Coelho – jornalista, Paulo Ribeiro Freitas – historiador – Quelhas um literato ocasional.
- E tu!?
Para uns é a (Maria) Luíza Balaio, para outros a (Maria) Angelina Lage ou a Joana (Maria) Esteves.
- Digo; pelo benefício da dúvida foram todas!
Então se todos nós temos o benefício da dúvida, porque não fazemos uma (estátua às sete mulheres de armas…)
(Maria) Luíza Balaio – Joana (Maria) Esteves – (Maria) Angelina Lage – Joaquina Carneira – Josefa Caetana – (Maria) Vidas – Custódia Milagreta.
A (Maria) Luíza Balaio – estalajadeira na vila de Póvoa de Lanhoso, que mais tarde partiu para o Brasil, foi ao encontro do marido e nunca mais voltou.
Nessa altura deixou o lugar em aberto que outras mulheres da revolução queriam ocupar, ter um nome na história, fosse ele próprio ou alcunha, o que interessava era ser a (Maria) da Fonte, famosa!
- Luíza também era (Maria) e vivia ao pé de uma (fonte!)
A Joana (Maria) Esteves – lavradeira, de Oliveira, líder em acção de rua e assalto à cadeia da comarca, juntamente com (Maria) Angelina e Josefa Caetana, foram dadas também como heroínas (Maria) da Fonte, não só por ser revolucionárias, mas a Joana por ser filha de um fidalgo, depois de casada foi viver para Verim e continuou em grande.
- Joana também era (Maria) e vivia na casa do rio ao pé de uma (fonte!!!)
A (Maria) Angelina Lage – mulher do campo, de Font´Arcada, a mais corajosa entre as mulheres da revolução, a tal que foi abandonada em bebé ao pé da (fonte), e que foi baptizada também sob alcunha de (Maria) da Fonte.
- Angelina também era (Maria) e fora abandonada junto d’ uma (fonte!!!)
“Eis-me exposta junto à linfa
Que aqui mana deste monte,
Serei dela a clara ninfa,
Serei Maria da Fonte…”
A Angelina disse ao padre Casimiro de Vieira em conversa que era ela a (Maria) da Fonte, este ficou entusiasmado, acreditou…
A Joaquina Carneiro – jornaleira, pioneira da revolução juntamente com (Maria) Vidas, a mando de (Maria) Luíza, andavam sempre a dar notícias e, juntar grupo de mulheres eufóricas, principalmente na Serra do Carvalho, juntamente com as mulheres de Covelas, onde ao engano levaram os soldados e debateram-se até eles se porem em milhas, para soltarem da cadeia a Josefa Caetana, esta mulher corajosa. A Joaquina, depois do conflito ficou amiga das restantes companheiras da revolução e encontrava-se amiúde com algumas delas após a guerrilha.
“As fintas novas a baixo,
As velhas já chegam bem,
Além do que se pagava,
Não cresça mais um vintém.
A Rainha não conhece
Ó Luisinha
O seu povo verdadeiro
Agora, agora, agora,
Luisinha, agora,
Só reconhece os Cabrais.
Ó Luisinha,
Que nos roubam o dinheiro.
Agora, agora, agora,
Luisinha,
Dá a volta e vamos embora…
Viva a Luisinha1
Viva!
Viva a “Maria da Fonte”
Viva.”
Aqui a (Maria) Luíza Balaio, a (Maria) da Fonte, cuja estatueta consta, segundo alguns historiógrafos, foi quem deu o nome à revolução.
A acção de libertação de Josefa Caetana teve um efeito grandioso, que se espalhou por todo o lado e até chegar aos ouvidos da Rainha, que posteriormente veio a discursar, o encerramento das Côrtes e a anulação das Leis de Saúde Publica e também a reforma do Processo Tributário.
Foi aqui reconhecido a Real vitória da Revolução, pois a Rainha mandou demitir a escumalha toda que estava no poder concelhio.
“Olha o Duque,
olha o Duque,
Ó Luisinha,
Olha o Duque macacão,
Agora, agora, agora,
Luisinha, agora.
Agora, agora, agora,
Luisinha, agora.
A Rainha não conhece
Ó Luisinha,
O seu povo verdadeiro
Agora, agora, agora,
dá a volta e vira
e vamos embora.”
Josefa Caetana, natural de Galegos – mulher do campo, estava sempre nas primeiras, para o que desse e viesse e sempre na dianteira.
Josefa, no dia do enterramento da segunda pessoa de Font´Arcada dentro do Mosteiro, onde apareceram as tropas mandadas pelo regedor para impedir, rachou a cabeça a um soldado com um pau no qual todos fugiram e… foi com esse homem que ela casou mais tarde e no fim da guerrilha.
Dia seguinte Josefa era preza-fácil, foi presa a primeira mulher pelas autoridades e conduzida a tribunal, recolhendo à cadeia Povoense.
(Maria) Vidas – serviçal agrícola, no primeiro cortejo fúnebre e depois de os revoltosos teimarem com os enterramentos dentro do Mosteiro, ela própria arrancou a Cruz ao Sacristão que levou bem alta no primeiro enterro.
Após a vitória das mulheres, Vidas, encontrava-se, longe a longe na feira semanal com as restantes amigas do grupo revolucionário.
Custódia Milagreta – recadeira, uma das mulheres que pegou no primeiro caixão com destino ao Mosteiro de Fontarcada e sem padre, após o descontentamento dos enterros previstos na lei.
Esta mulher foi a segunda a ser presa pelos soldadinhos de meia tigela a mando do administrador cagado de medo.
Milagreta morreu nova, dizem que foram as bebedeiras do tintol.
Rosa – cervical de estalagem, empregada da Luizinha Balaio – segundo o autor diz; Era também a mulher de recados. Não sei se esta senhora só entra, como diz o livro de Dino, em personagem de teatro ou era mesmo verídica!
Cosme do Eirado – negociante de gado, nunca foi citado, era mal visto pela população, mas teve uma importância vital na revolução, actuou na sombra por detrás das mulheres em conjunto com outros homens poderosos, assim como, Venceslau, o barbeiro das redondezas.
Paixão Bastos – historiador
No seu livro (Maria) Luíza Balaio ou a (Maria) da Fonte, o autor, segundo Dino, tirou do Velhote Zé Mendrinha – confidenciou muito a história da (Maria) da Fonte devido ao medo, talvez!
Josefa Caetana da (Fonte) – mulher do campo, esta foi citada pelo Paixão Bastos na sua obra, como sendo de Fontarcada e não de Galegos.
Camilo Castelo Branco – (Maria) da Fonte
Romanceado, 38 anos depois.
O senhor Rocha Martins, e o senhor Melo Andrade, fizeram romances sobre a (Maria) da Fonte, e também eles baralharam as cartas, um deles diz que, Ana ou Joana (Maria) Esteves a verdadeira, nasceu na casa de Bagães na vila de Póvoa de Lanhoso, obscuro!
“A reflexão é patriótica e judiciosa; mas, se os políticos tentassem recolher a ossada da Maria da Fonte genuína, os crânios apócrifos, seriam tantos como os de algumas sanctas que tem sete e mais caveiras em diversas igrejas.”
Mas então seriam todas estas mulheres, as (Marias) da Fonte, assim como diz o autor, (as sete magníficas), com ossadas em diversas igrejas!!!
“As sete mulheres do Minho.
Mulheres de grande valor.
Armadas de fuso e roca.
Correram com o regedor.”
Camilo diz;
“São tantas as (Marias) da Fonte que…”
O Camilo Castelo Branco diz mesmo, que a (Maria) da Fonte é aquela que, em 24 de Junho de 1822, apareceu abandonada na (fonte do Vido.)
- Agora pergunto, qual das (Marias) é que deu o corpo ao manifesto e deveria ser a genuína (Maria) da Fonte?
A história é designada por alegoria, apólogo, conto, enredo, fábula, fantasia, invenção, lenda e narração. A narrativa da história leva a crer que pode ser toda ela, um mito, e porque havemos de acreditar em mitos!?
Os escritores, os historiadores, os intelectuais e os sábios pesquisaram, inventaram e escreveram o que lhes ia na alma e no pensamento, verdades, meias-verdades e mentiras. Histórias de artigos que estudaram sob acontecimentos reais e fictícios. Quais são os verdadeiros e os falsos!?
Será que a ciência e a capacidade racional conseguiu voltar dois mil anos atrás!? E descrever toda a historia da humanidade desde o nascimento de Cristo ou mais difícil ainda, centenas de anos antes de Cristo!
Pois certamente a nossa estimada heroína (Maria) da Fonte, embora seja uma fábula mais recente não ficou indiferente de outras mais!
Maria da Fonte a propósito dos “Apontamentos
para a historia da revolução do Minho em 1846”
Divulgados recentemente pelo reverendo – padre Casimiro.
Celebrado chefe da insurreição popular
1846 – 1885, Camilo Castelo Branco.
“Em 1846 novas e perturbantes ondas de turbulência, tendo inicio no alto Minho, varreram o país de norte a sul deixando sinais polémicos e marcas duráveis na memória colectiva lusa.
Aqueles principais sucessos, que de certa forma foram marcadas ficaram fixados no aparente lusitano e a história regista como a “Revolta da Maria da Fonte” e a “guerra da Patuleia”, são objecto deste interessantíssimo livro.”
In, Camilo Castelo Branco, Maria da Fonte, 1885,
Nesse exemplar o autor “Camilo Castelo Branco” recupera o testemunho de “padre Casimiro” que viveu por dentro, no qual escreveu em 1885.
Camilo diz nas suas observações, não saber se a figura (Maria) da Fonte realmente existiu, e se realmente houve outras “Marias” metidas nesta guerra do povo…
Aqui o autor também erra nitidamente, quando frisa que a revolução começou no alto Minho, mais precisamente em Vieira do Minho!!! Se foi em Vieira, esta Vila está situada no coração do Minho, assim como Póvoa de Lanhoso e não no alto Minho!...
Camilo refere que o padre Miguelista – Guerrilheiro, trata da história (Maria) da Fonte mais guerrilheira que romântica, mais ainda que alguns documentos estavam trocados sobre este assunto e, que o padre tratou desta mesma história com mais intensidade.
Para além de aqui o autor contradizer, ou melhor dizendo, o próprio autor é controverso e escreveu, diferente do “padre Vieirense”, compôs a história mais romancista e menos dramática …
Como diz “Quelhas”
(sou igual aos outros mas diferente no pensar)
Os pensamentos são de quem os pensa, as historias são de quem as escreve, as ideias só são validas se as puserem em prática e acredita quem quiser.
Vamos então a factos, não sei se partilhas a mesma opinião, no meu ver e no meu pensamento não acredito em certos mitos. Mas tu és livre de pensar, és um livre-pensador e ninguém têm o direito de censurar ou de te contrariar, acredites naquilo que acreditares, assim como eu, temos liberdade, liberdade de expressão.
Aqui refiro me exclusivamente há história da (Maria) da Fonte por fazer parte do conto/lenda da minha terra, embora hajam muitas outras histórias semelhantes, que são quanto a mim, um mito, um simples mito!...
Acredito sim nos mitos e não na realidade daquilo que os mitos dizem e ponto final. Parágrafo!
Cada autor, cada momento, e cada momento uma história diferente,
Aumenta-se mais um palmo ou um ponto!!!
- Bem não me interpretem mal!
Pois estou a fazer o melhor que sei, que pesquiso, que leio e oiço – interrogo – exclamo – reticencio – crítico – aplauso – baseando-me em factos morais, escritos e históricos e no meu ponto de vista.
Estou a ser na minha mente o mais correcto possível comigo mesmo, espero que consigo também.
Se tiver beneficio da dúvida procure ler todos os livros dos autores que aqui estou a referir nas suas diferentes obras, e ainda em outros tantos escritores, e, todas elas um pouco diferentes. O tal momento que se aumenta um palmo, um ponto, mas o que interessa é que todos eles falam da nossa (Maria) da Fonte a nossa heroína, seja ela verídica ou um mito!
Seja como for eu não desvio as atenções e hei-de sempre lutar por esta causa, que eram várias mulheres heroínas e não uma só, eram todas elas (Marias)!?
E ninguém tira o benefício à Terra das (Marias) da Fonte.
“As sete mulheres do Minho.
Mulheres de grande valor.
Armadas de fuso e roca.
Correram com o regedor.”
Padre Casimiro – protagonista
(Maria) Angelina Lage – mulher do campo, de Galegos, para o Padre Casimiro esta foi citada pela sua obra, a mulher que mais comprovou a sua coragem e beleza também, do género da pintura do Távora, só que esta mais nova, que (Maria) Luíza Balaio, mas idêntica…
A (Maria) Angelina para Paixão Bastos e Dino de Sousa, segundo as suas pesquisas, era do Barreiro, Fontarcada, para o padre era de Galegos, para uns era feminina, para outros robusta…
- Em que ficamos!!!
- Era de Galegos ou de Fontarcada!?
- Era feminina ou robusta!?
Bem estes três autores, assim como os outros já faleceram e nada têm a dizer, assim como eu, pois estou apenas sob pesquisa dos factos – pesquisa!
“As fintas novas abaixo,
As velhas já chegam bem;
Alem das que se pagavam
Não cresças mais um vintém.”
Esta manifestação eclodiu na Póvoa de Lanhoso e instalou-se em pouco tempo no país inteiro, segundo Paixão Bastos. Juntando-se grupos de mulheres impondo machados, fouces e paus, caminhavam até onde tivessem um cortejo fúnebre, bastava tocar o sino a rebate aí estavam elas, as (Marias).
Quanto a outros autores foi uma revolução só da Póvoa de Lanhoso, embora se juntassem povos circunvizinhos, como de Guilhofrei, Rossas e Castelões.
- (Contava o Meu Avô “Sargento Quelhas” aos meus tios e meus pais, e já depois da Guerra mundial de 1914, que quando tinha cerca de dez anos lembrava-se, que a mãe dele, e a sogra de Sobradelo da Goma, mais meia dúzia de mulheres de classe média, naturais de Louredo, da freguesia de Guilhofrei, terra Natal da mãe dele, terras vizinhas, vinham sempre ao encontro da manifestação a cavalo numa égua, a sete léguas.)
No livro: O mistério da Maria da Fonte
“Até à data, não havia sido possível esclarecer com clareza a verdadeira identidade da Maria da Fonte, não obstante serem-lhe atribuídos vários nomes que correspondiam a número igual de mulheres. Falava-se, por exemplo, que uma mulher, natural de Simães, Fonte Arcada, de nome Maria Angelina, teria sido a cabecilha do movimento, enquanto outros defendiam a tese que glorificava uma tal Joana Maria Esteves, filha de um bacharel. Outros nomes apontados referiam-se todavia a Maria Vidas, também a Maria Custódia, a Joaquina Carneiro ou a Josefa Caetana, sem esquecer a Maria Luísa Balaio.”
Diz a autora que, José Gomes da Silva, mandou investigar todas estas mulheres, e, só a (Maria) Luíza Balaio é que se enquadrava no perfil da (Maria) da Fonte. Mais, a (Maria) da Fonte foi vista por populares e pelo padre (Casimiro Vieira, e, não de Vieira), vestida de colete de lã e saiote encarnado, com duas pistolas à cintura e carabina ao ombro, para além disso com uma cruz e um grade chapéu a tapar o rosto.
José Gomes da Silva, perguntou ao camponês, José Joaquim, se sabia quem era a (Maria) da Fonte, e, que esta seria uma mulher do povo, camponesa.
“ A Maria da Fonte vive perto da fonte, daí ter-se-lhe colocado este nome. E talvez esteja mais perto de si do que imagina… Pense homem, pense… procure no sótão, no sótão… Mais não lhe posso dizer…”
José Gomes da Silva, sempre teve a percepção que a (Maria) da Fonte era uma mulher do povo e camponesa, e, logo pensou na sua sobrinha (Maria) Josefa, uma vez que para além de outras mulheres também vivia ao pé de uma (fonte), e morava numa casa com sótão. (Este nome não é referido noutros livros, mas sim, Josefa Caetana da (Fonte.) Porém, seu tio foi ao sótão, e, dirigiu-se ao baú…
“Não queria acreditar… Lá dentro estavam duas pistolas metidas numa larga faixa, uma carabina, um colete dela, um saiote encarnado e um enorme chapéu de abas largas… Estava descoberta a Maria da Fonte…”
- O tio de (Maria) Josefa, não acreditava! …
“A Maria da Fonte é um mito… Foram várias mulheres que estiveram naquele dia à frente dos túmulos… Não houve uma só heroína… Foi um trabalho em grupo…”
- Na realidade, talvez fossem as sete mulheres…
In, Ana Sofia Pinto, O mistério da Maria da Fonte,
Edições Sílabo, LDA, Lisboa, 2007
Ou seria outra (Maria) que ninguém falou, e que até podia ser a minha Bisavó!!! <
Ou até mesmo qualquer (Maria) de Águas Santas, Moure, Verim, Monsul, Brunhais, Taíde, Serzedelo, Campo, Sto. Emilião ou Louredo!?
De qualquer ponto do baixo ou alto Concelho!?
Pois na altura todas as mulheres com nome de “Maria” e com prenome de (fonte) ou moradoras ao pé de uma (fonte) eram todas ou pelo menos queriam ser todas reconhecidas como tal: “O mito Maria da Fonte.”
No Livro de: A revolução da Maria da Fonte
de Dino de Sousa – Teatro, diz:
“Que no dia 22 de Abril de 1846, a Rainha mandava publicar no n.º 93 do Diário do Governo, um decreto que dava plenos poderes extraordinários a José Bernardo da Silva Cabral: Cabrais. Meu Ministro e Secretario d´Estado dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça…”
“…Sendo necessário nas actuaes circunstâncias reprimir com prontas e enérgicas medidas, a revolta que acaba de manifestar-se na Província do Minho; e reconhecendo em a nossa pessoa abalizados conhecimentos, capacidade e muita adesão pelo Trono, e carta Constitucional da Monarquia, pela qual tendes praticado importantes serviços, tenho resolvido autorizar-vos para vos ocupares incessantemente de todas as províncias que vos parecem adequadas a fazer entrar as revoltosas em seus deveres…”
“Os Miguelistas, tropas da Rainha estavam esmorecidos, por isso talvez a Majestade, desse poder aos Cabrais, governo Costa Cabral.”
“O Administrador julgava, que a partir da chegada dos soldados, as mulheres valorosas, cita, mas bêbadas e comandadas por uma tasqueira não iriam desafiar a autoridade.
Sendo que o Furriel andava derretido por (Maria) Angelina, que até era a favor das revoltosas, queriam era divertirem-se.”
“O Povo não vale nada
Os guerrilhas nada são
Onde chega o 16
Treme a terra e bole o chão.”
“Quando a revolução chegou ao fim. Os miguelistas não quiseram perder a oportunidade da derrota e derrotaram o cabralismo, só que por pouco tempo, passando a crise a Rainha recompus novamente e, pouco a pouco levou novamente os Cabrais ao poder.”
“Baqueou a tirania,
Nobre povo, é vencedor.
Generoso, ousado e livre,
Demos glória ao teu valor.
Eia àvante! Portugueses,
Eia àvante! Não temer!
Pela Santa liberdade,
Triunfar ou perecer!
Algemada era a nação,
Mas é livre ainda uma vez;
Ora, e sempre, é caro à pátria,
O heroísmo português.
Eia àvante! Portugueses,
Eia àvante! Não temer!
Pela Santa liberdade,
Triunfar ou perecer!
Lá raiou a liberdade,
Que a nação há-de aditar,
Glória ao Minho, que primeiro,
O seu grito fez soar.
Eia àvante! Portugueses,
Eia àvante! Não temer!
Pela Santa liberdade,
Triunfar ou perecer!
Segue, oh povo, o belo exemplo.
De tamanha heroicidade,
Nunca mais deixes tiranos
Ameaçar a liberdade
Eia àvante! Portugueses,
Eia àvante! Não temer!
Pela Santa liberdade,
Triunfar ou perecer!
Fugi, despostas, fugi,
Vós, algozes da nação!
Livre, a Pátria vos repulsa!
Terminou a escravidão.
Eia àvante! Portugueses,
Eia àvante! Não temer!
Pela Santa liberdade,
Triunfar ou perecer!
Caía um trono, caia um rei,
Onde impera a tirania,
Mas dum povo a Liberdade,
Não se perca um dia!
Eia àvante! Portugueses,
Eia àvante! Não temer!
Pela Santa liberdade,
Triunfar ou perecer!
Esta mulher cá do Minho,
Da foice fez espada,
Há-de ter na lusa história,
Uma página dourada.
Eia àvante! Portugueses,
Eia àvante! Não temer!
Pela Santa liberdade,
Triunfar ou perecer.”
No livro, Azevedo Coutinho, História da revolução da Maria da Fonte.
“Assim, pois, embora a Maria Angelina de Simães fosse a heroína da revolta, não foi, por certo a que deu o nome à revolução, e a única aceitável, e que se crê verdadeira, de tal nome é a que fica fielmente narrada.”
O autor contrapõe a primeira obra, “Apontamentos para a história da Revolução do Minho em 1846, ou a Maria da Fonte” pelo padre Casimiro, celebre chefe da insurreição popular, que nada veio a esclarecer os factos passados.
Então prefere que se leia a segunda obra de Camilo Castelo Branco, embora não sabendo se ela era ou não, um dos seus belos romances ou a história daquela insurreição popular, confirma que nem uma coisa nem outra, mas sim um esboço crítico ao Padre Casimiro sobre os seus “Apontamentos”.
Admite que, foi coadjuvado, pelo seu amigo, senhor, Francisco Manuel Martins d, Oliveira, que teve um trabalho de elaboração e investigação na revolta popular.
Para Azevedo Coutinho quem deu o nome à Revolução do Minho, foi a Maria Luíza Balaio, embora Maria Angelina Lage fosse a legitima.
No livro; Joaquim Palminha Silva,
A Revolução da Maria da Fonte, Subsídios para a sua História e interpretação.
No livro; José Abílio Coelho, Maria Luísa Balaio ou A Maria da Fonte,
Editora Ave Rara, Póvoa de Lanhoso, 2004
N. A., Paulo Alexandre Ribeiro Freitas – Referencia do livro de: Paixão Bastos, 1945
Paulo A. R. Freitas conclui que, são diversas as leituras e variadas interpretações feitas à Revolução da (Maria) da Fonte, e que são às centenas os autores que escreveram sobre ela.
Da realidade à ficção ou verdade, e à simbologia que enformou a história, os protagonistas que escreveram fizeram chegar a notícia a todo o país de Norte a Sul, numa versão romântica.
Diz mesmo que, se ainda não foi possível encontrar a certidão de nascimento da revolucionária, mas de certo modo há documentos e estudos que provam, o berço é Póvoa de Lanhoso.
A tradição oral, desde os tempos remotos, pode reflectir-se no trabalho de Paixão Bastos, uma vez que o tempo não deixou apagar.
“Apesar de todas as dúvidas e, simultaneamente, por todas as vicissitudes que a rodeiam, a “Maria da Fonte” contínua, ainda hoje, a personificar uma luta desigual – a luta do mais fraco pela sua “razão” ”
No Preâmbulo do livro;
Maria Luísa Balaio ou A Maria da Fonte, de Paixão Bastos
João Tinoco de Faria, “ A Maria da Fonte é, ainda hoje, uma figura muito cara aos Portugueses e, muito particularmente, aos Povoenses.”
“Heroína congregadora de aplausos quer vindos dos mais extremistas, quer dos liberais, dos cartistas ou dos mais conservadores; mulher <
Esta Heroína, enquanto mulher, ou enquanto figura mítica da História de Portugal, teve o seu momento de intervenção activa na História há já 150 anos.”
Afirma mesmo que, já vai há muito tempo para o comum dos mortais, e de todo insuficientemente para a História e os Historiógrafos, tornar evidente o que de mais real teve a revolução das mulheres, que lhe esteve na origem.
Contudo diz que, a Comissão Executiva para as Comemorações dos 150 da Revolução da (Maria) da Fonte, entendeu que, os documentos de, Paixão Bastos eram de revelada importância para a história do movimento popular da Maria da Fonte.
As sete, magnificas, centradas no lugar e no local da estátua existente:
…No meu ver era mesmo aqui neste local central, nesta rotunda, que deveriam estar as sete magnificas mulheres da revolução, como diz o lema, “Estátua das sete mulheres do Minho” e, viradas em todas as direcções, dar o beneficio da dúvida.
- Pois assim dava-nos razão à razão!
E todos estávamos certos daquilo que pensamos e, se escreveu no passado e presente, principalmente pelos nossos ante queridos, e respeita-los, para não haver mais preconceito no futuro, haver harmonia entre os povos e a história…
- Hei-de fazer por isso hoje e sempre, enquanto vivo, que depois de morto, sou nada, nada, nada, e acontece-me talvez como a “Maria da Fonte”.
(- Eu não sou eu!... Eu sou o outro e… O outro sou eu!.. Confusão…)
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 68-73
In, A revolução da Maria da Fonte - Subsídios para a sua historia e interpretação, Joaquim Palminha Silva,
Edições Afrontamento, Porto, 1978.
Em prol de tudo aquilo que se escreveu sobre a Heroína da Terra das (Marias) da Fonte, da história da Póvoa de Lanhoso, do Minho e de Portugal, a mulher que foi veracidade em carne e osso, mas contudo, acabou por se afastar e não dar a cara, mas sim dar lugar a um fantasma...
A incógnita é saber realmente quem foi essa mulher, enigma, e, porque não virtual!?
Enigma e virtual, salvo seja!
Porém, essa confusão toda que circunda em volta da mulher de armas, do Minho e sobretudo da Póvoa de Lanhoso, foi exactamente por ela ter-se escondido no infinito, na escuridão e no tempo, ficar invisível aos olhos de todos os curiosos até aos dias de hoje e nunca mais ser encontrada.
Já todos nós sabemos que, existem várias versões, quer de populares, quer por escritores do tempo dela até aos dias de hoje, naquela altura a maior parte das mulheres eram baptizadas de (Maria), e tinham um (fontanário) por perto, e, todas elas queriam ser a verdadeira (Maria) da Fonte, pela mesma razão que citei atrás, a tal (Maria) misteriosa que desapareceu do mapa de Portugal...
É, e foi legítimo que, para dar nome à revolução, tinha que existir um nome e uma pessoa, esse nome foi-lhe dado, (Maria) da Fonte, e a pessoa que nessa altura estava associada a esse nome, era mesmo, (Maria) Luíza Balaio, com alcunha de (Fonte), por viver ao pé de uma (fonte/fontanário).
Ex. a questão do título deste livro "Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário", história com histórias, não só por o afluxo de (Marias) a morar ao pé d´uma fonte, mas também pelo Marketing que o titulo possa trazer a nível de curiosidade aos leitores para o lerem…
Contudo, “A Maria Luíza Balaio ou a Maria da Fonte” está associada, pelo motivo de dar de beber e comer às guerrilheiras da revolução e incentiva-las para a guerrilha, contra as Leis Novas do governo Costa Cabral, contra os enterramentos fora da igreja e o encerramento das Cortês e a anulação das Leis de Saúde Pública e também a reforma do Processo Tributário.
Por conseguinte, e, tudo leva a crer, também não escondo a minha ideia, conforme escolheram (Maria) Luíza, podiam mesmo escolher outra qualquer (Maria), que estivesse perto da revolução do Minho, nessa mesma altura, que se deu a guerrilha do povo em Font´Arcada e se estendeu ao país inteiro...
Diz o livro, A Revolução da (Maria) da Fonte, que, quanto ao local, querem crer que foi no lugar de Fontarcada que tudo aconteceu...
- Quero aqui reflectir, que hoje Fontarcada é uma freguesia, que antigamente fazia fronteira com a freguesia de Lanhoso, junto do riacho do parque do Pontido.
As duas freguesias antigamente, assim como hoje, eram importantes, devido a uma ter, o Mosteiro de Fontarcada, e a outra ter, o Castelo de Lanhoso, ambos monumentos nacionais.
Posteriormente, as duas freguesias foram, então, separadas pela sede do município do concelho da Póvoa de Lanhoso, cujo, a freguesia é Nossa Senhora do Amparo, por isso se diz que Maria Luíza Balaio é da Póvoa de Lanhoso...
O Hino Nacional da (Maria) da Fonte foi-se alterando, ou seja acrescentado pelos dizeres do povo, escrito e cantado por grupos populares e estudantinas, mais frase menos frase, mas sempre em poema e verso.
A letra do Hino original criado pelo maestro Ângelo Frondoni, continua digno, e foi durante muitos anos a música do Partido Progressista.
O Hino Nacional da (Maria) da Fonte é uma mais-valia, idêntico, quase igual ao Hino da República Portuguesa, sendo que o primeiro é normalmente usado para saudar altos cargos militares, e ministros da República, enquanto o segundo é sempre utilizado na presença do Chefe Maior das Forças Armadas - Presidente da República.
Dessas cantorias, também se foi alterando a história, se ela já era confusa, mais confusa ficou, contudo os escritores foram escrevendo com as suas perfeições e ideias, pegando também nas frases e cânticos populares do povo...
A ser verdade, a introdução de alguns escritores, que, (Maria) da Fonte, exibiu uma carabina e duas pistolas, outros descreveram apenas a exibição de, paus, foices/roçadora, chuços e inchadas.
Alego que, à centena e meio de anos, na minha boa capacidade de raciocínio, no meu ponto de vista, na minha mente, e, devido às circunstâncias de vida de um povo com um poder económico fraco e atrasado naquele tempo, as armas prováveis eram, e, sem dúvidas nenhumas! Apenas utensílios agrícolas e domésticos…
Aquela, que tinham fabrico artesanal, e, quem citou as pistolas, foi um absurdo quanto à imaginação daquilo que escreveu...
Estarão certos, todos aqueles que escreveram e descreveram as armas da (Maria) da Fonte, dos populares, de fouces/roçadora, chuços e paus etc...
Tenho dito; Ponto final. Parágrafo!
E você?!
Tire as suas conclusões, estou certo que tem a sua capacidade de raciocínio...
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Hino Nacional - Maria da Fonte – hino esquecido
“Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os Cabrais
Que são falsos à nação
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer”
Maestro: Ângelo Frondoni
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 74-75
história com histórias
Um livro é um contexto de muitas cenas heróicas da vida,
Que te divulgo através do meu pensamento,
E da minha sabedoria para sempre.
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Todos aqueles autores, que já morreram nada têm a dizer sobre o assunto da (Maria) da Fonte, e, quem sou eu para saber tanto como eles, se me deixaram os livros deles! Porém todos, e, qualquer um autor vivo, sabe tanto ou menos que eles, leram concerteza nos mesmos livros que eu, e, deram o seu parecer e ficção… Quem somos nós para duvidar do Padre Casimiro!? Ele esteve mais perto dos acontecimentos da Revolução da Maria da Fonte ou do Minho!? Camilo Castelo Branco e Paixão Bastos e tantos outros escritores são controversos! Mas todos tiveram direito de liberdade e liberdade de expressão… Antes e Pós o 25 de Abril de 1974 – e na transição da ditadura – Pide/Democracia…
João Carlos Veloso Gonçalves ”Quelhas”
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 76-77
“(Maria) do Monte" por "(Maria) da Fonte”, nascida e criada, num fontanário em Font´Arcada.
A lenda é antiga, mas há quem a conte, que descia um monte, uma rapariga, chamada (Maria) da Fonte, para beber naquela fonte, onde foi nascida.
E aquela hora por ela marcada, juntou multidões de paus, foices/roçadora, chuços e inchadas.
O povo na encruzilhada, esperava a (Maria), seguiam depois bem juntos, ao longo da estrada, para matar o regedor e as gentes dos Cabrais, para deixar registada, a fonte sagrada, onde tivera nascido.
Lutaram aquela hora marcada, puseram o governo fora com a revolução.
E quando tudo acabou, um certo dia, como era esperado, (Maria) desapareceu, na encruzilhada, não veio mais há fonte, seus olhos divinos p´ra sempre fechou, mas somente às vistas do povo.
Aldeia falou, tocaram os sinos e (Maria) voou!?
E aquela hora, por ela marcada, juntou multidões na encruzilhada.
Mas oh santo Deus, escureceram-se os céus, fugiu a beldade, e diz-se na encruzilhada, que (Maria) da Fonte fugiu desesperada.
E, o fontanário vai ter saudade...
Têm piada esta balada?!...
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário...
história com histórias
Fotos: Placas do foral
Gravura: Casa do rio – Oliveira
(Maria) da Fonte
Espreite estas datas quanto a mim curiosas!
- 1292 - Foral ao concelho de Póvoa de Lanhoso.
- 1569 - Casa do rio Oliveira, onde Joana (Maria) Esteves nasceu?
- 1846 - Revolta (Maria) da Fonte.
= 0277 - Anos de diferença entre as três datam.
…É coincidência, ou, não!?...
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 78-79
inspiracaodoautor@sapo.pt
loja.inovalar@gmail.com
HI5:
Maria da Fonte – mariadafonte@sapo.pt
O livro da criança – olivrodacrianca@sapo.pt
Gazeta Lusófona – quelhas@gazetalusofona.ch
Inspiração do Compositor - inspiracaodoautor@sapo.pt
Casa do Benfica da Póvoa de Lanhoso – casadoslbdapvl@sapo.pt
M.S.N.
Autor - carlosquelhas-inovalar@hotmail.com
BLOG:
inovalar.blogspot.com
olivrodacrianca.blogspot.com
inspiracaodoautor.blogspot.com
...Um dia irei fazer tudo para que se juntem todos os artistas povoenses, desde o pintor ao poeta e ao jornalista, e fazer uma associação para divulgar as nossas inspirações que estão de certo modo esquecidas no tempo...
in João Carlos Veloso Gonçalves, Inspiração do Compositor, 2006, p. 247.
FICHA TÉCNICA:
Titulo: Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... história com histórias
Autor: João Carlos Veloso Gonçalves
Pseudónimo – Alcunha – Apelido: (Quelhas)
Composição Artística & Coordenação Técnica: (Quelhas)
Paginação: (Quelhas)
Capa: (Quelhas)
Foto: (Quelhas)
Rectificação Ortográfica:
Analista & Critica:
Apoios & Pedidos:
Execução Gráfica: Graficamares
Deposito Legal:
Tiragem: 5.000 ex.
Pesquisa: Vários Livros & Divulgações Vivas
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 80-83
Hoje em dia o poder político,
comunicação social e público em geral,
a nível local e nacional,
só dão louvores aos artesãos,
escritores, dançarinos, músicos,
e outros, somente depois deles terem ganho um prémio por mérito próprio,
ou depois mesmo de eles terem morrido!
“Como artista que o é, seja de que condição for, já o é, antes de o ter sido” …
Mas é preciso divulgar-lhes a sua capacidade, porque não vasta saber!
È preciso também dá-lo a conhecer a nível pelo menos local,
para depois ele ser projectado para mais longe,
talvez através de alguém que veja essa divulgação.
Vejamos: Ontem ninguém apoiou a filigrana,
hoje e porque os artesãos por suas próprias pernas lutaram,
e chegaram ao topo com prémios,
amanha vão leva-los ao colo!
Há uns tempos um artista plástico povoense,
ganhou o primeiro prémio na participação numa exposição colectiva,
mas ele é que se moveu sozinho!
Um dia destes um musico povoense,
ganhou um prémio de mérito,
ficou a ser mais conhecido por sua própria iniciativa!
Agora destacou-se outro povoense, em dança de salão,
apurado para a final do campeonato do mundo por mérito próprio!
O Paixão Bastos só foi elogiado após longos anos depois de ter partido,
com biografia, como escritor, jornalista e político!
Como vêem existe muita gente artista,
que serviriam para promover a região, no turismo e na cultura,
nos seus próprios interesses culturais e outros.
Amigos da politica, rádio, jornais, “amigos intelectuais”,
pessoas de bem e do domínio,
façam mais alguma coisita por os artistas em geral do nosso concelho,
pela cultura, pelo turismo, pela apoio moral e cívico,
pelo prazer de ajudar à promoção dos criadores,
(sejam eles quem for ou domínio que sejam.)
É caso para dizer, o merecimento é de cada um,
cada um por si, mas não deveria ser assim!?
Os artistas têm que ser apoiados pela sociedade,
e não serem descriminados de certa forma por muita gente em geral.
Devem apoia-los em vida, não em morte, que depois de morrer,
como diz o “Autor”, não precisamos duma estátua,
assim como a nossa Maria da Fonte!
Essa teve galardões mesmo sem ter identidade definida,
aqui o que interessou foi arranjar um nome para a história,
igualmente como um juiz arranjar um réu…
Mas o que está em causa não é dar um nome,
mas sim ter um nome, e, promover esse mesmo nome, artisticamente.
Mas estou certo que, (como diz o “Autor” por outras palavras,
um dia vamos estar todos mais unidos,
mas conto com a ajuda de todos, principalmente de vocês caros amigos…
...Um dia irei fazer tudo para que se juntem todos os artistas povoenses, desde o pintor ao poeta e ao jornalista, e fazer uma associação para divulgar as nossas inspirações que estão de certo modo esquecidas no tempo...
“Quelhas”; Um literato ocasional, o homem, o inspirador, o escritor, o poeta,
o jornalista, o crítico, o artista, o dramaturgo, o cómico,
enfim, uma figura diversificado!
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Índice
01 - Antes de o ser, já o era
02 - Um livro é uma liberdade de expressão
03 - Um Brasão de localidade é:
04 – Um dia quando morrer (inspiração) A força da expressão
05 - Hino nacional da “MF” – “Alterado”
07 - Nota introdutória
08 - Poemas das 7 mulheres do Minho
10 - Gosto de criticar e ser criticado
11 - Cartas - Notícia de jornal - Sugestões sobre a “MF”
12 - De facto existem 4 estátuas da “MF”
13 - Assim reza o Hino e as Estátuas, alteradas, da “MF”
14 - Escolho apenas 7, As 7 Mulheres do Minho (Camilo Castelo Branco)
15 - Monografias e estudos diversos
21 - Livros consultados pelo Autor
22 - A Vila no Coração do Minho
24 - Um escritor por mais que medite, escreva e pense
25 - Apresentação
26 - Um livro é um momento
27 - Servida pela estrada de Braga a Cabeceiras (Leonídio de Abreu)
28 - Hino da Maria da Fonte – versão popular
29 - A revolta popular, enigmática, foi reconhecida
30 - Eis-me exposta junto à linfa
35 - Cantado por “Estudantina Universitária de Lisboa”
37 - O autor queixa-se de gentes da PVL esconder a verdadeira história (Dino de Sousa)
39 - “MF” também conhecida por Maria Atiça ou Maria da Fouce (Ant. Felic. de Castilho)
41 - Depende muito a quem se pergunta! Quem é ou de onde é, a verdadeira “MF”?
48 - As fintas novas abaixo
58 - Até à data, não havia sido possível esclarecer com clareza (Ana Sofia Pinto)
63 - Baqueou a tirania
64 - Assim, pois, embora a Maria Angelina de Simães fosse a heroína (Azevedo Coutinho)
65 - A luta do mais fraco pela sua “razão” (Paulo A. R. Freitas)
66 - A “MF” é, ainda hoje, uma figura muito cara aos Portugueses (Tinoco de Faria)
68 - O nome de “MF” começa a aparecer (Joaquim Palminha Silva)
71 - O Hino Nacional da “MF” é uma mais-valia, idêntico, quase igual ao Hino da Rep. Portuguesa.
73 - Hino Nacional – “MF” – hino esquecido (Ângelo Frondoni)
74 - Um livro é um contexto de muitas cenas heróicas da vida
75 - Todos aqueles autores que, já morreram nada têm a dizer
76 - Adapte a música; “Maria” do Monte por “Maria” da Fonte
77 - Espreite estas datas quanto a mim curiosas
78 - Um dia irei fazer tudo (inspiração) A força da expressão
79 - Fixa técnica
80 - Promover artistas é preciso
81 - Índice
82 - As 7 mulheres do Minho
83 - A escuridão da noite é mais clara
“As sete mulheres do Minho,
Mulheres de grande valor,
Armadas de fuso e roca,
Correram com o regedor.”
A escuridão da noite é mais clara,
Que a visão de um cego,
Só a morte é mais negra.
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário... 84-85 CAPA, trás
(Logotipos de Junta de Freguesias & Mapa de Póvoa de Lanhoso)
João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”
MUSICAS DA MARIA DA FONTE
Vitorino canta hino esquecido,
CLIC E OUÇA AS MUSICAS, TODAS ELAS DIFERENTES; COMO A HISTÓRIA QUE, A DESCREVERAM
Maria da Fonte - Vitorino
As Sete Mulheres Do Minho (The Seven Minhos Women) - Mawaca
quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Terra da Maria da Fonte e da Filigrana.
O coração do Minho é D´Ouro ou Verde!?
Castelo de Lanhoso ou da Póvoa de Lanhoso!?
Concelho situado no coração do Minho ou da Serra!?
Póvoa de Lanhoso terra do Ouro ou do Granito!?
Maria da Fonte é de Fontarcada ou da Póvoa de Lanhoso!?
Póvoa de Lanhoso Vila das artes ou do artesanato da filigrana!?

A Vila no Coração do Minho.
O Coração do Minho é D´Ouro.
Póvoa de Lanhoso é Terra do Ouro e da Filigrana.
Castelo de Lanhoso e Maria da Fonte, são definitivamente Povoenses.
Inspiração do Compositor
(pode ler-se o tema das (Marias), por favor lêem e comentem, para o autor é gratificante…)
O Castelo de Lanhoso...

De castillo a castillo...
de Montalegre a Lanhoso,
en el uno sonrisas…
en una bella llanura
con islotes y albuferas;
y desde esta singular altura
con una escultura mariana,
¡oh poesía! Exclamo tu palabra
como el aire que se expande
entre árboles, prados y casas
y con el nombre proprio
del verde futurista…
que el poeta siempre ama.
in, ediciones Cardeñoso, J.M. Dimas – Horizontes de Lenda, Vigo - Espanha, 2003. p. 029

Castelo de Lanhoso...
A inscrição «Crastinus aedificavit», aberta numa pedra que, segundo se dizia, existiu na torre de Menagem do roqueiro castelo de Lanhoso, podia induzir-nos, pelo menos aparentemente, a supor que a altiva construção era de origem romana. Isto viria, portanto, a dar à histórica fortaleza – quando não aparecessem documentos a destruir tal hipótese – uma respeitável vetustez, nem sempre fácil de concretizar, de momento, em monumentos daquela natureza, pelas sucessivas alterações, por vezes desde os alicerces, a que estiveram sujeitos no decurso dos séculos.
Realmente, se, como se julga, este Crastino foi o tribuno que apareceu, após a bárbara conquista de Numância por Cipião Emiliano, o vencedor de Cartago, a defender ardorosamente o domínio romano nesta parte ocidental da Península, temos de admitir que, de facto, remontam a mais de um século A.C. os primeiros fundamentos do castelo de Lanhoso.
É certo haver, também, sem que saibamos com que bases, o diga fundado no ano 75 da era actual, portando, ainda no tempo de Vespasiano. Outros, porém, o julgam simplesmente restaurado por este imperador.
De uma forma ou de outra, nunca deixaria de ser da mesma época.
Mal se diria, contudo, que as obras de restauro a que o submeteu a benemérita Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais haviam de confirmar plenamente o que da lapidar inscrição se inferia.
De facto, durante as escavações a que se procedeu na parte compreendida pela antiga praça de armas – então, pelo seu completo abandono de muitos anos, transformada em verdadeiro sarçal – a par de restos de construções antiquíssimas apareceu o envasamento de carácter nitidamente romano da torre de Menagem. Estava, assim, confirmado o que a tradição garantia.
Qual o pensamento a que teria obedecido esta construção em tão remotas? È de supor, uma vez que se julga coeva da ponte do Porto, não muito distante dali, que pela sua magnifica localização servisse de atalaia a parte da zona incorporada na antiga via militar, mais conhecida pela «Geira», que ligava, por Orense, a cidade de Braga à de Astorga.
Possivelmente outros povos que dominaram o noroeste peninsular utilizaram este castelo, como depois o fizeram, com a mesma confiança, os que fundaram a nacionalidade portuguesa. Assim, entre os demais que se erguiam em terra portucalense, inclusive o de Guimarães que se gozava da preferência de D. Teresa, ou para disfarce das suas leviandades de mulher com famigerado Conde de Trava, ou para maquinações políticas que tinham por base as ambições de independência já reveladas por seu defunto marido e por ela mantidas com notável e persistente firmeza; ora, ainda, para despacho de muitos e importantes actos que visavam a consolidar a sua posição como senhora do território que herdara.
Foi neste castelo que se estabeleceu a paz entre D. Teresa e D. Urraca, quando esta invadiu o Condado Portucalense, por motivo das desmedidas ambições da irmã. Como também a ele se recolheu D. Teresa quando, após o desastre de S. Mamede, seu filho Afonso assumiu as rédeas do governo.
Depois disso, são as lendas a povoar os muros da fortaleza.
Ali teria ocorrido um episódio romanesco, possivelmente exagerado, mas que a tradição se esforçou por manter até aos nossos dias.
Foi o caso do alcaide-mor D. Rodrigo Gonçalves Pereira, quarto avô do que viria o ser o beato Nuno de Santa Maria, ao ter conhecimento da infidelidade de sua primeira mulher D. Inês Sanches, haver planeado bárbara vingança em defesa da ultrajada honra.
Dirigindo-se a Lanhoso, encerrou, numa das dependências da fortaleza, sua mulher, o cúmplice, homens de armas, serviçais, enfim, todos os que ela julgava conhecedores e encobridores de tão ilícitas relações. E num acesso de mediato castigo lançou fogo ao castelo, ali perecendo culpados ou não e até os inocentes animais que faziam parte da economia doméstica.
Sem factos notáveis a ilustrá-los, assim permaneceu o castelo pelo rodar dos anos até que as inovações introduzidas na arte da guerra começaram a diminuir-lhe a importância de outrora. Isto fez com que muitos dos seus materiais fossem utilizados, em 1690, na construção de parte de um santuário que André da Silva Machado, rico negociante do Porto, ali mandou erguer em honra de Nossa senhora do Pilar. Já, então, além das depradações, a ruína o minava.
Eis como Crasbek o descreve, na sua linguagem simples mas expressiva, que já lhe conhecemos do castelo de Arnoia:
…Conçerva em pouca distancia do dito logar da povoa para a parte do Norte hum grande castello edificado sôbre um penedo em hua imensa altura que pellos vestígios que ainda conserva de muralhas e duas portas, hua de nascente, e outra do poente junto à Torre se reconhece ser inconquistavel, para o tempo em que fora fabricada assi o diz a Monarchia Lusitana cuja sobida era só por hum carreiro, em que hua só pessoa podia hir e só pella parte do naçente: sendo que hoje por devoção de algumas pessoas, se tem aberto hua estrada no mesmo rochedo, e posto por ellas varias Ermidas, com seos Torreões para os sette passos: obra em que ainda se trabalha nesta presente anno de 1724. A torre deste castello he de seis palmos de grosso, e quadrada, de 46 palmos por cada banda e tem de alto outros 46 e toda coroada de Ameias de 5 palmos de altocada hua: na face do Norte levantada do chão 16 palmos tem hua porta de 10 palmos de alto e 5 e meio de largo, por onde entrámos dentro della.
Agora restaurado no que ele tinha de mais sugestivo, lá continua a desafiar os tempos do alto do enorma rochedo que lhe serve de base e que o tornava inexpugnável. A seu lado, vêem-se os restos de uma povoação pre-romana postos a descoberto durante a abertura da estrada que serve.
Desta obra fez-se uma tiragem especial de vinte e cinco (25) exemplares
em papel <<>>, numerados e rubricados pelo autor
in, Ofic. Gráf. PAX, – Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Braga, 1956. p. 143
O Mosteiro de Fontarcada...

SERVIDA pela estrada de Braga a Cabeceiras de Bastos, encontra-se, passada que seja a Póvoa de Lanhoso, a cujo conselho pertence, a freguesia de Fontarcada, de sobejo conhecida pela sua história política e religiosa. Aquela, a recordar-nos as lutas fraticidas do século passado, com todos os espectaculosos desvarios da populaça amotinada à voz da famigerada «Maria da Fonte» – dali natural; a outra, a evocar-nos, em toda a sua irradiante espiritualidade, a beleza de uma era confiada, simplesmente, ao domínio da fé e da arte.
Falemos desta, por menos divulgada, se bem que represente uma das mais expressivas antiguidades do concelho.
Na segunda metade do século XI, o ardoroso cavalheiro D. Godinho Fafes, filho do Conde Dom Fafes Sarracim de Lanhoso, que morreu próximo de Coimbra lutando pelo rei D. Garcia contra as hostes do irmão D. Sancho, lembrou-se de fundar um mosteiro sujeito à Ordem de S. Bento.
Preferia, no entanto, que ficasse nas vizinhanças da casa paterna, em S. Martinho de Galegos, mas como não encontrasse lugar asado optou pelo fértil vale de S. Salvador.
Para esta decisão teria também influido a distância relativamente pequena a que se erguia o altivo castelo de Lanhoso, a cuja protecção, portanto, o futuro cenóbio podia ficar entregue, como se impunha naquele tempo de constantes sobressaltos, originados pelas ambições mais desmedidas.
Em 1067, mandou então ali construir uma igreja, com residência anexa, modesta, é certo, mas que de inicio satisfaria, tanto mais que não se destinava a comunidade numerosa.
Tudo isto foi entregue conforme seu propósito, aos monges de S. Bento, que imediatamente elegeram para seu superior a Frei D. João, tido e havido como de grande virtude e saber. Durou o seu mandato até 1082, ano em que, chorado por todos, faleceu com cheiro de santidade.
Entretanto, o convento progredia a olhos vistos, graças às doações que tinha e às esmolas que recebia da gente do lugar e de outras localidades, que ali acorria a assistir aos actos religiosos. Foi assim que, no século seguinte, os frades puderam enfrentar os encargos resultantes da construção do novo templo.
Tratava-se, agora, de um edifício de certo vulto, ao qual as ogivas iriam imprimir o carácter artístico da época, embora de transição. Patentear-se-iam, sobretudo, na entrada principal – cujo tímpano ostentaria a simbólica representação do Agnus Dei –, onde os arcos assentariam em seis colunas, quatro cilíndricas e as outras oitavadas; e igualmente nas portas laterais, cada uma dotada de quatro colunas cilíndricas. Por sua vez, os capiteis e bases, de variados e sugestivos recortes, onde a figura predominaria, seriam caprichosamente lavrados em granito da região. Uma formosa rosácea, do mais belo efeito decorativo, abrir-se-ia na monumental fachada deste soberbo templo, interiormente de uma só nave, elegante, extensa e inundada de luz.
Foi uma construção simultaneamente bela e sólida, destinada a projectar-se no futuro como símbolo de uma época de indesmentível espiritualidade artística e religiosa. E assim chegou aos nossos dias, se bem que alterada num ponto ou noutro mais por capricho dos homens do que propriamente pelas necessidades do culto. Um exemplo basta: – a incaracterística torre que desde há um século, por teimosia do pároco de então, prejudica tão formoso conjunto arquitectónico.
A par da igreja, também a residência se ampliava e melhorava, de maneira a poder comportar, em condições de amplo desafogo, todos os que a procuravam como refúgio da vida terrena. Uma frondosa mata com interessantes motivos decorativos, de entre os quais sobressaíam fontes jorrando abundância de água, completavam a grandiosa fundação de D. Godinho Fafes.
O convento de Fontarcada permaneceu com religiosos até ao tempo do Arcebispo Primaz D. Fernando da Guerra, que governou a Arquidiocese de Braga desde 1416 a 1467.
Ora, em consequência das guerras e do Cisma do Ocidente, muitas igrejas empobreceram e, por sua vez, o clero desmoralizou-se bastante. Era uma situação deveras crítica, que manifestamente se reflectia no prestígio da religião.
Então D. Fernando da Guerra, levado por notável zelo apostólico, entendeu começar pelo clero, tanto secular como regular, a reforma que se impunha. Assim, logo no princípio do seu governo obteve autorização do Papa Martinho V para converter em igrejas seculares muitos mosteiros onde já se não vivia regularmente. Os restantes seriam dados a Ordens diferentes daquelas a que pertenciam ou, então, unidos às respectivas casas maiores.
No tocante a mosteiros beneditinos, parece que o prelado foi excessivo em demasia, pois Frei Leão de S. Tomas queixa-se na Beneditina Lusitana de ele não ter unido às casas maiores nenhum dos que extinguira. Isto – acrescenta Frei Leão – permitia suspeitar que D. Fernando da Guerra convertia os mosteiros em igrejas para ter mais que dar, sendo preferível castigar os delinquentes por suas faltas de que extinguir aquelas instituições, sepultando-as para sempre.
È certo que, para muitas destas extinções ou uniões, o Arcebispo invocava sempre, como causa canónica, a pobreza ou a falta de recursos, resultantes das epidemias e guerras que tinham assolado o país.
Com respeito ao mosteiro Fontarcada, vemos D. Fernando da Guerra confirmar, 18 de Março 1424, como abade, Frei Gonçalo Borges, por renúncia do abade Vasco Martins. Em 4 de Setembro do ano seguinte, aquele foi exercer idênticas funções no mosteiro de S. Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Bastos, por morte do respectivo titular. Decorridos dois dias, o Arcebispo confirmava para Fontarcada, Frei Gonçalo Pereira.
Sabemos, depois que em 1437 era abade Frei Fernando, que em 1455 renunciou. Foi este o último superior de Fontarcada, pois em 10 de Maio daquele ano D. Fernando da Guerra reduzia o mosteiro a igreja paroquial.
Em 1465, o Arcebispo criava, na Sé Primaz, o Arcediagado de Fontarcada, com a obrigação de cantar missa no dia de S. Pedro e S. Paulo. Os seus rendimentos eram avultados.
Esta decisão do prelado levou o já citado Frei Leão de S. Tomás a comentar: «Bendito seja Deus, que por uma só missa se trocaram tantas, quantas os religiosos diziam no seu mosteiro».
Fontarcada foi couto, que tinha como donatário o próprio Arcediago. Este apresentava Juiz do Cível e dos Órfãos, um Procurador e um Ouvidor.
Compreendia além da de Fontarcada as freguesias de S. Gens de Calvos, Santa Maria de Rendufinho, Santo Estevão de Gerás, Santa Tecla, S. Martinho de Ferreiros, S. Julião de Covelas, Santa Maria de Moure e S. Martinho de Aguas Santas.
De tudo, como evocação preciosa duma instituição que foi grande, resta o artístico templo, considerado monumento nacional desde 16 de Junho de 1910.
Desta obra fez-se uma tiragem especial de vinte e cinco (25) exemplares
em papel <<>>, numerados e rubricados pelo autor
in, Ofic. Gráf. PAX, – Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Braga, 1956. p. 135
segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
A Freguesia de Sobradelo da Goma

Situada a cerca de vinte e cinco quilómetros da sede de distrito, Braga, e dez quilómetros da sede do concelho da Póvoa de Lanhoso, Sobradelo da Goma com uma área superior a onze quilómetros quadrados, possui um relevo muito acidentado, descansando no sopé da Serra do Merouço. A paisagem é granítica e verde, frescas e cristalinas as águas. Assim é a zona rural de Sobradelo da Goma. O Ribeiro Queimado, que tem nascente e foz na freguesia, constituiu, desde sempre, um motivo de fixação da população junto das suas férteis margens, propicias à agricultura.
Hoje em dia, com um terço dos seus naturais espalhados pelos quatro cantos da emigração, os residentes dedicam-se, na sua maioria, à arte do fabrico da famosa filigrana povoense.
O turismo tem também aqui fortes motivos de interesse e razões de desenvolvimento, com destaque muito especial para a Aldeia Turística de Carreira.
Constituem a freguesia os lugares de Alcouce, Berraria, Cabanelas, Carreira, Duquezas, Ferrador, Igreja, Igreja-Velha, Lameiras, Outeiro, Penas, Pinhel, Souto-Velho, Várzeas, Varzielas, Vilarinho De Baixo, Vilarinho de Cima e Vinha.
ARTESANATO

Travassos é, hoje em dia, o centro que mais preservou esta arte, embora também persistam alguns artistas em Sobradelo da Goma.
Apesar da industrialização crescente no trabalho do ouro, persistem ainda algumas oficinas tradicionais.
A técnica do trabalho do ouro, que remonta à nossa proto-história, persiste ainda hoje com um cunho puramente artesanal, neste pedaço de Minho.
Oliveira, Travassos e Sobradelo da Goma, no concelho da Póvoa de Lanhoso, formaram um núcleo importantíssimo na arte do ouro.
Os objectos típicos e exclusivos dos nossos ourives são as argolas batidas e as contas de colar ocas que podem ser "cobertas" ou "torcidas". A filigrana é unicamente produzida em Travassos e Sobradelo da Goma. No entanto também se produzem outros objectos de ourivesaria tradicional como brincos e argolas, cruzes de Malta, terços de contas e muitos outros que saem das mãos destes mestres do trabalho do ouro.
A FILIGRANA

A filigrana, a arte de trabalhar finíssimos fios de ouro ou prata e, soldando-os ou enroscando-os, obter com eles os mais variados desenhos, é uma arte verdadeiramente popular, de características puramente artesanais. Dois tipos de filigrana são conhecidos, a filigrana de aplicação, utilizada na decoração de formas tradicionais, e a filigrana de integração em que a jóia, de forma tradicional ou não, é composta unicamente por filigrana.
O oleiro, o ourives na filigrana, o feitor de jugos principalmente, para citar só os três, revelaram-se os mais seguros e fiéis adeptos da arte nacional. Eles nos conservaram o alfabeto de formas decorativas mais rico, mais variado, mais puro, mais genuíno que uma nação pode apresentar." (Joaquim de Vasconcelos, 1908)
O Norte de Portugal é, desde há séculos, o local preferido pelos ourives para instalarem as suas oficinas, o que poderá estar relacionado com a existência de minas de ouro nesta região, algumas exploradas pelo menos desde a Romanização.
A riqueza aurífera do Noroeste da Península Ibérica é testemunhada pelos relatos de autores clássicos e confirmada pelos vestígios arqueológicos de antigas explorações mineiras, espalhadas um pouco por todo o Norte do País. Autores como Estrabão e Plínio falam da abundância de ouro nos rios da vertente Atlântica como o Tejo, Douro, Lima e Minho.
A abundância de metais preciosos permitiu que aqui se desenvolvesse uma rica ourivesaria, fazendo destas terras uma das regiões privilegiadas de todo o Mundo Antigo.
A técnica de trabalhar o ouro, que remonta à nossa proto-história, persiste ainda hoje, em Travassos, com um cunho marcadamente artesanal.
Há duas hipóteses, ambas carecendo de investigação, para a justificação do desenvolvimento da ourivesaria nesta região. Seria o Ave um rio com areias auríferas, já que as freguesias de Travassos e Sobradelo da Goma (concelho da Póvoa de Lanhoso) e Castelões (concelho de Guimarães) se dispõem nas suas margens? Ou será um túnel existente em Travassos (que se pensava ser uma mina de água desactivada, mas que se descobriu possuir respiradouros), afinal uma antiga mina de exploração aurífera?
in, Sit de freguesia
Encenação de Cristo,
Associado às festas da Senhora da Goma

A encenação de Cristo é ao fim ao cabo uma peça de Theatro, que se realiza ao vivo pelo Grupo Desportivo da Goma à mais de meia dúzia de anos consecutivos. Este cenário é dos poucos eventos bons, que se fazem em Sobradelo da Goma e na Póvoa de Lanhoso. Os primeiros passos desta iniciativa começou no centro da freguesia no dia de Páscoa, mas como era preciso mais espaço mudaram para o campo de futebol, pois ali naquele local podiam e podem fazer mais e melhor, e têm capacidade de ter muita gente a assistir nas bancadas do polidesportivo. Bem quanto à localização os mais velhos não estão de acordo, e muito menos quanto ao dia, pois também trocaram o dia de Páscoa pelo dia da Senhora da Goma. Mesmo assim e apesar da contradição de muitos paroquianos, o Senhor Padre Aquilino Pereira deu abertura à cerimónia.
Porém a Encenação de Cristo esteve à altura das expectativas, bem organizada e com dinamismo apesar da chuva e o sol andarem a palrar massa, a chuva fez-se sentir principalmente quando (Cristo) estava no Monte das Oliveiras. Dizia-me o Senhor Pitães, que aquela chuva vai ajudar ao filme, pois fica mais original, foi pena por outro lado, sendo que teve menos gente e alguma dela foi mesmo embora. Na encenação quando os reis abrigavam (Cristo) a levar a cruz às costas, o povo gritava; - Crucificai-o, e eu, com a voz mais hostil, dizia: Matai-o… Vale a pena voltar sempre para ver a Encenação de Cristo para os anos que se esperam. Em nome do Grupo, agradeço a todos aqueles que participaram e assistiram ao êxito. Um abraço.
“Quelhas”
Festividade N` aldeia

O Vira, o Malhão e o Corridinho,
São musicais populares do Minho,
Sobradelo da Goma não fica indiferente,
Desde o lugar da Vinha, Várzeas e Vilarinho.
E em qualquer outro cantinho.
Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, enfim,
Para alegrar pela noite dentro.
As festividades que se advinham.
O Folclore, o Desafio e o Popular,
São musicais populares da região,
Sobradelo da Goma não fica indiferente,
Desde a serra da Cabreira, Carvalho e Marão.
Ou da Pedra que fala então.
Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, enfim,
Para alegrar pela noite dentro.
As festividades que se advinham.
Vem a festa da aldeia e os arraiais,
A Senhora da Goma;
A festa do Senhor, o St. António e a S.ª do Pilar,
Os Mordomos e o povo da aldeia;
Asseiam,
A Igreja, as Capelas e os Andores;
Não faltando Foguetes pelo ar.
E o Abade vai na procissão;
Com o Pregador e os Populares.
Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, enfim,
Para alegrar pela noite dentro.
As festividades que se advinham.
O coração do Minho é D’ouro,
Onde Sobradelo da Goma se integra;
Afinal…
A Barragem das Andorinhas e a Filigrana em ouro,
O percurso pedestre e a aldeia turística de Carreira,
O grupo desportivo da Goma e o Conjunto musical.
Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, enfim,
Para alegrar pela noite dentro.
As festividades que se advinham.
O Vira, o Malhão e o Corridinho,
São musicais populares do Minho,
Sobradelo da Goma não fica indiferente,
Desde os Doces a Cerveja e o Vinho,
E o Fumado cazeirinho.
Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, enfim,
Para alegrar pela noite dentro.
As festividades que se advinham.
Ao nascer do sol ou ao sol poente,
Treinam os Raios de Sol, então,
Para alegrar pela noite dentro,
As festividades a norte, a sul ou a centro;
Senão…
Hoje à Senhora da Goma de amor e coração.
Rua do (Quelhas)

Joaquim Gonçalves
Sargento „Quelhas“
Da Vinha ao Outeiro,
De Várzeas e a Vilarinho,
Há muitas estradas,
Quelhas; E muitos caminhos…
Estas palavras vão para a Junta da Goma
Por seu neto querer por;
“Rua do (Quelhas) no lugar de Varzielas”
Por o Avô ter sido Sargento na Guerra Mundial, 1914/8
“Rua do Sargento Quelhas”
Porem caracterizava com alento.
Aqui fica meu pedido como herdeiro,
A Sobradelo da Goma e seu Presidente;
E à pessoa do Secretário e Tesoureiro.
HINO DA FREGUESIA DE SOBRADELO DA GOMA

Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.
É Sobradelo da Goma
Começa no lugar da Vinha
Que fica mesmo encostado
Á Barragem da Andorinha
Nela há dezoito lugares
Um deles é Pioneiro
Que é o de Vilarinho
D’onde se vê o Sameiro
Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.
Tem um pouquinho de tudo
Do agricultor ao ferreiro
Também existe ourives
E até um marceneiro
Tem quatro festas no ano,
Uma delas em louvor
De Jesus Cristo Divino
Qu’é o nosso salvador
Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.
Tem o Grupo Desportivo
Que serve a freguesia
E para os nossos velhinhos
Existe Centro de dia
Fica entre quatro concelhos
Guimarães, Fafe e Vieira
E a Povoa de Lanhoso
Que é a terra de primeira.
Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.
Letra e da música: Abel Ribeiro Poças
Arranjos musicais: Paulo Gonçalves
Pontão, Sobradelo da Goma

Há anos conversávamos muito enquanto almoçávamos.
Os temas eram diversos, sobretudo sobre a freguesia em que, o meu querido amigo era presidente de freguesia.
E dizia-me:
- “Hei-de conseguir fazer uma praia fluvial no Pontão”.
- “No pontão?”.
- “Sim no Pontão”.
- Já meti o projecto e estou á espera de candidatura seja aprovada. Vai ser no meu mandato que irei concretizar este sonho de fazer da nossa freguesia um lugar de laser e turismo…
Bem, não sei se este projecto que, o meu amigo Aristides Costa, presidente da junta de Sobradelo, viu aprovado, foi aquele de que, o nosso amigo David Oliveira Guimarães, já falecido, me falava tanto. Seja como for, quando tiverem este local aprazível e quando o inaugurarem, não se esqueçam de lembrar um nome que tanto amou a terra e honrá-lo, que, ele bem merece.
In, arquivo de colecção de jornais do autor
João Carlos Veloso Gonçalves “ Quelhas”
Evento Cultural: Ajudar a casa do Benfica a crescer...
Sobradelo da Goma
Comunicação à imprensa:

EVENTO CULTURAL NA CASA DO BENFICA DA PÓVOA DE LANHOSO
Data: 09 de Junho de 2007
Horário: 20h00
No âmbito do seu plano de actividades a Casa do Benfica da Póvoa de Lanhoso, promove o 1º e 2º Evento Cultural denominado “AJUDAR O BENFICA A CRESCER”.
Conjuntamente com esta actividade realiza-se a Festa da 2ª edição do Livro “INSPIRAÇÃO DO COMPOSITOR” da autoria do escritor local Quelhas, pseudónimo de João Carlos Veloso Gonçalves que é ao mesmo tempo o mentor desta iniciativa.
Em paralelo decorre uma exposição colectiva que envolve várias sensibilidades de arte a convite do autor povoense. Desde a pintura NAIF, com trabalhos do multi-premiado Zé Maria. Artesanato com a assinatura de Loureiro, trabalhos em Robótica de Domingos Ferreira. Aguarelas de Amaro Lopes, Artes de Jorge Nascimento e Ana Barbosa. Escritores presentes, P.a Aquilino Pereira, Cunha de Leiradella, José Oliveira, Domingos Ferreira, Fotografia de Martinho de Sousa e Bárbara Raquel, som de teclado de Nelson Fernandes, Concertina de Manuel Vieira e claros textos de João Gonçalves “ Quelhas”.
Os presentes podem associar-se á festa integrando-se com a leitura de poemas do autor exposto.
Esta será a primeira grande iniciativa cultural da Casa do Benfica da Póvoa de Lanhoso, que assim procura desenvolver o gosto pelas artes dos associados da Casa do Benfica e das populações.
Vice Presidente da casa do SLB

Foi aqui que eu nasci, a Norte – Nascente, na frescura do rio Ave
sábado, 13 de Dezembro de 2008
MUSICAS E IMAGENS DA MARIA DA FONTE
Póvoa de Lanhoso no seu melhor

Póvoa é um horto, um jardim;
Uma estátua de foice na mão;
Um castelo no cimo de um montão;
Uma montanha e barbeitos de encantos sem fim...
Uma Câmara iluminada;
Um amontoado de granizo no Castelo de Lanhoso;
Uma capela branca entre calçada;
Uma Igreja de culto grandioso...
Uma mata de arbustos e animais selvagens;
Um várzea lá no fundo com ramada;
Um rio com duas margens;
Uma romaria afamada...
Um campo de milho e trigo;
Uma ramada de verde vinha;
Um pintassilgo cantando no cultivo;
Um forasteiro que caminha... –
A Vila no CORAÇÃO do Minho...
Póvoa de Lanhoso no seu melhor 2...
– Um rio com praia fluvial no Verão;
Uma barragem d’água límpida que abastece o Município;
Um pescador de trutas num pontão;
Uma torneira de água fresca num precipício...
Um tanque num quintal;
Uma rotunda com chafariz;
Um canto de pardal;
Uma corrida de perdiz...
Uma piscina de água potável;
Uma estrada comprida de rectas e curvas;
Uma cerveja afável;
Um perigo constante na afinidade das chuvas...
Um ambiente calmo ao fim de semana;
Um dia de Verão quente que na praça acontece;
Uma celebridade que se afama;
Um bêbado que não sabendo beber esmorece...
Um rancho em traje regional;
Um ar puro e ameno no sol poente;
Uma visita de um Cardinal;
Uma nuvem cristalina em noite de lua crescente...
Uma cerveja fresca na praça;
Uma conversa da treta;
Um amigo que se encontra e abraça;
Um emigrante que se enfia na greta...
Uma manhã de calor que volta a nascer;
Um bar que começa a abrir e trabalhar;
Um homem embriagado que começa a beber;
Uma fotografia para mais tarde recordar...
A Vila no CORAÇÃO do Minho!
O Autor inspirado na vida e no pensamento...
Elogios frases e cortas na casaca
Fotos: autor das fotografias "Quelhas"

Câmara da Póvoa de Lanhoso - Natal - Portugal

Câmara da Póvoa de Lanhoso eluminada - Portugal

Casa da Botica eliminada - Biblioteca P.V.L. - Portugal
Monumento das Comemorações - Foral 150 anos - Portugal
Monumento da Comemorações eluminado - Portugal
Casa do Pai Natal eluminada - Taíde - P.V.L. - Portugal
Pinheiro abstracto de Natal eluminado -P.V.L. - Portugal
Capela de Àguas Santas -P.V.L. - Portugal
Igreja de Garfe - P.V.L. - Portugal

Pelourinho de Moure - P.V.L. - Portugal
Coreto da Misericórdia - P.V.L. - Portugal
Monumento ao António Lopes - P.V.L. - Portugal
Santa Casa da Misericórdia - P.V.L. - Portugal
Rotunda do Foral dos 150 anos da M. Fonte - Portugal

Ponte do rio que dividia Fontarcada e Lanhoso - Portugal

Chafariz espelhado 25 de Abril - Comt. L. P. Silva - Portugal
Vista das piscinas antes dos museus em betão - Portugal

Helicóptero abastecer nas piscinas municipais - Portugal

Chafariz - espelho de àgua - centro da vila P.V.L. - Portugal

Corredor do centro para a ponte do pontido - P.V.l. - Portugal

Jardim António Lopes ao pé do Teatro Club - Portugal

Jardim Ant. Lopes -Teatro - antigos bombeiros - Portugal

Maria da fonte 1.a - antes do Chafariz - centro - Portugal

Maria da Fonte 2.a - rotunda 25 Abril - Av. Rép. - Portugal

Igreja de Sobradelo da Goma - Museu do Ouro - Portugal

Minha morada terrena - aqui jaz Mãe & Pai - Portugal

People - Pessoas
Sexiest - Mais sexy
Man - Homem
alive - vivo
França - foto tirada em andamento - Igreja - França

Igreja dos Clérigos -Porto - Portugal

Imagem de nossa Senhora de Fátima - Fátima - Portugal

Santuário de Fátima - Fátima - Portugal

Penafiel - Bom Jesus - Penafiel - Portugal

Caminho de S. Tiago de Compostela - Espanha

A caminho de S. Tiago 1 - Espanha

A caminho de S. Tiago 2 - Espanha

S. Tiago - estátua em carne e osso - Espanha

S. Tiago - Musico ambuante - Espanha

S. Tiago - monumento pré-romano - Espanha

S. Tiago - Catedral de S. Tiago - Espanha

S. Tiago de Compostela a caminho de casa - Espanha
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Valença do Minho - o sexo da arvore - Portugal

Amares - macaco solto em liberdade - Portugal

Mosteiro da Batalha - Portugal

Fátima - Arcebispo de Primás Braga- Portugal
Nascer do Sol - França

Anoitecer - França

A caminho da Suíça - Espanha

Onde moro - Zürich - Suíça
livros passam também pela cultura
- João Carlos Veloso Gonçalves
- Braga, Póvoa de Lanhoso, Portugal
- Zürich, cidade fantasma, da evolução e da parvalheira... A visão de um recém-chegado à vida e à terra Helvética por Exa.
"O livro da criança"
Apresentação de livro na LusoLivro. "Quelhas" e Cônsul em Zurique, Conselheiro das Comunidades Portuguesas na Suíça
"O livro da criança"
Teatro Clube. "Quelhas" e Colaboradores no livro, escritor Domingos, poetisa de Arosa, elementos do grupo "Raios de Sol"
"Inspiração do Compositor"
Lancamento de livro no Cine Convívio Fura. "Quelhas" e professor escritor Bento Silva
"Inspiração do Compositor"
Festa do livro no SLB da Póvoa de Lanhoso. "Quelhas" e Zé escritor, Jorge artista plástico, Leiradella romancista, Domingos escritor e robotico
vídeos und música

VEJA ESTE VÍDEO
http://www.youtube.com/watch?v=u5HI1ZDzwXE
OIçA ESTAS MUSICAS
http://www.youtube.com/watch?v=Tnzy2KS9IVs
http://www.youtube.com/watch?v=E5kdbIfb25I
http://www.youtube.com/watch?v=i6Uy2rRIuxk
http://www.youtube.com/watch?v=GIcyC4QC944
http://www.youtube.com/watch?v=5G77cgxXKA8
http://www.youtube.com/watch?v=Eb_1wFBQfo0
http://www.youtube.com/watch?v=YLW_GCI88cA
1001 Desenhos Animados - Theatro
1001 Desenhos Animados
Theatro
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Era uma vez uma menina que se chamava Alice, e gostava muito, muito de ler, escrever e pintar desenhos animados, dançar e cantar, era apenas divertida e alegre.
Alice andava na escola na terra de ninguém, sim de ninguém…
(Exclama)
- A terra era de todos!
Na turma de Alice havia muitos meninos e meninas e todos eles gostavam dela.
A menina Alicinha, era a melhor aluna na sua turma e na escola.
A Bela Adormecida era a menina mais fraca na sua escola.
Pois estava sempre desatenta, dormente.
A Bela Adormecida – (Pergunta)
- Alice como se escreve `h´istória? É com uma H ou com um I?
Alice no país das maravilhas – (Exclama)
- Bela não adormeça, está atenta às aulas!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Alice no país das maravilhas, era assim que ela designava a sua terra, apesar de haver pessoas do poder na terra dos Dinossauros.
(Exclama)
- Os grandes!
Que só eles faziam o que queriam, e ainda lhe sobrava tempo.
Embora o Rei leão na sua selva fosse o maior, assim como o Super-homem, o Homem aranha, o Obelix e Asterix, o Sandokan e Look & Look. Os cowboys.
Todos: (Exclamam)
Rei leão – Super-homem – Homem aranha Obelix e Asterix – Sandokan e Look & Look - Peter Pan - Tom & Jerry
- Menina linda e inteligente, se precisares da gente podes contar connosco!?
Alice no país das maravilhas – (Responde)
- Está bem, está bem, muito agradecida senhores.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
A Alice era um génio, talvez por isso tinha muitos amigos, Heidy & Pedro, a Pocahontas, a Cinderela e muitos mais meninos.
Todos: (Exclamam)
Heidy & Pedro – Pocahontas - Cinderela - Menina e os 7 anões)
- Amiguinha logo vem com a gente tomar um lanche que nós pagamos por todos!
Alice no país das maravilhas – (Exclama)
- Não, não, pois eu não quero incomodar e abusar da sorte que tenho!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
O pai de Alice nunca deu grande importância à sua filha, já a mãe sim, estava sempre do lado dela, só que esta morreu muito cedo.
Alice viu-se desamparada da mãe, o pai não lhe dava apoio moral, mas ela procurava algum refúgio nos amigos, para contar as suas mágoas, as suas aventuras e segredos.
Os colegas, Gasparzinho, o Principezinho e Aladdin eram amigos do sexo aposto, com quem ela podia contar para seu consolo, mais que as amigas apesar de serem de sexo igual, tinha mais confiança neles.
Alice no país das maravilhas – (Exclama)
- Meus amores, eu queria partilhar com vocês um segredo, que não consigo partilhar com meu pai, estou a ficar mulher e quero me preparar para quando isso acontecer!
Todos: (Respondem)
Gasparzinho – Principezinho e Aladdin
- Sim, claro que podes contar connosco e desabafares os teus segredos que serão inteiramente confiados.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Alice cresceu e saiu da escola, guardou todos os trabalhos árduos da escola para recordação, os testes, as pinturas de desenhos animados e trabalhos manuais.
Alice gostava muito de ler, escrever e pintar, dançar e cantar, era apenas divertida, e depois de sair da escola, sempre que podia, praticava sempre estas modalidades e estes prazeres.
A menina Alice no país das maravilhas, era assim que ela o designava a sua terra, enquanto andava na escola, que depois de sair da escola, e depois de ter perdido sua mãe, tudo deixou de ter sentido.
Alice no país das maravilhas – (Pedindo)
- Pai, quero preparar o jantar e não tenho nada para fazer, vá pelo menos buscar alimentos para eu cozinhar!
Pai de Alice – (Responde)
- Sim, sim, desculpa-me minha querida filha, eu sinceramente não sei bem a lida de casa, agora é que sinto a falta da tua mãe!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Mais tarde, Alice, arranjou trabalho como criada, os Palhaços faziam troça dela, a Bruxa má, enfeitiçava-lhe a vida, mas Alice venceu sempre os fracos, moralmente.
Todos: (Rindo)
Palhaços – Bruxa má - Transformas
- Há, há, há, há, há, há…
- Eh, eh, eh, eh, eh, eh…
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Alice enquanto trabalhava, quase todos os meninos da idade dela, ficavam por casa sem fazer nada, apenas brincavam, a Anastácia, a Branca de neve, a Cabelo dourado e a Bela Adormecida andavam sempre a saltar à corda, jogar à macaca e a cantar na rua, alegres e contentes.
Todos: (Perguntam)
Wien i puhn - Anastácia – Branca de neve – Cabelo dourado
e Bela Adormecida
- Anda brincar connosco Licinha?!
Alice no país das maravilhas – (Responde)
- Não posso, tenho que ir servir para ganhar algum dinheirinho para ajudar em casa, que agora só tenho o meu pai a ganhar!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Alice coitada trabalhava na patroa, para espantar a tristeza, cantava, depois ainda ia trabalhar para casa, perdeu toda a liberdade que tinha na escola, tinha pelo menos uma vizinha que lhe dava fraternidade, de vez enquanto ia até à casa dela à noite.
Alice no país das maravilhas – (Impõe-se)
- Pipi das meias altas, vem cá, limpa-me a loiça para depois irmos juntas ver os desenhos animados, Tom & Jerry.
Pipi das meias altas – (Refere)
- Nem precisavas de dizer nada, sabes que venho cá para te ajudar um pouquinho, e depois desfrutarmos as duas juntas o filme, 1001 desenhos animados!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Á medida que a Alice ia crescendo, tanto moralmente, como fisicamente, amadurecendo, começou a namorar com um amigo.
Namorado de Alice – (Pede)
- Amorzinho dá-me um beijinho…
Alice no país das maravilhas – (Responde)
- Mas ainda é muito cedo para isso!
Namorado de Alice – (Humor)
- Não é nada cedo, já são duas da tarde e mais já namoramos à uma hora…
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Alice quando começou a namorar apaixonou-se, e começou a inspirar-se nesse bem-querer, para escrever poemas d´amor.
Os Daltons, os ladrões de sonhos, queriam a todo o custo separar Alice do Namorado, o Pinoquio mentia com todos os dentes acerca da pequena, mas nunca conseguiram a proeza de os separar.
A Capuchinho Vermelho deu-lhe sempre força contra aqueles que lhe queriam mal.
Capuchinho Vermelho – (Exclama)
- Não ligues a ignorantes e houve só o teu apaixonado!
Alice no país das maravilhas – (Responde)
- Pois é isso que eu faço, faço ouvidos moucos…
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Quando Alice não tinha ninguém para desabafar, brincava em casa com o Gato das Botas, com os cães Dropi & Pluto e com os ratos Mickey & Minie.
Dropi & Pluto – (Ladrando)
- Ao, ao, ao, ao, ao, ao, ao, ao, ao, ao, ao.
Gato das Botas – (Miando)
- Miau, miau, miau, miau, miau, miau, miau, miau.
Mickey & Minie – (Chiando)
- Chi, chi, chi, chi, chi, chi, chi, chi, chi, chi.
Simba – (Berrando)
Meeeee, meeeee, meeeee, meeeee, meeeee.
Alice no país das maravilhas (Exclama)
- Meus animaizinhos, vocês são a maior alegria quando estou sozinha!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Alice como todos os dias ia trabalhar arduamente, mas mesmo assim tinha sempre algum tempo para se dedicar à leitura, à escrita, ao desenho, aos gatos, cães e ratos, aos amigos e ao seu pai.
Certo dia, Alice entendeu comprar um computador, para digitalizar os seus 1001 desenhos animados, a sua escrita de poemas d´amor e também as fotos dos seus amiguinhos.
Alice no país das maravilhas (Pedindo)
- Gasparzinho meu fantasma, vem a minha casa instalar-me o PC e ensinar-me as coisas mais praticas sobre ele.
Gasparzinho - Princepezinho (Responde)
- Claro, Alice, sempre ao teu dispor, os amigos são para estas alturas e ocasiões.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Alice a partir daí aprendeu a teclar, colar imagens e imprimir, pelas suas próprias mãos e inteligência, apenas teve uma lição simbólica do amiguinho.
Um dia ao acaso, a Pantera cor-de-rosa foi lhe fazer uma visita a casa, surpreendeu-se com o que viu e gostou.
Pantera cor-de-rosa – (Exclama)
- Tu tens jeito colega Alice!
- Deverias fazer um livro!
- Tens aí muita matéria interessante, poemas, canções, histórias de vida e pinturas com desenhos animados!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Depois desse dia e após a amiga lhe ter proporcionado este momento agradável, foi um ápice da escrita ao livro.
Alice no país das maravilhas – (Exclama)
- Mas como eu vou fazer um livro se não tenho dinheiro!
- Não tenho um professor para corrigir!
- Se nem conheço uma tipografia!
- Se não tenho um editor!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Pus os neurónios a funcionar e pensou ir à procura de algo, perguntou a alguns escritores como era que se processava para concluir um livro, para vender nas livrarias, amigos e público em geral.
A amiga foi-lhe razoavelmente correcta.
Alice no país das maravilhas – (Pergunta)
- Pantera como se faz para lançar um livro?
Pantera cor-de-rosa – (Diz)
- Não é fácil, fácil é para os grandes escritores, que tem já uma editora para editar e distribuir os livros, mas como vivemos numa sociedade miserável que nos desprezava, enquanto autores regionais e desconhecidos é um todo difícil.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Procurou mais amigos, o professor Peter Pan, que lhe corrigiu o livro dos 1001 desenhos animados.
Uma editora regional, pertencente a Nemo, o peixe palhaço.
Duas editoras regionais, a do boneco Nody, este com pouco capital, talvez lhe interessasse o conteúdo do livro, pois o interesse era outro, a parte financeira, a Alice pagava os livros e a editora andava a vender a obra sabe-se lá quanto tempo, e o lucro era apenas uma mísera.
Nemo – (Promovendo)
- Alice vai buscar patrocínios e depois fazemos a obra na minha editora…
Alice no país das maravilhas – (Exclama)
- Ora essa, ora essa!?
Nemo – (Refere)
- Bem, se não queres vai à gráfica, a esta gráfica que te vou escrever neste papel, e diz que vais a meu mando.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Alice pensou, talvez aqui haja gato, será que ele vai ter comissão!
Se não ganha de uma maneira ganha de outra!
Pensou melhor, e para não se enforcar foi ter com uns conhecidos de confiança, que trabalhavam num centro de cópias.
Alice no país das maravilhas – (Pergunta)
- Olá, como estão meus caros amigos!? Bem?
Três Porquinhos – (Respondem)
- Claro que sim, estamos bem.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Os Três Porquinhos, perguntaram a Alice a que se devia aquela visita.
Licinha apenas lhe respondeu que queria fazer um livro e precisava de um apoio honesto e amigo, apenas simbólico.
E logo estes amigalhaços propuseram-se a ajudar a pequena e humilde Alice, levaram-na à tipografia e apresentaram-lhe os donos da instituição gráfica.
Três Porquinhos – (Apresentando)
- Apresento-vos a nossa conterrânea amiga.
Alice no país das maravilhas – (Apresentando-se)
- Sou Alice, muito prazer, tenho aqui o meu livro em PEN intitulado, 1001 Desenhos animados.
Aristogatos – (Agradecem)
- Muito prazer, só pela sua coragem vamos lhe editar o livro, mesmo sem editora, será com edição de autor.
Alice no país das maravilhas – (Exclama)
- Sim, pois claro, é um privilégio para mim!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
A partir desse momento o sonho começou a tornar-se realidade, só faltava dinheiro, embora estes empresários facilitassem os pagamentos, e só depois da venda do livro pagaria o custo deles.
A menina Alice pensou como havia de fazer, mas como era muito inteligente, lembrou-se de ir pedir novamente apoio, desta vez ao presidente da sua terra.
Alice no país das maravilhas (Saudando)
- Boa noite senhores Simpson’s, é com enorme prazer que os visito, e também por uma boa causa, a cultura pela leitura.
Simpson’s (Agradecendo)
- Obrigado, muito bem vinda menina Alice, bons olhos a vejam!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Os membros, que representavam a sua freguesia, imediatamente lhe deram ouvidos, apoio moral e financeiro, e para além disso mandaram-na ir a todas as freguesias do concelho, e à sede do município, no país das maravilhas.
A menina que queria ser escritora, arranjou uma artimanha, para que tudo funcionasse às mil maravilhas, e sem prejudicar ninguém, somente fazer chegar os seus livros a todo o concelho e escolas, divulgá-los.
Mas para seduzir as pessoas que estavam à frente do poder local, tinha que arranjar algo que as fascinassem, para além da escrita em si, os poemas d´amor, canções, histórias de vida e pinturas com 1001 desenhos animados!
Foi assim que Alice fez, foi à Internet e copiou, colou, todos os brasões de sede de freguesias do concelho e de freguesias vizinhas, na sub-capa do seu livro, que já tinha paginado e feito um esboço.
Dirigiu-se à sede do concelho, ao João Ratão e Carochinha, às juntas de sede de freguesia, e uma a uma, correu-as todas com muito sucesso.
Em todos os lados que passava, a conversa era quase sempre a mesma, Alice já levava a lição estudada de casa, e se levava.
Alice no país das maravilhas (Referindo)
- Boa tarde Ex.mos senhores Dinkuik´s, eu sou a Alice e venho cá para pedir a vossa colaboração no meu livro, 1001 Desenhos animados, com edição de autor, de poemas d´amor, canções, histórias de vida e pinturas com desenhos animados, assim como o brasão de vossa terra!
Dinkuik´s (Aprovam)
- Boa tarde menina Alice, penso ser de veras interessante, vamos participar no seu projecto e oferecer aos meninos da nossa escola.
Hansel & Gretel (Participam)
- Você não mora nestas bandas, mas pela cultura e já que ela é universal e transparente vamos apoiar o seu projecto.
Alice no país das maravilhas (Referindo)
- Boa tarde Ex.mos senhor Patinho feio, eu sou a Alice e venho cá para pedir a vossa colaboração no meu livro, 1001 Desenhos animados, com edição de autor, de poemas d´amor, canções, histórias de vida e pinturas com desenhos animados, assim como o brasão de vossa terra!
Patinho feio (Reprova)
- Boa tarde menina Alice, aqui não me parece ser a Santa Casa da Misericórdia, pois vou falar com os outros presidentes se eles aderiram ao livro!?
Alice no país das maravilhas (Referindo)
- Boa tarde Carochinha, boa tarde João Ratão, o assunto que me trás aqui são os livros com edição de autor e, venho tentar a minha sorte, pela cultura, pelo prazer e pelo convívio.
Carochinha e João Ratão (Aprovam)
- Pois podes contar connosco sempre.
- É um prazer ter-te por cá por uma boa causa.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
A quase todos participaram na aventura de Alice, menos alguns, poucos, que talvez não dessem valor à cultura ou então por desconfiança e mau feitio, por serem os Dinossauros da terra, que lhe deu o poder.
Todos: (Perguntam)
Dinkuik´s, - Simpson’s -
Carochinha e João Ratão - Patinho feio
- Quanto custa na participação do livro?
Alice no país das maravilhas (Responde)
- Gratuito, apenas podem adquirir alguns exemplares, quando a edição de autor estiver concluída e a um preço dentro do valor estético e artístico dos livros.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Assim foi, a Alice estava mesmo do país das maravilhas, onde nem tudo era maravilhoso, pois tinha-lhe faltado a mãe muito nova, o pai não sabia muito bem lidar com ela, nem com a lida da casa.
Alguns amigos faziam troça dela, quando ela foi trabalhar, mas podia contar sempre com alguém, a Capuchinho Vermelho, a Bela Adormecida, a Heidy & Pedro, a Pocahontas, a Cinderela, o Peter Pan, o Rei leão, o Super-homem, o Homem aranha, o Obelix e Asterix, o Sandokan e Look & Look, a Anastácia, a Branca de neve, a Cabelo dourado, a Bela Adormecida, o Gasparzinho e a escritora, Pantera cor-de-rosa e outros mais.
Então foi ter com os Aristogatos, e os Três Porquinhos, e estes copiaram-lhe o livro para um programa próprio.
No final foi levantar o livro, trouxe-o, sem pagar um tostão furado, pagava só depois quando vendesse os livros, e assim foi fácil.
Entregou então os livros nas terras que lhe disseram que sim, passou um recibo, fez uma dedicatória a cada membro de junta da freguesia, conversou, ganhou mais amigos.
Alice no país das maravilhas (Dialogando)
- Ofereçam os livros nas vossas escolas para incentivar as crianças a ler pela cultura da leitura.
Dinkuik´s, - Simpson’s (Dialogando)
- Claro, Alice, foi por esse motivo que nós colaboramos!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Alguns optaram por dar um livro a cada membro de sede de freguesia, a alguns amigos intlectuais, professores, médicos e padres.
Outros por sua vez, darem, um para cada sala de aulas, outros, um a cada criança da escola, e alguns por desmazelo deixaram-nos na sede de freguesia a ganhar pó.
Alice até foi ao estrangeiro vender livros, pediu ao seu conterrâneo, Bibip, que fazia transportes para o estrangeiro para lhe levar alguns pacotes de livros para vender por lá, onde viviam alguns dos seus irmãos, Barby, Bana & Flafe.
Também foi um sucesso grandioso, vendeu livros aos amigos e desconhecidos, que se tornaram amigos depois de comprarem o livro, Dumbo, Bambi, Madagáscar, a Dama e o Vagabundo, a Bela e o Monstro.
Vendeu praticamente livros a pessoas que eram emigrantes, mas de diferentes países do mundo, dos cinco continentes e a falar português, estudarem português ou trabalharem com portugueses, e casados com portugueses.
Todos: (Perguntam)
Dumbo – Bambi – Madagáscar -
A dama e o Vagabundo - A Bela e o Monstro
- Quais são as tuas habilitações literárias?
Alice no país das maravilhas (Responde)
- Apenas o sexto ano de escolaridade, ando agora a concluir o nono ano, está para breve.
Todos: (Reconhecem)
Dumbo, Bambi, Pato Donald, Madagáscar
- Parabéns pelo livro, está engraçado!
Alice no país das maravilhas (Agradece)
- Obrigado, muito obrigados.
Todos: (Apoiam)
A Dama e o Vagabundo, A Bela e o Monstro
- Bom sucesso menina escritora.
Alice no país das maravilhas (Agradecendo)
- Agradecido, mesmo de coração.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
O sucesso foi de tal forma que Alice teve que reeditar novamente o livro, 1001 Desenhos animados de sua autoria.
Este sucesso deveu-se à consistência de Alice, apesar de muitas dificuldades nunca desistiu, teimou sempre, foi honesta com os editores, Nemo e Nody.
Com os Três Porquinhos do centro de cópias, e com o Aristogatos da tipografia, e com os políticos, Patinho feio, Simpson’s, e Dinkuik´s, João Ratão e Carochinha.
Todos ficaram a ganhar, pelo menos pela cultura da terra que enriquecia, fazia do país das maravilhas mais uma escritora, mais um intelectual, apesar de ter a escola mínima obrigatória.
Nas terras que não vendeu, ofereceu um livro ao presidente, que agradeceu a proeza.
Mas a culpa foi da Pantera cor-de-rosa, que um dia ao acaso, foi lhe fazer uma visita a casa, e surpreendeu-se com o que viu e gostou, deu-lhe animo.
Os amigos escritores, Tintim e Pantera cor-de-rosa, fizeram a parte intelectual, a análise final, a crítica social e o prefácio de autor.
O professor Peter Pan corrigiu, fez a correcção ortográfica, foi aí que começou o sucesso espiritual.
Alice a partir dali começou a ver o seu nome e do seu livro a ser publicado nos jornais locais e mesmo no estrangeiro aquando pela sua passagem por lá.
Ficaram bem marcadas as suas inspirações, que estavam de certo modo esquecidas no tempo e que um certo dia a Pantera cor-de-rosa e o Peter Pan lhe deram luz e animo.
Então até aos dias de hoje, e porque gostava muito de escrever, Alicinha, tornou-se colaboradora de dois jornais, três, quatro!
Assiduamente, um no país das maravilhas, outro no estrangeiro, os outros esses raramente, Sites na Internet, hi5, MSN, E-mail, etc…
Alice como intelectual, começou a adquirir livros nas livrarias, a trocar livros com amigos, e até quando vendia os seus próprios livros, ofereciam-lhe um livro usado e, emprestavam-lhe livros para ela ler em casa.
Mais ainda, Alice para além de começar a ler muito e a testar a sua capacidade literária, soltar-se, também era solicitada a fazer tournées por instituições culturais, bibliotecas e escolas.
A pequena escritora também ia a eventos culturais, Teatro, exposições de pintura e lançamentos de livros.
(Exclama)
- Tornou-se um génio!
Graças aos seus colaboradores directos e indirectos, principalmente à Pantera cor-de-rosa e o Peter Pan, que lhe deram muita vida moral e intelectual.
Alice no país das maravilhas (Expondo)
- Amigos, tenho uma farsa escondida em mim, mais uma!
- Pois eu tenho guardado em gaveta, assim como tinha os poemas d´amor, muitos Desenhos animados, e quero fazer um livro infantil!
- No qual vou dar o nome de: Pai Natal, sim pai natal!
- Pois estamos a chegar à quadra natalícia e quero surpreender tudo e todos, dar a conhecer os meus dotes, para além da minha inspiração poética, lançar um livro para crianças.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Como Alice tinha muitos sonhos e inspirações de vencer, vencer o medo, aventurou-se mais uma vez, procedeu de igual modo como na primeira vez.
Passou pelas sedes de freguesia e município e, comunicou com os Simpson’s, os Dinkuik´s, João Ratão e Carochinha, e Patinho feio, mais a alguns amigos com pequenas empresas no país das maravilhas.
Desta vez surpreendeu ainda muito mais com o novo livro intitulado de: Pai Natal, que saiu pelo Natal, onde tinha a colaboração de meninos da escola onde andou a fazer tournées, e com desenhos animados de sua autoria, que tivera guardado quando andava na escola primária.
A Alice ainda tinha tantas inspirações naquela cabecinha louca, mas ao mesmo tempo inteligente!
Vejam lá a ideia dela, até recomeçou os estudos e quer completar o ciclo secundário obrigatório nos dias de hoje, para mais tarde se certificar como autora/escritora/jornalista, quem o sabe!
(Exclama)
- Só o tempo o dirá!
Bem, a Licinha voltou a ir ao estrangeiro com o seu amigo Bibip, que fazia transportes, desta vez lançou lá o livro infantil, o livro do Pai Natal, era assim que se intitulava!
Esteve em duas casas culturais, na livraria Leopoldina e não clube do Shorek, estiveram presentes 101 Dálmatas, Hansel & Gretel, Aladdin, a Bela e o Monstro e as Pequenas sereias, pois o livro era infantil e por isso apareceram por lá muita pequenada.
Passaram por lá alguns Dinossauros e alguns Super-homens do cônsul e das comunidades conselheiras do país, a rádio e o jornal das comunidades portuguesas com a presença de, Heidy & Pedro e Pato Donald que me entrevistaram com sucesso.
Alice no país das maravilhas (Envergonhada)
- Confesso que não estou à vontade para falar pela primeira, não segunda vez na rádio e em directo, sinto-me bloqueada, tímida.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
No regresso a casa, com o seu amigo Bibip, com uns tronquitos no bolso e quase sem livros, contente e a cantarolar, pensando no lançamento do livro de o Pai Natal na terra das maravilhas, na terra de: Alice no país das maravilhas, como havia de fazer o novo lançamento do livro.
Alice no país das maravilhas (Proclamando)
- No Theatro Madagáscar!
- Pois é mesmo lá que eu quero, mas com uma condição, tem que ser este ano!
- Pois se o livro foi feito este ano também tenho que o lançar este ano, certo!
Bibip (Exclamando)
- Bem pensado!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Quando Alice tinha os pés bem assentes em terra, foi a correr para a casa cultural, falou com o Zorro, já antes tinha falado com o seu superior, Carochinha, mas esta tentou adiar, estava de férias marcadas!
Mas como o livro foi feito este ano e já tinha sido lançado no estrangeiro, mal parecia ficar para o ano seguinte.
Acertou-se então o dia e a hora, ficaram de mandar notícia para os intlectuais e sedes de freguesia pelo correi electrónico e por carta, mas não funcionou muito bem!
Houve pouca gente a participar, pois a divulgação foi muito vasta, mas de facto algo falhou.
Os e-mail s e os convites que partiram da casa cultural e, mandados por Zorro e Mariquinhas, não funcionaram muito bem.
A Pequena Sereia menina com corpo de peixe e mulher e o Nemo peixe palhaço, deram a notícia em terra e em mar.
A Bibip ave voadora, o Rei leão e Simba, o leãozinho, deram notícia na selva.
O Dumbo elefante voador, Peter Pan menino voador deram notícia na Europa.
A Leopoldina, deu notícia no resto do mundo.
E por fim o Shorek o Ogre Verde deu notícia em Júpiter.
No dia, mais uma vez Alice fez surpresa, apresentou Look & Look no Theatro Madagáscar a tocar piano e teclado, enquanto se lia pela cultura, como fez em outros sítios, que fez tournées culturais, com músicos tocando, com artistas plásticos expondo, com escritores lendo, um génio sem igual imitação.
Alice no país das maravilhas – (Discursando)
- Eu sou igual aos outros mas diferente no pensar, pela cultura pelo convívio e pelo prazer.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Os grandes Dinossauros não apareceram, os intlectuais, João Ratão e Carochinha, os Simpson’s, e os Dinkuik´s, muito menos o Patinho feio, estes não receberam ou ignoraram os tais convites que partiram desde o Theatro Madagáscar.
Alice no país das maravilhas – (Discursando)
- Somos poucos, mas bons!
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
O funcionário Sandokan controlava as luzes e o som, som que faziam Look & Look enquanto Alice lia mais os colegas convidados.
Pantera cor-de-rosa – (Discursando)
- È com grande honra que estamos aqui a participar na festa do livro.
- A autora é de veras uma pessoa com coragem e capacidade, apesar de estudar somente a escolaridade obrigatória, mas quanto a mim, ela sabe muito mais, porque, tem uma cultura geral que se enquadra com facilidade seja qual for o tema.
- No livro do Pai Natal a autora apresenta propostas para ajudar a incentivar o hábito de ler.
- Mas, como isto não lhe chegasse em certas alturas de tanto pensar e meditar no que se está a ler, sentimos o desafio de também nós começarmos a escrever d’aquele tempo que já passou quando éramos criança.
- No incentivo a autora insiste na divulgação do livro.
- Alice, também contou com ajuda dos seus amigos e, das escolas, em que eles aqui retratam, representam e escrevem experiências das suas vivências.
Tintim – (Discursando)
- Pegando nas palavras da Pantera cor-de-rosa, a autora agora está a concluir o 9.º ano, agora, escrever não é fácil, escrever para crianças torna-se ainda mais exigente.
- Mesmo assim, a autora decidiu arriscar pondo a descoberto a sua alma de criança, a sua infantilidade.
- Posso acrescentar que a Alice é uma pessoa de coragem, determinado e persistente, caso contrário, não estaria já com o seu segundo livro editado.
- O entusiasmo com que sempre fala dos seus poemas, das suas coisas, são bem prova disso.
- Cumprimento-a e felicito-a pela ousadia, determinação em levar para diante e expor seus sonhos, os seus sentimentos, as suas fantasias, e com tudo isto proporcionar momentos de emoção aos que têm o privilégio de o saber ler.
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
A noite estava quente!
Havia muito calor humano dos poucos amigos que se fizeram representar, eram poucos, mas muito, muito bons!
Seguiam-se a leitura dos seus amigos, que colaboraram e das escolas da terra do seu pai e sua mãe, Wien i puhn – Transformas – Simba – Menina e os 7 anões.
Sandokan, para além de estar a fazer um bom trabalho de luz e som, também tirava fotos à autora, Alice, e convidados ilustres, aos músicos, Look & Look, aos intlectuais, Pantera cor-de-rosa e Tintim, e aos colaboradores das escolas, Wien i puhn – Transformas – Simba – Menina e os 7 anões, e por fim aos convidados amigos.
Todos: batiam palmas, aplausos,
enquanto os convidados liam!
Alice no país das maravilhas
A Bela Adormecida
Rei leão
Super-homem
Homem aranha
Obelix e Asterix
Sandokan
Look & Look
Heidy & Pedro
Pocahontas
Cinderela
Gasparzinho – Principezinho
Aladdin
Pai de Alice
Palhaços
Bruxa má
Anastácia
Branca de neve
Cabelo dourado
Pipi das meias altas
Namorado de Alice
Capuchinho Vermelho
Dropi & Pluto
Gato das Botas
Mickey & Minie
Pantera – cor-de-rosa
Nemo
Três Porquinhos
Aristogatos
Simpson’s
Dinkuik´s
0Hansel & Gretel
Patinho feio
Carochinha e João Ratão
Dumbo
Bambi
Madagáscar
A Dama e o Vagabundo
A Bela e o Monstro
Pato Donald
Bibip
Pantera cor-de-rosa
Tintim
Peter Pan
Tom & Jerry
Menina e os 7 anões)
Transformas
Wien i puhn
Simba
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
- “O sucesso que eventualmente despertem não passa dum simpático sucesso de estima e tudo se esfuma na lousa do tempo que voa.”
- “Os autores mais teimosos mas mais céticos, depressa se apercebem que livros sem leitores valem tanto, ou menos, que leitores sem livros.”
- Um livro é uma cultura artística, que nos une mutuamente, numa sociedade miserável, que nos despreza…
- As crianças são como os rebentos: nascem, crescem e permanecem, ficam lindos! Envelhecem e morrem…
Todos: (Palmas)
Alice no país das maravilhas
A Bela Adormecida
Rei leão
Super-homem
Homem aranha
Obelix e Asterix
Sandokan
Look & Look
Heidy & Pedro
Pocahontas
Cinderela
Gasparzinho – Principezinho
Aladdin
Pai de Alice
Palhaços
Bruxa má
Anastácia
Branca de neve
Cabelo dourado
Pipi das meias altas
Namorado de Alice
Capuchinho Vermelho
Dropi & Pluto
Gato das Botas
Mickey & Minie
Pantera – cor-de-rosa
Nemo
Três Porquinhos
Aristogatos
Simpson’s
Dinkuik´s
0Hansel & Gretel
Patinho feio
Carochinha e João Ratão
Dumbo
Bambi
Madagáscar
A Dama e o Vagabundo
A Bela e o Monstro
Pato Donald
Bibip
Pantera cor-de-rosa
Tintim
Peter Pan
Tom & Jerry
Menina e os 7 anões)
Transformas
Wien i puhn
Simba
«Recital de piano acompanhando a narrativa»
(Música de Alice nos pais das Maravilhas)
(Narrador)
Alice estava contente, mas pensou ter ali presente, alguns Dinossauros, os grandes, e intlectuais, mas como era tempo de férias e de fim de ano tolerou, pensando, que também deveria de ser, por o livro ser, com edição de autor.
A Bela Adormecida, adormeceu e não foi à festa, pediu desculpa pelo telefone à Alice.
O Pinoquio prometeu ir, mas não foi por ser um menino mentiroso.
O Pato Donald não pus lá os pés, somente porque não havia de comer à pato
E sem contar apareceu por lá o Rangeres do Texas, mas não queria entrar, por lá dentro ser proibido fumar.
No final tudo correu bem, foi um sucesso e diga-se de passagem mais vale poucos e bons.
Alice no país das maravilhas (Agradecendo)
- Agradeço a todos os presentes em nome do narrador desta peça de teatro.
- Agradeço a todos os personagens simpáticas e menos simpáticas desta peça e, a quem elas se dirigem ou referem.
- Agradeço o apoio simbólico a todos que colaboraram connosco, directo ou indirectamente, desde o Autor desta peça, o Técnico Teatral, o Professor, o Técnico de Luz e Som, os músicos, à Casa da Cultura de Póvoa de Lanhoso, e a vocês.
- Pois na minha personagem, só senti a falta da minha mãe.
- Esse, o meu pai agora com o tempo já aprendeu com a lida da casa.
- O meu namorado pediu-me em casamento.
- Continuo a escrever com edição de autor e os meus amigos continuam a colaborar comigo nos meus projectos, sem eles não era possível o meu sucesso. Obrigado.
- Os críticos continuam-me a censurar, apenas e unicamente, pelo facto de os meus livros não terem editora.
- Agora no que se diz sobre as edições de autor e, que são decerto muitas a nível nacional, não são piores nem melhores que aquelas que têm editorial!
- Vejamos, os livros publicados com edição de autor, se tivessem sido feitos através de uma editora da região, será que teriam outro valor!?
(Exclamando)
- Não me parece! Obrigados a todos, beijinhos.
(Todos: Palmas, berros e lenços no ar)
Recital de piano acompanhando a narrativa
(Musical - VERMELHO)
Pedido de Autógrafos
Branca de neve e os 7 anões
Distribuir balões
Palhaços
Anunciar quem vai falar
(Sem voz - VERDE)
Narrador
(Com voz - AZUL)
Personagem exclamativa junto do narrador
(Com voz - AMARELO)
Personagens
(Com voz - PRETO)





























































